A volta do incrível RU1D0_BR4NC0_2.3.exe

Eu não acredito, não é que eles voltaram mesmo?!

F.O.D.A-S.E.

Não é segredo pra ninguém que a F.O.D.A.-S.E. é um grupo de neoDadaístas, está em nosso nome, no fim das contas. E como todo bom grupo de neoDadaístas, nós damos apoio ao cenário brasileiro. Nesse post vamos falar um pouco da RU1D0_BR4NC0_2.3.exe, um grupo antigo, pra quem é mais old-school vai se lembrar do grupo. Eles começaram em 1995, com criadores e pioneiros do gênero noise-of-noise.Também foram responsáveis pela popularização do gênero Plunderfunnycs e Fnordwave, no começo dos anos 2000.

Devido a brigas internas, C4/3R4-0-//471C, compositor da maioria das músicas, e responsável pelos barulhos mais graves das músicas, largou a banda por volta de maio de 2005. O resto do grupo combinou que não faria sentido continuarem com a banda, e contrataram hackers cybershamanistas para excluírem quaisquer vestígios da banda de toda a internet, inclusive do internet archive, e contrataram Ninjas Ladinos para invadirem as casas das pessoas que compraram…

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Paz no Oriente

/*Poesia retirada de meu livro ‘Poesia Urbana e Outros Poemas Caóticos’, na época em que escrevi a represália contra os Palestinos era grande. Faço esta postagem como uma dedicatória a todos muçulmanos que sofrem com a Islamofobia (após os incidentes da Charlie Hebdo, ou seja lá como se chama isso), e também gostaria de dedicar a todos muçulmanos que sofrem com a ISIS e sua barbárie diária.*/

 

Paz no Oriente.

 

Ordem ou segmento,

Crise de momento;

O líquido vermelho escorre de vossas faces,

Bandeiras tremulam em nossas hastes.

O que diabos eles querem?

Não veem que a si mesmo ferem?

Balas, bombas e canhões.

Punhos, pedras e bastões.

 

Terra, Terra, minha Terra.

Terra minha e de mais ninguém.

Me diga porque todo ser humano erra?

Peço por favor que poupe alguém.

 

Ah lá, meu Senhor.

Por favor, projeta os fracos.

Senhor, senhor proteja os necessitados.

Ah lá, tenha dó de nossas almas.

Blues na cidade

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Som incessante do blues, com sons guitarras chorando e suas gaitas clamando por ajuda. Esse som percorre todos os cantos da cidade, sai pelos bueiros e das bocas da pessoas. Um caminhão, rapidamente passa ao meu lado, com um suave dum-dum, de um baixo tremido e desesperado. Blues, blues e blues, por todas as partes. Blues no chiclete preso ao chão, em qual eu pisei; blues nas placas partidárias, que alguém chutou (juro que não fui eu); blues nas estradas a fora, com vagabundos e suas mochilas da marinha; blues nas pichações que ficam no alto, bem no alto, de um edifício qualquer; blues nas folhas das poucas árvores nesse urbos; blues no ponto em que vou descer; blues na mulher que cutuca o nariz, sentada ao meu lado; blues naquele cara mijando no poste; blues na calça legging daquela morena, socada belamente entre as nádegas, a visão do paraíso; blues em Glasgow buscando a independência, que deus esteja com os irmãos da Escócia; blues na andorinha voando no céu azul, ela sabe que vai encontrar seu destino, em algum lugar entre as nuvens lá em cima; blues no Punk Rock, que agora reside morto, no coração daqueles que se renderam ao sistema; blues ao pôr-do-sol, todos dançando felizes, praise the sun; blues entre os membros do IRA, Tiocfaidh ár lá, irmãos; blues na estação da imperatriz Leopoldina, din-don, próxima estação: domingos de Moraes, desembarque pelo lado esquerdo do trem; blues na mega operação do Rappa, é queima de estoque rapaziada, 3 por 2; blues das pessoas amontoadas na lata, próxima estação é a da lapa; blues da minha escola antiga, amigos e mais amigos na frente do banheiro; blues do foda-se o skaf, aquele rato manja de política; blues nas TVzinhas do metrô, nos dizendo o que fazer ou como nos vestir;  blues da mulher que espia sobre meus ombros, para ver o que diabos estou escrevendo; blues da vida urbana, correria maldita a qual estamos sujeitos até o dia de nossas mortes! Amém.

Remando contra o fluxo.

A queda do deus Sol

Os raios solares lentamente batendo nos gigantes de concreto;
As pessoas, correndo, o fluxo constante da cidade;
Aquele mendigo ali pedindo dinheiro
O blues constante nos meus ouvidos, com suas gaitas chorando;
As sirenes do medo, provavelmente caçando alguém.

Os raios do Senhor do Fogo tocam minhas mãos, mas agora ele está para trás, passado;
Crianças nas ruas, com seus skates, patins e patinetes, este já fui a rodar as ruas do interior;
Folhas caem lentamente daquela cerejeira, uma chuva eterna do brilho rosa em contraste ao cinza;
Associação Comercial de São Paulo, no distrito da lapa;
Estátuas maçônicas, reforçando teorias da conspiração;
Um senhor ouvindo um forrózinho em seu calhambeque, lembranças de sua terra;
Minha vó na padaria ali da esquina, não sabia que ela estava na cidade;
Ruas da Lapa, sempre sujas e nojentas, os partidários do Aécio passaram por aqui?
E. E. Prof. Perreira Barreto, cheio de gatas sensuais em calças leggings, paraíso paulistano.
Casa Mafalda e seus grafites antifascismo, abaixo ao poder!
E lá se vai o grande e imponente senhor das chamas, com sua cor sangue em solidariedade ao Mike Mike (Brown) e tantos outros mortos;
Repressão Policial, repressão policial, é notícia de jornal, todo mundo fala mal aplaude de pé, na ditadura não havia esse tipo de sem-vergonhisse.

Remando contra o fluxo.

Porco Social Democrata Brasileiro

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Acabei de ver uma galera pró-Aécio em frente a facul, uma renca de gente da força sindical, carregando bandeiras e fizeram uma sujeira nojenta com panfletos e copos plásticos e caixas dos Habbib’s. Bando de porcos, escrotos. Isso me emputece.
Havia algumas crianças no meio, provavelmente filhos dos sindicalistas. Crianças num jogo de adultos, todos felizes: tudo faz parte duma grande brincadeira. Pobres coitados. Ninguém deveria forçar os filhos a seguir suas convicções políticas e religiosas.
Uma zona total, fretados e mais fretados, carregados de pessoas.
Aquele homem com um walki-talk, velho, de camisa aberta e pêlos que devem cair em sua comida, é um tipo de segurança, me olhou feio quando ameacei chutar uma placa do Aécio, ontem. ‘Tá ali no meio, talvez guardando a camionete, deve ‘tarde me marcando, eu amassaria aquela porta, provavelmente. Não, talvez não. Muita gente, iam arrancar minha cabeça, na certo, me acusar de ser petista: irmão espiritual deles.
Um cara distribuindo bandeiras, adesivos amarelos com um 45 azul pra todo lado, mesmo em pessoas. Não vejo mais o sol, onde ele foi? Pessoas, fumaça de cigarro, carros buzinando, a guitarra de sultans of swing, calma e melancólica em meus ouvidos. O vento começa a ficar frio, cadê o maldito sol?
Trombando em pessoas por todo lado, e vejo tucanos e  45’s pra todos os lados, onde diabos eles vão? Eu não me importo, mas deixem a maldita liberdade limpa, porcos. É sério que votarão nele? – escrito às 18h30.

Remando contra o fluxo.