Sinto-me mais burro

Eu tenho me sentindo mais burro do que um dia já fui. Não sei dizer porque, mas tento entender, e o que você lerá a seguir talvez tenha uma conclusão, ou não. Nunca fui do tipo que responde questões, mas do tipo que faz mais perguntas. Isso talvez seja parte do problema, mas não me limitarei a essa linha de pensamento.

N’outro dia eu estava conversando com um amigo, que também é escritor e em seu próprio mérito um desenvolvedor de jogos – embora nunca tenha jogado nada dele, rá! – e nessa conversa eu disse a ele como eu me sinto mais burro, coisa que cheguei até a mencionar com a médica da cabeça n’outro dia também, mas a gente já chega lá.

Eu disse a ele “sei lá, Mat, eu ando me sentindo meio burro. Mais burro do que já fui. Tipo, antes eu conseguiria conversar contigo e dissertar sobre o absurdismo de Camus, e como isso tem estado mais claro nos dias de hoje, mas se hoje eu tentasse, provavelmente não fosse tão produtivo”. Citei Camus por dois motivos, o primeiro porque é algo que eu tenho tentado reler recentemente, sem muito êxito. O segundo motivo, porque eu já conversei com ele sobre o assunto, numa época que eu tinha emplacado um combo absurdista de ler O Estrangeiro e O Mito de Sísifo, e tudo que eu fazia tinha um dedo de apontar o absurdo nas coisas do dia a dia. Na época eu criei um ‘jogo’ – que não era de fato um jogo, mas não entremos num debate acerca do que constitui um jogo, eu vi isso uns 3 semestres seguidos na faculdade, e cada semestre uma apresentação diferente do que pode ser interpretado como um jogo, esse aposto ficou muito grande aaaaaaaah – chamado “O melhor RPG de Comédia já feito no Ace”, lançado no dia 20 de dezembro de 2012, e ele foi escrever um dissertação – igualmente cômica – de como o jogo era uma metáfora para o mito de sísifo, – quote – Como no mito de Sísifo, somos convidados a rolar a pedra eternamente como maldição pelos jogos de humor que criamos. Mas desistir será a solução? Não. – end quote -. A resenha dele foi um pouco tardia, no começo de 2014. Mas ainda assim, acabei por conversar com ele sobre o assunto e falamos sobre o estado deplorável das comunidades makers e tudo o mais, vocês sabem como é.

Ele então disse “Pô Dias, cê não acha que isso pode ser um reflexo de você não estar praticando tanto debate? ”, e como eu respondi a ele, pode sim. Eu não tenho debatido mais sobre filosofia, e sempre que eu debato eu acabo, 1) ou fazendo meu argumento muito confuso, onde a pessoa não entende, 2) ou eu encho de informações que as vezes são irrelevantes e eu mesmo me perco em meu argumento – MALDITOS APOSTOSSS!!!!!

A médica da cabeça disse que a maldição da minha geração – e das gerações que estão nascendo agora, caso a situação não mude – é que temos um acesso muito grande da informação, mas não conseguimos condensar todas essas informações. E isso deixou o nosso pensamento muito acelerado, milhares de vezes mais acelerado que a das gerações que nos antecederam. Segunda ela, o fato de eu não escrever em quantidades grandes se dá por isso, pois meu pensamento é muito rápido, e a cada palavra que eu digito, eu já tenho as outras 5 pra frente já planejadas na minha cabeça – agora pense nisso como um leitor, onde sua leitura é mais devagar, e o texto já está todo na sua frente, e conforme você lia que meu pensamento está sempre a frente, até mesmo na frase que faz essa afirmação, eu já pensava nesse aposto gigante, que provavelmente nem pode ser considerado um aposto – e que isso dificulta muito as coisas. Meus textos, nos quais eu escrevia com facilidade e nem revisava – BOY OH BOY, a qualidade daqueles textos eram um lixo – por mais que houvessem erros, eles tinham uma certa linha de coerência, que daria para a/o leitor/a entender o que estava escrito, apesar dos apesares.

Eu sinto que na minha escrita hoje existe uma influência da Geração Beat – coisa que eu já carrego desde 2013, aliás, mas – que faz com que eu cuspa meu texto na tela, por meio de meus dedos no teclado. Eu encho de apostos, seja por vírgulas ou separados por travessões (as vezes usando parênteses), mas também há um ritmo corrido, como se eu estivesse fodido da cabeça – não que eu não esteja – e que coloca tudo o que eu quero falar e mais um pouco nas palavras, usando palavras simples, mas com usos que são diferentes do costumeiro. Não sei dizer. É como se eu pegasse as piores partes de big sur, que são corridas e cheias de ideias, onde Jack começa falando de algo, aí entra em um aposto de 40 linhas para falar dos sentimentos dele acerca do assunto, ou até mesmo para elaborar mais o assunto – algo que poderia ser facilmente digerido sem o aposto, não é mesmo leitor/a?

Talvez esse estilo slacker mais caos e confusão discordianos mais neoísmo mais as minhas influências já antigas e as vezes quase esquecidas, mas ainda sim parte das minhas raízes, do punk rock. É como se cada parágrafo eu tentasse manter um ritmo de nazi punks fuck off, com uma prosa requintada e pomposa de Rimbaud ou Oscar Wilde.

Falando em Rimbaud, é um exemplo que eu acabei por usar com o Mat e com a médica da cabeça. Eu li Rimbaud em 2012, eu estava no primeiro ano do ensino médio. Peguei um livro dele de poesias diversas e com Uma Estação no Inferno. Chapa, se na época você me perguntasse, eu provavelmente recitarei uma das poesias e ainda diria minha interpretação acerca do que estava escrito ali. Na terça-feira dessa semana mesmo (02/05/17) eu peguei para reler Uma Estação no Inferno, e enquanto eu estava deitado lendo, passando meus olhos sobre aquele texto, eu só conseguia pensar que RIMBAUD ESTÁ MORTO E ENTERRADO EM ALGUM LUGAR DA FRANÇA, e que isso me deixa(va) desconfortável, porque a prosa e poesia dele são infinitas e continuaram a apoiar nossa classe e nossa luta muito após eu morrer, e até mesmo quando perdemos a batalha final e que toda esperança for perdida para tiranos e capitalistas, a prosa dele vai fazê-los dormir desconfortáveis, pois saberão que isso um dia será a faísca que vai acender o pavio. Mas além disso, a maior das certezas que eu tive enquanto relia, É QUE RIMBAUD É CHATO PRA CARALHO.

Enquanto eu tomava prazer em Rimbaud, em Wilde, e em Baudelaire, esses filhos da puta estão mortos, suas prosas e poesias, por mais lindas e importantes para a nossa classe, são um bagulho chato pra caralho, que só se sustenta na sociedade por 1) acadêmicos que querem bancar o intelectuais – e afirmam ser intelectuais – e querem preservar a ‘boa cultura’, seja lá o que essa porra signifique, 2) pessoas que acabaram de conhecer esses clássicos, e acham que todos tem que conhecer e falar deles o tempo todo, e aqueles que já se esqueceram que releiam, 3) escritores babacas que querem ser OS intelectuais, achando que as obras deles são quase equiparáveis a um deles – been there, done that – mas o que eles não percebem é que imitar os clássicos e falar de albatrozes sendo massacrados por pescadores (ave PETA), ou de gigantes egoístas, ou de abrir asas de outros jovens, não faz deles tão bons quanto os clássicos, fazem deles uns puta duns babacas sem originalidade e chatos pra caralho, onde passado do primeiro verso dá vontade de se cagar por simples se cagar.

Talvez eu não esteja burro, embora eu esteja sim, mas estou apenas cansado. O que fazemos todos os dias, especialmente nos círculos artísticos é querer mostrar que você sabe, que você entende, que você é o mestre da porra toda. Mas qual a relevância de tudo isso? Nenhuma. Baudelaire dizia que o que movia os poetas era o Tédio, mas para onde eu olho, a única coisa que eu vejo mover os poetas é seu Ego, ou sua petulância, ou uma falsa sensação de importância. É impossível ficar em um sarau sem sentir um senso de depressão, e uma vontade de mutilar minha rola e sair cagando pelo chão. Enquanto eu entendo que tudo o que a gente faz é para ser aceito na sociedade (ou comer alguém, como já diziam outros poetas), esse ato de fazer é o mesmo que uma inação, pois a única coisa que rola em saraus pelo Brasil são poesias de como a vida é bela e boa para ser vivida – embora nossa classe sofra pra caralho, especialmente os que estão mais a baixo –, ou como o amor é a coisa mais importante na vida – mais importante que acordar cedo e dar aquela cagada, aparentemente -, ou é alguma ode às trevas, um pseudo monólogo acerca da escuridão e de como a vida moderna é vazia, ou como a tecnologia tem escravizado as pessoas. O segredo secreto – e longe de mim ser o dono de toda a verdade, uma vez que meu ponto é o contrário disso tudo – a vida, a sociedade e o amor é tudo isso, nada disso e um pouco mais! Especialmente a parte sobre a relevância de acordar pela manhã e dar uma cagada.

Uh. Isso saiu de um texto sobre o quão burro eu sou, para uma rant das artes (pós)modernas.

De qualquer forma, eu tenho sentido como se toda informação que eu tento me agarrar, escorre pelas minhas mãos, tão rápido quanto ela entrou. É como dizem por aí, sei mais que meus antepassados, mas retenho menos do que eles. Meu fluxo de informação é maravilhoso, consegui construir uma rede de contatos que eu admiro, e agradeço a elas e eles por fazerem parte desse fluxo. Eu consigo ter acesso a praticamente tudo que me é irrelevante. Tendências artísticas? Eu tou dentro. Algum político de direita/esquerda soltou uma cagada, e falou/fez algo que nos prejudique? É tou sabendo. Aquela festinha louca transcendental de exploração do Eu? Amanhã tou lá. Aquele sarau, onde vão falar de como a vida é bela e boa para ser vivida, como o amor é a coisa mais importante da vida, como a vida moderna é vazia e vivemos na nova era das trevas, e como a tecnologia tem escravizado as pessoas? Podepá irmã/o. Qual a relevância dessa rede e desse fluxo de informação? Aparentemente nenhuma. Qual a utilidade?

Qual a utilidade? É algo que me excita, e que me deixa feliz, mas embora eu saiba mais, eu não mantenho nada. Se estivéssemos falando em termos materiais, é como se eu pudesse experimentar todas as vodkas do mundo, mas não pudesse ficar com nenhuma delas. Não porque me é proibido, ou porque eu não ache nenhuma que eu goste, mas porque eu estou em um coma alcóolico. Eu estou em um coma alcóolico de informação. Eu leio um milhão de artigos sobre políticos, sobre como estamos perdendo nossa luta ao redor do mundo, sobre gadgets úteis, life hacks, sobre humor, sobre como ter experiências transcendentais, sobre como enquadrar e dirigir filmes, mas de que forma eu estou dirigindo minha vida?

I have no mouth, and I must scream.

No outro dia lembrei que a vida, por mais ‘longa’ ou ao menos o que consideramos longa pelo tamanho de tempo no qual estamos acostumados a ser o tempo que nos é nada, ela é apenas isso: momentânea. Nesse exato momento, eu estou com o cronômetro do meu celular ligado, contando o tempo que eu demorei para escrever esse texto, sem interrupções, porque eu não tenho noção de quanto tempo se demora para se escrever um texto. Uma hora e Vinte um minutos, 1976 palavras. São 1h19 da madrugada. E a vida é isso, ela não para, embora eu me sinta estagnado, com meu fluxo de informação sempre em rotação. Eu vou à faculdade todas as noites, as tardes geralmente dedico ou ao estudo ou ao meu fluxo, e eu não tou fazendo nenhum dinheiro com nenhuma dessas atividades, e eu preciso de dinheiro, quem não precisa de dinheiro? A vida não tá fácil, nossa classe a cada dia é destruída aos poucos para favorecerem os patrões, a reforma da previdência, a reforma trabalhista, João Dória dando 80% de desconto nas dívidas das empresas, enquanto corta gastos para programas educacionais e culturais na periferia de São Paulo. Eu nem vivo mais em São Paulo, mas isso me deixa puto pra caralho. E tudo isso, e eu me sinto como um vagabundo, uma sanguessuga que vive explorando o trabalho das pessoas a minha volta, enquanto eu não faço nada além de estudar e observar meu fluxo de informação, e não conseguir me agarrar a nada, a ninguém, e tudo isso me corrói por dentro, porque eu queria fazer mais do que eu faço, mas talvez eu tenha medo de sair lá fora, e eu ainda sim saio, mas nenhuma experiência boa vem, e tudo isso é provavelmente a minha culpa. Eu não estou me esforçando o bastante, e nem as pessoas à minha volta, porque a mobilidade social é algo que existe, você sabia? É, é o que dizem por aí, e eu queria entender isso, e tentar isso, mas não me apetece, e não me é possível no momento. A única coisa que me resta é subir a porra da montanha, e lá encima gritar para o mundo todo ouvir, que por mais que aquilo tudo não importe – pois me ensinaram assim – e que todos vamos morrer um dia, aquilo ainda assim me corrói por dentro. Todos vamos morrer um dia, mas ainda assim, nossas vidas não são irrelevantes, por mais que as cobras niilistas que detêm o poder digam isso para nos desestimular. As ovelhas um dia vão pegar facas e estriparem os lobos, fazendo-os gritar em dor enquanto sangram até a morte. Ao mesmo tempo, nossa vida não é tão valiosa quanto afirmam os donos das cruzes douradas, que nos vendem uma esperança para algo que não é palpável e é incerto, para nos tranquilizar em todo nosso sofrimento nas mãos dos poderosos.

A cada dia, eu sinto que minha liberdade será tomada de mim, usando mentiras das quais eu não tenho responsabilidade, ou sanidade para utilizar minha liberdade. O fim da minha vida é atrás das grades, atrás das grades do hospício, por faltar me inteligência e sanidade. Ou atrás das grades de uma prisão, por matar J. Dólar.

Minha geração é constituída de malditos, que sofrem de problemas mentais derivados de nosso contexto sociopolítico. Dizem que somos uns mimados filhos da puta, mas se esquecem de que não nos criamos sozinhos, fomos criados. Somos fruto do ensino de nossos pais e mães, fruto de uma sociedade doentia, que faz as pessoas trabalharem igual condenados, para que não haja certeza se o amanhã chegará um dia. No fim, a maior de todas as mentiras já contadas, é nossa ordem social. Iremos todos para o inferno, pois somos indignos de perdão.

“Para que tudo ficasse consumado, para que me sentisse menos só, faltava-me desejar que houvesse muito público no dia da minha execução e que os espectadores me recebessem com gritos de ódio”.

Koan do Bolsonazi

14 (1+4 = 23) discordianos estavam sentados em uma roda, quando um deles disse “Ei, vamos trollar a extrema-direita brasileira”, outros doze concordaram, um deles relutante concordou com ressalva. Eles passaram dias procurando links para uma conexão espiritual zipzapiana com a extrema-direita, e nada surgia.
Uma delas, por fim, virou-se ao São Gulik e pediu para que por fim chamasse Éris. Ela então se dirigiu a Éris:
“Ó Éris, concubina da confusão, mãe santíssima de todas as discórdias, como poderíamos fazer uma conexão zipzapiana com a extrema-direita brasileira”.
“Não podem”
“Você não vos permite? Não existem leis, a menos que nós queiramos, assim diz a escritura”
“Não podem, pois eles se organizam, mas não de forma zipzapiana”
“E se os atraíssemos, ó senhora do Caos”
“Talvez”
Por horas, ela meditou nas palavras obscenas proferidas por Éris, e por fim passou aos outro 13. Os 14, por fim, criaram um Hub Zipzapiano em ode ao Bolsonaro, e então o jogaram na rede caótica de bits e bytes.
No começo só havia Caos. 14 pessoas, o vácuo digital. Então disseram: “Vinde a mim, ó filhos da miséria mental”.
E então veio a ordem destrutiva. Memays em prol, glórias a deus, equiparações com Jesus Cristo de Nazaré. Mas como sabemos, imposição de ordem, gera uma escalação de Caos, e que assim seja até o fim dos tempos. Aos poucos, ESQUERDISTAS PÓS-MODERNOS surgiram e começaram a simular estereótipos de Bolsonaristas. Os 14, que muito bem formados das escolas do pensamento erisiano, em nada ali acreditaram, mas em pleno gozo e felicidade infantil eles riram.
Ocasionalmente, quando o grupo deixava de ser ativo e a zoeira da esquerda parava, e a fé implacável da direita era nula, um ou mais dos quatorze jogavam uma lenha na fogueira, e então se recostavam com seus marshmallows para assistir ela queimar e queimar como as chamas de um templo ancião – saído de algum RPG que não entende como o fogo funciona e deixa tudo aceso em tumbas com 500 anos de vida.
Mas assim como é dito que imposição de ordem escala o Kaos, com a escalação do Kaos, se impõe ordem, e assim exigiram os bolsonarista. Para não quebrar o disfarce e prolongar o fnord, assim fizeram os 14.
Após se aquecerem e de muito comerem marshmallow, os 14 estavam cansados daquela fogueira, cheia de ordem destrutiva, e por fim aplicaram Caos Construtivo, anunciaram que aquilo era um Fnord, e ao contrário do que os Bolsonaristas pensavam, Bolsonaro não era Deus, e ao contrário do que os Esquerdistas pensavam, os Bolsonarista não eram maus, só eram burros, pois ninguém escolhe o mal por ser o mal, mas sim por confundi-lo com a felicidade, que é o que buscam. Então, eles removeram todos os Bolsonaristas, todos esquerdistas e a eles mesmos… Só que eles deixaram o link zipzapiano aberto, e agora o hub zipzapiano pró-bolsonaro tem vida própria e é de fato um grupo pró-bolsonaro, e não uma bait discordiana.
Como dizem por aí: Shit happens ¯\_(ツ)_/¯

O Sonho nacionalista

Nacionalistas que comparam o Brasil com um país comunista.

E tudo pelo fato da presidente ser petista.

Tal comparação é tão estúpida,

Que mostra a baixa perspectiva de vida.

Não votarei em nenhum partido,

Pela minha cabeça essa ideia já passa batido.

Deus me livre me submeter a um tirano,

Que tira meu dinheiro de ano em ano.

Desejo um pouco de liberdade,

Mas é óbvio que não tenho idade,

Pois isso é para velhos e experientes,

Que passam os últimos dias de vida sem dentes

Dizendo besteiras sem sentido

Apoiando a porra d’um partido.

Se eu fosse um cara experiente,

Com toda a certeza mataria a presidente.

 

É notável que sou um dissidente

E alguns conservadores me chamam de inconsequente,

O fato é que eu tenho outra visão de mundo,

E não sou nenhum tipo de reacionário imundo.

Eles que se fodam, com suas leis antiterrorismo,

Que colocam a civilização em um ciclo de anomismo.

Surgindo aberrações horrendas,

Que fazem monopólios com suas fazendas.

 

Buscamos uma evolução,

E depois de todo o progresso, queremos fazer uma devolução.

Pois nunca estamos satisfeitos,

E isso é um sentimento perfeito,

Pois mostra que podemos achar erro em nossos progressos

E talvez um dia caminhemos para o sucesso.

Voltar atrás não é pra quem não sabe inovar,

E por fim acaba falando merda sem ao menos pensar.

Não seja um inútil que busca a regressão,

Use sua cabeça e sonhe com as coisas que virão

open login / reality glitch hack manifesto — by ÐŲMп委 ال — DaðŲ Miners психический 工人委 – remixed by Timoteo Pinto

Individuals are encouraged and controlled into limiting their responses more and more through social media — limiting their circles of influence and friendships — by hardening character armour and becoming cliches, shallow and representations of themselves. In other words social media
encourages individuals to close their minds.

The multiple user name / open login project is designed to do this:

Firstly we intervene on the General Intellect: by sharing identities we disrupt the surveillance of social media. tagging ourselves as Tae Ateh, Timóteo Pinto, TimóTae Pinteh, Paz Sword (or other shared identities) we disrupt the facial recognition algorithms used to identify us. Using a login shared also disrupts the algorithms used to predict and influence behaviour both online and offline.

Secondly we manifest as the Human Species Being: by sharing our production we, as workers, become able to empathise more with each other. By sharing identity we can take on each others manners, habits, intimate thoughts and therefore transcend as well as share our own.

Thirdly we can identify more with non-human workers — namely the internet and technology that we are using and is being used to use us. Data moshing and data bending is like the chaos acting on the perfektion of the computers.

Since identities are Binaries and Hex codes, that put together makes reality. Or at least a digital version of it. The spectacle. The idea of moving some binaries some 1s and 0s from one place do another, in order to glitch identity and making it look chaotic, is like a Golden Apple from modernity.

The following accounts use various different open names — including Tae Ateh. We choose Tae Ateh because it is non gender or nation specific.

This document is written by REproductiVe wOrkers and Lovers indUsTrIal uniON (REVOLUTION) — a one-person organisation with only one member: Tae Ateh — a Multiple-User name begun in Belarus by the Asemic International but spread to Brazil, England and beyond.

Contact me:

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CLASS, Arjuna, 12 Mill Road, Cambridge CB1 2AD

OPEN LOGINS/ MULTIPLE USE NAMES:>>>>>>

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نحن أنا تاي عطوة. تصبح تاي عطوة

ताए आहताए
泰一啊泰
тая атэх
تهئ عتهئ
タイあタイ

すべてを すべてを すべてを

生産的労働者
生産労働者があります
精神的な労働者
破壊的な労働者
死んだ労働者
非生産労働者
家の労働者

إلى جميع إلى جميع إلى جميع

العمال المنتجين
هم العمال المنتجين
عمال نفسية
عمال المدمر
عمال ميت
العمال غير منتجة
العمالة المنزلية

所有 所有 所有

生产工人
是生产工人
心理工作者
破坏性工人
工人死亡
非生产工人
家务

सभी को सभी को सभी को

उत्पादक श्रमिकों
उत्पादक श्रमिकों हैं
मानसिक कार्यकर्ताओं
विनाशकारी कार्यकर्ताओं
मृत श्रमिकों
गैर उत्पादक श्रमिकों
घर श्रमिकों

ВСЕ ВСЕ ВСЕ

продуктивные рабочие
являются продуктивные работники
психические работники
деструктивные работников
непроизводственных работников
работники дома

عرس مبارک

देश काल पत्र

الكثرة
الوحدة

internet memes, détournement, plagiarism
الميمات الإنترنت ،اختلاس, الانتحال
網絡迷因,挪用,剽竊
Интернет мемы, хищение,присвоение, плагиат

общи́на

黑色镜面折射出黑色太阳
未来如黑曜石,黑色镜面折射出黑色太阳

في الأسبوع الماضي، أقرّت المحكمة في البحرين الاحكام على قادة النقابات العمالية،
وحكمت على تهئ عتهئ و تهئ عتهئ بالسجن لمدة خمس سنوات و ستة أشهر على التوالي.

그 리고 또한 우주에서 자본가 계급과 하층 사회의 : 클래스에서 가능한 단 2 아이덴티티가있는 경우 동쪽이나 북쪽과 남쪽.에게 또한 시간 : 과거와 미래. 이미 당신은 공간, 시간이 텍스트의 클래스의 확장을 목격하고 있습니다. 나는 쓴 당신은 읽어보십시오. 하지만 우리는 공간, 시간과 수업에서의 확장의 일부 있습니다 — 그것을 선행과 공간 시간과 수업 시간에 컴퓨터 등을 생산 노동자가 있습니다. 우리가 이후에 읽어 않으며 다른 공간, 시간과 수업 시간에 올 사람 근로자가 있습니다.

泰一啊泰 是名字有可能是西方或东方,因為一個名字的 泰一啊泰 不會出現特定語言的優勢。我們都知道,在這種方式中,它優於以往任何多重身份的。

اللقب تهئ عتهئ له ميزة واحدة التي قد تنتمي إما إلى أوروبا أو أفريقيا على
اللقب تهئ عتهئ له ميزة واحدة التي قد تنتمي إما إلى أوروبا أو أفريقيا، منذ أن تهئ عتهئ كاسم الأول لا يبدو أن لغة معينة. وبهذه الطريقة فإنه متفوقة على أي هوية متعددة السابقة ونحن على علم.
تهئ عتهئ هو الاسم الذي يشير إلى إنسان فرد الذي يمكن أن يكون أي شخص. يتم إصلاح الاسم والشعب استخدامه ليسوا كذلك.

इश्क़, दिलकशी, उन्स, मोहब्बत, अक़ीदत, इबादत, जूनून, मौत

生育工作,心理工作的,破坏性的工作 超图,心理,心理学,地理学, 造影,间图表,超,图形,元 图形 现场 造影 假 逻辑 脑病 舍米 情况 合一,多种 空间,时间,类 reproductive work, psychic work, destructive work hypergraph psycho geography graphy meta graph hyper graph meta graph situation situ graphic pathical logical phonical chemical linguary oneness multitude space time class العمل الإنجابي العمل نفسية العمل المدمر الخط الطبيعي مريض نفساني جغرافي الرسم البياني ميتا فرط رسم بياني ميتا رسم بياني الموقع بياني كاذب منطق الم كيميائي حالة وحدانية كثرة الفضاء مرة الفصل репродуктивного работа, психическая работа, работа разрушительная гиперграф психо география графия мета график гипер график мета график ситуация Ситу графический логический химическая единство множество Время класс пространство internet memes, détournement, plagiarism الميمات الإنترنت ،اختلاس, الانتحال 網絡迷因,挪用,剽竊 Интернет мемы, хищение,присвоение, плагиат

ताए आहताए
泰一啊泰
тая атэх
تهئ عتهئ
タイあタイ

Source: open login / reality glitch hack manifesto — by ÐŲMп委 ال — DaðŲ Miners психический 工人委 – remixed by Timoteo Pinto

HindenBUR(N)g

11078184_783744708407135_5468081254755871274_n
The original imagem

Following the idea of Ghost of Hiroshima, I tried to do something similar with the 1914528_954182117997388_6407365587647222519_nHindenburg disaster. First, because people know I do like zeppelins, and second, because I found a meme on the incident, correlating it to Éris, THE goddess and Our Lady Discordja.

Após a ideia do Ghost of Hiroshima, eu tentei algo similar com o desastre de Hindenburg. Primeiro, porque pessoas sabem que eu gosto de zeppelins, e segundo, porque eu encontrei um meme sobre o incidente, correlacionando com Éris, A DeusA e Nossa Senhora Discordja.

The usual .tif with pixel order per channel on the image opening this post. Importing it as RAW data on audacity and using encode U-Law. And following the same ideia of ghost of hiroshima, applying echo with ‘0,3’ delay, and scaling its decay factor from ‘0,1’ to ‘1’.

O .tif de sempre, com ordem de pixel por canal, da imagem abrindo esse post. Importando como RAW data no audacity e usando codificação U-Law. E seguindo a mesma ideia do Ghost of Hiroshima, aplicando eco com ‘0,3’ de delay e aumentando seu Decay factor de ‘0,1’ para ‘1’.

zeppelin1
0,1 Decay Factor
zeppelin2
0,2 Decay Factor
zeppelin3
0,3 Decay Factor
zeppelin4.png
0,4 Decay Factor
zeppelin5
0,5 Decay Factor
zeppelin6
0,6 Decay Factor
zeppelin7
0,7 Decay Factor
zeppelin8
0,8 Decay Factor
zeppelin9
0,9 Decay Factor
zeppelin10
1 Decay Factor

As usual, a gif! / Como sempre, um gif!

hindenburng

 

6 – O mundo anda tão sem graça

“O mundo anda tão sem graça”, diz o branco deformado, e aí a galera concorda com ele, porque ele é branco, e aí a galera ri dele, porque ele é deformado, aí ele reclama e chora e aí “O mundo anda tão sem graça”, diz o amigo dele que é evangélico fanático, e aí a galera diz que cristo era na verdade um gogo-boy, que fazia strip em festas de crianças porque naquela época todo mundo era pederasta, e aí ele fica puto e joga uma bomba em todo mundo, porque evangélico é tudo terrorista e não tem deus no coração e aí “O mundo anda tão sem graça”, diz o cara que perdeu uma perna no atentado do evangélico, e o primo dele começa a dar risada e chama ele de cotoco porque é engraçado zoar pessoas que não andam mais, e falar que eles são menos úteis que bonecas infláveis, porque o mundo anda tão sem graça e é isso aí, vocês tem que parar de mimimi, porque essa geração é cheia de mimimi.

E aí a Pepsi lança aquele comercial falando que “o mundo anda tão sem graça”, e aí a gente lembra eles que todo mundo prefere Coca-cola do que Pepsi, e que a fórmula da Pepsi envolve resto de bebês abortados, porque eles fazem parte duma conspiração global de abortistas contra o cristianismo, e os marketeiros ficam cheio de mimimi, porque essa é a geração do mimimi, e todo mundo sabe que Pepsi Twist é horrível e a indústria agrícola que produz limão poderia aproveitar melhor a safra vendendo limão para uns botecos fazerem caipirinha, mas aí faliria a Pepsi, e não é minha culpa que eles ficam com esse mimimi de falir e mimimi só tem Pepsi pode ser.

O mundo anda tão sem graça, porque você é cheio de mimimi, e tudo o que você é mimimi porque nada é do jeito que você quer, porque tudo depende do seu mimimi e você é o único e apenas o centro das atenções mimimicaístas.

Fundando uma nova religião baseado nessa sua chatice de reclamar das coisas quando elas não andam de acordo com o seu bel prazer, você encontra um baú protegido por um dragão e esse dragão é bem engraçado, mas o mundo anda tão sem graça e você usar seu mimimimi pra matar o dragão com suas chatices do caralho, e o dragão morrer, porque é só isso que ele pode fazer porque o mundo anda tão chato e aí você abre o baú e tinha um único papel, escrito em letras gigantes PARA DE MIMIMI CARALJO.

E você não para, porque o mundo anda tão sem graça e isso é a única coisa que importa, porque assim você pode ficar de mimimi e seus amigos vão dar risada e dizer ‘mimimi concordo dimais kkkk mundo sem graça nenhuma kkkk’ e você vai achar que você é legal, ou engraçado, mas você não é, porque o mundo anda tão sem graça, né?

5 – Memeys

Eu tinha esse amigo e ele era um memester, e ele se achava engraçado, porque afinal ele era engraçado e todo mundo dava risada. Ele fazia algo e hell yeah, e aí alguém falava algo assustador e mother of god, e aí ele trollava alguém e cool face.

Ele começou a trabalhar no Habbib’s, até porque, porque não, né? E aí de segunda à terça as esfihas eram em dobro no Habbib’s, de sexta à domingo as pizza eram em dobro no Habbib’s, e quando ele entrou foi tipo num piscar de olho que de quarta à quinta a piada era em dobro no Habbib’s. E todo mundo ria, kkkk esfiha, como assim esfiha, kkkkk. E aí ele meio Yao Ming e a galera ria, porque não rir, é o melhor remédio e todos ria, era engraçado, trabalhar num emprego bosta, recebendo um salário bosta, quem nunca.

O Snopp Dog uma vez disse algo assim, eu não me lembro, porque ele é meio meme, né? Vai saber, e esse amigo era todo smoke weed everyday, para-rara, tum tum tum tum. Não que ele fosse um canguru, porque ele não lutava boxe, ele nem lutava, mas também não era aqueles hippies nada a ver, que fuma maconha namastê com flor na barba.

Uma coisa que admiro, é que ele é tipo um Digimon, que digievolui com digicondições diginecessárias. E cada vez que os memeys mudavam, tava lá ele mudado. De uns meme nada-a-ver pra nóis hoje, ele já tava louco, porque ele sempre foi louco, não que seja necessário ressaltar isso, porque ter dodói na cabeça faz parte, ninguém tem problemas com autistas aqui, eu mesmo sou amigo desse meu amigo autista. Vai saber. Mas aí ele dava aquelas sarrada, porque era engraçado, mas aí não foi mais engraçado e ele parou de fazer isso, embora eu ainda ache engraçado, a gente precisa manter tradição, porque esse tipo de coisa une nossa tribo e a gente pode continuar aí memeando, com memes que nem tem graça porque já foram exacerbadamente utilizados, e aí ficou sem graça de uma forma cômica.

E tipo, a gente fica meio assim, em relação a essa situação, mas isso não deixa de ser verdade, você pode até perguntar pra esse amigo, ele vai confirmar, porque é tipo de coisa nada a ver com nada, que mantém a ligação covalente nesse mar de átomos pré-direcionados de forma aleatória e tal. Cê tá ligado o que eu tou querendo dizer?

Tipo, isso é o tipo de coisa que não se fala, mas que tem que ser dito. Não porque isso é um problema, mas a galera tem que se divertir, porque divertir é importante, né não? E é isso aí, a gente corre pra lá e pra cá, vacilando nisso e aquilo, testando disso e aquilo lá, e tá tudo certo. Essas pequenas coisas valem a pena, não que grandes coisas não valham a pena saca? E é isso aí, tudo tem que acabar com uma risada, kkkk.