Footbridge over the train tracks

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I took the Picture on the 7th edition of the anarchist bookfair of São Paulo, of a footbridge over the train tracks. The place where the bookfair took place – a cultural space in São Paulo – is near the train tracks, only separated by a metal fence.

Eu tirei essa foto na 7ª edição da feira do livro anarquista de São Paulo, de uma passarela em cima dos trilhos do trem. O lugar onde a feira do livro aconteceu – espaço cultural de São Paulo – é próximo aos trilhos do trem, apenas separados por uma cerca de metal.

I converted the photo on a .tif with pixel order per channel, imported as raw with encode set to U-LAW. I think I applied echo, don’t remember the specs of it.

Eu converti a imagem em um .tif com ordem de pixel por canal, importada como raw e codificação U-Law no Audacity. Acho que apliquei Echo, mas não lembro os specs dele.

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I like the urban scenario here, the electrical wires of the metropolitan train, and the light poles on the footbridge and the cargo trains on the background. Also, the graffiti on the wall and on the cargo train.

Eu gosto do cenário urbano aqui, os fios elétricos do trem metropolitano, e os postes de iluminação na passarela, e os trens de carga no background. Além do grafite na parede e no trem de carga.

I like the effect of the echo on the image, a lot. It was one of the best glitches I did. Published as TimóTae PinTeh.

Eu gosto do efeito do eco nessa imagem, bastante. Foi um dos melhores glitchs que eu fiz. Publicado como TimóTae PinTeh.

Perceba Ivair, a petulância do discordiano

Também conhecido como “Como o Dias ficou puto para caralho com a burrice de outros discordianos”.

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Eu não ia escrever nada, mas o bagulho agora vai ficar estranho.

Eu não iria escrever nada sobre o assunto, sabe como é? Porque se eu escrevesse qualquer merda, iriam (e vão) me chamar de ideologista. Mas como já escreveram um texto – escroto para caralho – e totalmente ideologista se disfarçando de não ideologista, vejam isso como uma resposta.

Fui acusado, por um (pseudo) discordiano, de usar o discordianismo para fins meramente políticos. E enquanto eu nunca escondi minhas preferências políticas e inclinações anárquicas, eu nunca forcei isso em cima de ninguém. E se perguntarem a qualquer uma de minhas amigas, ou amigos anarquistas, perceberão que é exatamente ao contrário: Eu sempre usei o anarquismo para promover o discordianismo.

O texto todo foi justificado, porque alinhar à esquerda, ou à direita é estúpido – quiçá centralizar.

Por que socialismo?

Roubo esse subtítulo de um texto escrito por Einstein, acerca do socialismo, para também incitar um debate maior entre nosso círculo. Usarei textos e artigos de fontes confiáveis, não algum vídeo idiota do youtube, com uma montagem de imagens no Windows movie maker, que traz informações um tanto quanto duvidosas. E me sinto compelido a falar – uma última vez – acerca do socialismo num geral. Primeiro porque, apesar de eu apresentar as ideias acerca do socialismo – e por consequência o comunismo – as mesmas estupidezes são repetidas, mais e mais. Eu tenho meus próprios grilos com o comunismo e com o socialismo num geral – merda, tenho até meus grilos com o anarquismo! – e irei apresenta-los nesse texto também, porque percebo que eu me abstendo de mostrar meus pontos de vista, é fácil alguém apontar e me taxar de qualquer outra coisa que eu não sou.

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Não compreende o capitalismo? Nos culpe em vídeos do youtube feitos no moviemaker.

Não devemos confundir Socialismo com Comunismo. Exista, talvez, essa confusão porque muitos socialistas utilizam da obra de Marx em seus estudos. O que não é de todo ruim, diga-se de passagem, mas que sempre cai na mesmice. Simplificando: Comunismo é uma forma de socialismo. Socialismo Científico, como foi chamado por um de seus fundadores Marx. Científico, pelo fato de se basear em dados empíricos e fazer uma análise materialista acerca da nossa sociedade e de sua história. Chamando assim os outros socialistas de utópicos – que desagradável, Marx!

A teoria Marxista, resumindo, se resume em descentralizar os meios de produção e colocar o poder de decisão nas mãos dos trabalhadores. Uma fábrica sem patrão, basicamente. Quem dizer que nunca pensou em chutar a bunda do próprio chefe, estaria mentindo. O Socialismo, nesse sentido, vai além de simplesmente pensar: Ele apresenta todo um método de como os trabalhadores podem se organizar, e trabalharem sem serem subjugados.

“Estou convencido de que há somente uma forma de eliminar estes graves malefícios: através do estabelecimento de uma economia socialista, acompanhada por um sistema educacional que seja orientado para fins sociais. Em tal economia, os meios de produção são propriedade da própria sociedade e utilizados de maneira planejada. Uma economia planejada, que ajuste a produção às necessidades da comunidade, distribuiria o trabalho entre todos aptos a trabalhar e garantiria os meios de vida a todos, homem, mulher e criança. A educação do indivíduo, além de promover suas próprias habilidades inatas, intentaria desenvolver em um sentido de responsabilidade por seu próximo, em lugar da glorificação do poder e do êxito em nossa sociedade atual” – Albert Einstein.

Contextualizando essa citação do Einstein – para não só parecer que eu removi de contexto – ele traz uma análise da economia capitalista, e como ela causava sofrimento para uma massa de indivíduos, enquanto poucos indivíduos vivem bem (seja ele Estado ou Capital). Recomendo a leitura do texto do Einstein.

O Socialismo é comumente divido – embora haja divergências – entre estadistas e não-estadistas. Mas nenhum socialismo se resume a Estado. O Estado, para os socialistas estadistas, é meramente um instrumento para descentralizar os meios de produção, e após atingirmos o socialismo – teoricamente falando – o Estado sumiria. Já os anarquistas e outros socialistas não-estadistas, reconhecem que a utilização do estado subjuga o indivíduo, não resolvendo o problema. O Estado, no caso dos Estadistas, é um meio para atingir o fim (fins justificam os meios, na lógica maquiavélica). Para os não-estadistas, os meios são os próprios fins. O que isso quer dizer, você se pergunta? Ao invés de o Estado assumir os meios e depois passar esse domínio aos trabalhadores, os trabalhadores vão lá e assumem o poder, sem depender de ninguém.

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Sobre Socialistas Estadistas (clique pra ampliar)

Os Estadistas têm diversas táticas para assumir o poder. Um comunista, por exemplo, nunca assumiria o poder do Estado ganhando uma eleição. Quem ganha eleição é socialdemocrata. E por mais que o PCdoB, se diga comunista, eles nunca serão comunistas fazendo o mesmo jogo da ordem burguesa e alimentando a máquina – tanto estatal quanto capital. Um comunista pega em armas e assume o poder. A infame – e mal compreendida – dita dura do proletariado. Proletariado somos todos nós, que não temos meios de produção. Não somos donos de fábricas, de TVs, ou grandes redes de supermercados. A nossa dita dura é o Estado transitório do qual falei anteriormente, a grosso modo. O meu grilo com a dita dura do proletariado, é que para descentralizar o poder, ela centraliza em uma vanguarda primeiro, até poder garantir que a burguesia não vá desmoralizar o movimento. Isso nós mesmo façamos, é o povo pelo povo, não o Estado pelo povo. Já os Estadistas que jogam pela ordem burguesa, é de se esperar que com o impeachment eles vejam que não se joga pelas regras da burguesia, porque as mesmas empresas e bancos que foram favorecidas pela socialdemocracia petista, cuspiram de volta e estão depondo a presidente do poder. Mais do que justo, devo dizer, para aprender que socialismo se faz com armas e com poder ao povo, e não favorecendo a burguesia.

Com essas explicações na cabeça, vem a hora de eu responder à pergunta do subtítulo: Porque socialismo? Pelo fim do Caracinza, seus seguidores e sua maldição! No ano de 0 YOLD, o Caracinza decidiu que todos deveriam ser chatos e sem humor, como ele era. Ora essa, que pretencioso, não é mesmo? E qual é a Ordem mundial atualmente? Ponto para aquele que disse Democracia Burguesa e imperialismo mercadológico! Se você perceber, o Estado e o Capital são constituídos por seguidores do Caracinza: caras engravatados, que passam o dia reclamando e falando sobre contas e impostos e ganhar dinheiro. Ou que passam o dia todo votando algumas leis para impor sobre nós, espíritos livres – ou as vezes nem vão votar, como é o caso do Bolsonaro.

A Maldição do Caracinza divide o mundo entre Ordem e Desordem. Desordem, no seu sentido político, é a subversão da Ordem atual. Os anarquistas, nesse sentido, buscam a subversão da ordem, buscam a desordem, o caos. A POEE, que a Deusa os tenha, propôs um novo modelo para subverter a maldição do Caracinza, que dividiria ordem e desordem em duas categorias: Destrutiva e Criativa. Nesse contexto, a Ordem destrutiva seria o capitalismo, como é hoje, o antro de caracinzas. A Ordem criativa seria quando um caracinza coloca um sorriso na cara, e finge não ser um caracinza, como a Economia compartilhada – que é defendida tanto pela esquerda, quanto pela direita, mas que tem um monte de grilos sim. A Desordem Destrutiva, seriam os socialistas estadistas, que iriam repetir o mais do mesmo com o Estado – a caracinzação do movimento socialista, se você me perguntar. E a Desordem Criativa, seriam os anarquistas e socialistas libertários, que buscam uma maneira divertida – tipo pegar em armas e matar a burguesia e os políticos, a violência é divertida, qualé! – subverter a ordem social e econômica, e acabar com o caracinzismo!

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Não é só porque um caracinza sorri, que ele deixa de ser um caracinza!

Aquele artigo postado na tudismocroned, foi desonesto, mas para não ser tão cruel, vou fingir que foi apenas inocente, e foi escrito por um cara que tem aproximadamente a minha idade, mas que nunca foi ativo – ou pensou em ser – politicamente antes de 2013, e que após de dois mil e treze, apenas viu alguns vídeos idiotas no youtube, ou leu umas bostas sem fundamento do Olavo de Carvalho, e tomou aquilo como verdade absoluta para ele. A VIDA É ABSURDA, CAMARADA!

Acho bem bosta quando me chama de ideologista. Primeiro porque eu já fui de tudo – até mesmo “anarco”-capitalista! – e eu sempre busco entender melhor um ponto de vista, antes de qualquer coisa. Motivo número um, pelo qual sempre que me envolvem em uma treta da qual não tenho domínio, eu geralmente me esquivo, leio sobre o assunto e tiro as minhas próprias conclusões baseadas no que eu estudei. Mas quem sou eu para mudar a realidade de alguém, não é mesmo? Se elx prefere acreditar que eu sou um ideologista, então eu sou um ideologista.

Pelo fim do dogmatismo discordiano

A vida é irônica, não é mesmo? O discordianismo foi feito para ser uma religião que zoasse outras religiões e zoasse a dogmatização delas. O Discordianismo traz ensinamentos budistas, de uma forma libertária, sem uma autoridade ou dogma. O que é bom, todos nós concordamos com isso. O problema é quando esse anti-dogmatismo vira dogma. Mas não é um dogma contra um dogma – o que seria um dilema um tanto quanto engraçado – mas sim um dogma onde o discordianismo se tornou apenas ha-ha. Todas as críticas sociais e toda a filosofia absurdista, que relativiza a moralidade, se tornou apenas ha-ha. Ora essa, sigam esse conselho:

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Página 00075, Principia Discordia

De tempos em tempos, eu olho os textos discordianos e fico “mano, que merda, não estou entendo mais nada”, e após ler o PD novamente – numa cagada – tudo volta ao normal e tudo faz – mais – sentido. Não é uma imposição, onde você tem que ler o PD sempre para ser discordiano, é uma recomendação, para que não se caia em uma punhetice glorificando o poder – conceito caracinza – ou um seguidor do caracinza por si só!

E veja: não estou – em nenhum momento – criticando a SFD por aderir novos conceitos ao discordianismo, longe disso. Incentivo e muito a inclusão de novos conceitos, você pode ver isso no manifesto da F.O.D.A.-S.E., e por mais que o fato dos annunakis serem um conceito bem bosta, onde eles controlam tudo – e controle ser coisa de Caracinza – não tem problema algum. Mesmo que a SFD confunda – diversas vezes, aliás – os discordianos com os illuminatis da Bavária. RAW uma vez disse que a inclusão dos illuminatis da Bavária foi feita para serem os inimigos dos discordianos. A questão é: De que lado está a SFD? No estado atual, não do meu lado, isso é com toda certeza.

E eu não quero que vocês, sejam anarquistas ou discordianos, se tornem discordianos e anarquista (respectivamente). É uma mistura interessante, alguns conceitos se batem, mas outros caem perfeitamente. Mas dá muito bem para viver sem um ou outro, da mesma forma que dá para viver sem Caos Magick ou qualquer outro tipo de ocultismo, sem ser discordiano. Nós queremos é dar risada do Caracinza e seus seguidores, mas sem cair no discordianismo há-há!

Eu quero que vocês fiquem loucos, que fiquem pirados, que vocês olhem as injustiças e a coerção no mundo e veja que ali reside a ordem, e que nós temos que trazer o caos para sociedade. Eu não quero você adote uma ideologia política, eu não quero que você vire

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Caos é só o começo!

ativista, eu não quero que você distribua comida aos pobres, – embora isso seja bem legal da sua parte – eu não quero que você que você pegue em armas e destrua a máquina. Eu quero que você entenda que a Máquina é obra do Caracinza, e que ela subjuga, fere e transforma outros em caracinzas. Eu quero que isso te deixe louco, te deixe puto, te deixe cagando na própria calça de raiva. Eu. Quero. Que. Você. Traga. O. Caos.

Finalizando

Quando trabalhamos com o discordianismo, nós trabalhamos com a liberdade. Não vivemos num mundo livre, nem espiritual, nem materialmente falando. Informação tem para dar com pau, você pega, você lê, você interpreta. Tanto se fala nas grades, mas ficamos presos a elas e tentando comparar umas com as outras – eu faço isso também – o problema é você ficar agarrado a uma grade, sem ao menos ver a outra grade sozinha. Ver uma grade pela outra é ridícula. Que leiam a oposição, que leia o seu lado, e tomem as decisões, mas não leia o seu lado falando sobre a oposição, é a pior merda que você pode fazer. Ainda mais quando são vídeos do youtube que são montagens feito no movie maker. POR ÉRIS, COMO ALGUÉM CONSEGUE LEVAR A SÉRIO UMA MONTAGEM NO MOVIE MAKER?!

Relativizem mais, abaixo aos torturadores, abaixo a toda ordem, abaixo ao Estado, abaixo ao Capital, abaixo ao Caracinza e seus seguidores.

Leitura CRUA (recomendado, ein)

Moosemas – o fim do ano

O ano se aproxima do seu fim, 64 dias dAs Consequências, e já nos aproximamos do Caos. Hoje é dia 22 de dezembro, nessa sexta-feira será natal. Eu ando um pouco reflexivo, nessa semana, especialmente hoje. Mais niilista e claustrofóbico que nunca, claro, mas isso é bom – em algum sentido – eu consigo entender a vida, e ver a felicidade das pessoas – quando essa é vinda do coração – e simplesmente fico feliz por elas.

Essa semana tentei escrever um texto sobre Fé. Tentei escrever um texto sobre Discórdia e Anarquia também. E digitei mais duas palavras no Livro Secreto dos Amendoins. Não tenho estado empolgado para escrever, e esse texto é como um vômito, não me preocuparei em deixa-lo bonito e sem erros. Mas não vim aqui para reclamar, embora eu tenha tentado escrever um texto anti-natalino esse ano também. É mais como um: “ei, foda-se tudo, encha a cara e se divirta”.

Não me importo com sua religião. E embora pessoas de outras religiões, estejam submissas às comemorações cristãs do natal, não tenho do que reclamar sobre. O natal é a porra duma tradição ocidental, onde desde o século passado se é exaltado o consumo excessivo, em prol do mercado. Sim, de fato é, e isso deve ser combatido. A questão que fica é, como você vai combater o consumismo? Textões no facebook? Lambes no centro de Sampa? Passeatas? Exaltar o próprio ego, enquanto você grita pros favelados que eles tão errados em consumir? Exaltar o próprio ego, enquanto você grita pros riquinhos que eles tão errados em consumir?

Tá na hora de darmos um passo à frente. Palavras de ordem podem ter dado certo com vanguardas, na era vitoriana. Ninguém precisa mandar em ninguém. É fácil dizer ‘sem mestres, sem deuses’ enquanto você ordena isso, não? Leve-se menos a sério, chapa. Beba água. Fique bêbado, ria, esteja próximo das pessoas que ama. Ame.

Hanukkah, Saturnália, Dia dos Presentes, Natal, aniversário de Brian, que seja. É mais fácil reclamar da tradição alheia, ao invés de tentar implodir a coisa. Não gosta do consumismo? Divirta sem consumir, comemorações coletivistas, beba, beba e beba anti o consumismo excessivo.

Leve-se menos à sério, chapa. A revolução um dia chega, mas a insurreição começa agora. Então ligue pra mamãe, pro papai agora, se estiverem brigados, se perdoem. Vão passar o natal com suas famílias e amigos, pois é disso que se trata o espírito do Moosemas, no fim das contas, não? Amor, redenção, e anti-consumismo.

Eu ainda vou escrever o texto matando o papai noel, esse ano, mas ele vem depois do natal, ok? Eu vou aproveitar pra encher a cara e adiantar os projetos e as leituras atrasadas.

Paz e Segurança para todos vocês, irmãos e irmãs.

 

Feliz Moosemas!

Do que Vale o Rio Doce?

Eu tenho evitado de falar sobre o incidente de Mariana, soltei uma ou outra piada em alguma rede social, mas indiferente disso, as pessoas devem saber minha posição em relação a isso. Eu ando sem palavras sobre o caso, e todas as noites leio sobre o caso antes de dormir. Talvez o ápice de minha indignação, se deu na noite de domingo para segunda. A notícia dizia que é impossível recuperar a área devastada pela lama. Do que vale Mariana?

Eu sou contra privatizações, primeiro porque em 90% das empresas privatizadas, elas visam lucro máximo, e investem pouco na própria infraestrutura. Não venham me dizer que foi um terremoto que cedeu a barragem, porque isso soa ridículo. A vale foi privatizada um dia antes do nascimento do meu irmão, eu tinha pouco mais de um ano. Desde que me conheço por gente, a Vale é uma empresa de capital privado.

Agora destruímos um rio, sem chances de recuperá-lo. Em breve toda essa lama chega ao mar. E aí? Do que vale tudo isso? 1 bilhão? Então abusamos da natureza, em busca dum pedaço de papel. Nesse caso, em busca de papel pra caralho. Mas para que? As pessoas não sabem ter o suficiente para viver, então eles destroem a natureza em busca de algo que é um fantasma, uma ideia possessa, uma ideia fixa.

Ironia é galera do PV ser financiado pela Vale, ãhm? Claro, não se limita, PT, PSDB e PMDB tão na merda, mas para um partido que se diz pró-natureza, é cômico. Mas também é trágico.

Sempre que eu via os atos do Green Peace, em outros países, lutando contra grandes empresas fodendo a natureza, eu achava foda, e agradecia por nunca ter ocorrido algo assim no Brasil. Podem chamá-los de eco-chatos, se quiserem, mas quem vai tirar a razão deles? É a porra de um rio, que foi morto em busca dum fantasma.

A questão é: até quando vamos ignorar a natureza, a vida, tudo em busca do dinheiro? Até quando vamos aceitar e submeter-nos aos desejos dos ‘poderosos’? A natureza nos pertence, apenas a nós. As empresas apenas invadem, dando-nos espelhinhos e botando os problemas no nosso cu. 1 bilhão, né? Tou sabendo.

E ainda querem categorizar essa merda da Vale como desastre natural, adivinha quem ficaria livre de responsabilidades assim? Pois é. Foder com o mundo e não querer indenizar a galera que se fodeu é fácil, não? Estamos ao pouco destruindo Deus – ou Deusa, depende de como você vê – em nome do dinheiro.

Presto total solidariedade à igreja da eutanásia. Salve o meio ambiente: se mate.

Cães a uivar

Era por volta das duas da manhã da matina – talvez três – da sexta do dia 17. Meu horário padrão para ir dormir, diga-se de passagem. Meus olhos cansados já não aguentavam manter-me acordado. Vacilava, enquanto tentava jogar uma partida qualquer, de um jogo qualquer. Terminei a dita partida, e decidi que iria dormir. Coloquei alguns Assets para baixar, e desliguei o monitor.

Com muito pesar, e já muito cansado subi as escadas do beliche, cobri-me e fechei meus olhos. Seria uma puta noite de sono, adoro dormir até tarde no sábado, sabe como é? Soltei um suspiro, e esvaziei a minha mente. Mas em algum lugar, longe da segurança de meu quarto, mas ao mesmo tempo bem próximo, era possível se ouvir um uivo. Era agudo e triste, o som partira meu coração, e provavelmente partiria de outras pessoas também, se elas o pudessem ouvir. Mas todas estavam dormindo, como se o mundo tivesse alcançado a paz mundial. Embora em algum lugar lá fora, uma alma sofria, sofria e sofria; e clamava por socorro e amparo.

Abri meus olhos, e encarei o vazio do teto, que repousava a alguns palmos de minha cara. Soltei o ar pela boca, estava frio. Lembro-me de que na cultura popular, uivos são sinais de mal agouro. Nunca acreditei na cultura popular e seus mitos. Quero dizer, não até essa maldita sexta. E lá estava eu, cético, encarando o vazio do teto, refletindo. A verdade é que o maldito uivo havia me tirado o sono.

Um calafrio subia por minha espinha. Era uma sensação estranha, como se algo estivesse erroneamente certo. Tentei me mover, mas percebi que era inútil, a única coisa ao meu alcance era o frio e o vazio de meu teto. Minha respiração acelerava, acelerava e acelerava, e quando percebi, estava em um estado misto de êxtase e hipnose.

O incômodo causado pelo uivo de alguma alma distante e solitária, me lembrou que alguns dias antes eu também não conseguia dormir, porque algo igualmente maléfico e sombrio me irritava. É fácil de criar uma imagem na mente: Demônios, como aqueles retratados em quadros de Blake, vestindo ternos, sentados em mesas com plaquinhas com seus nomes, o Ambiente dessas mesas se assemelhando aos anéis do inferno de Dante, e em algum lugar do Ambiente, um pedaço de pano verde, amarelo e azul, com pequenos adornos brancos, preso a uma haste de metal.

E no meio de todos os demônios ali, havia um peculiar. Pior de todos, eu diria. Educador Unha, era seu nome. Um nome escroto, para uma pessoa escrota, eu diria. Ele era o representante da ‘bancada satânica’, que nada mais era do que um grupo de demônios que tentavam impedir os avanços humanos, ou a liberdade. Assim como também Presidente daquele Ambiente – não lembro o nome do Ambiente, pois não sou atento ao modo organizacional e hierárquico demoníaco. Por isso, chamarei esse lugar apenas de Ambiente.

O Ambiente tinha um único propósito: votar o destino da humanidade. É como um congresso, onde os demônios se reúnem e votam como ele podem afetar o destino da humanidade, direta ou indiretamente. Alguns deles não aceitam perder – eles são demônios, afinal – e por isso sempre arranjar um jeito de ganhar. Uma prática muito comum no meio Demo-corporativista, diga-se de passagem. Uma das pessoas que não aceitam perder, é nosso querido Presidente-do-Ambiente, Educador Unha. E por mais cômico e irreal que pareça, – lembre-se que quando falamos de demônios, tudo é possível! – o Educador Unha tem diversos laços no meio demo-corporativista. Então ele é o maior puxador de tapete de seus amiguinhos demônios, e o maior puxador de saco de demônios-corporativistas.

Algumas escolhas e boicotes de Educador Unha me deixaram sem sono, por diversos dias. Ele é o exemplo mais nítido de corrupção, que eu consigo manter minha mente. Ele consegue, de alguma forma, mobilizar diversos grupos satanistas anti-corrupção. Algo que não entra na minha cabeça, e me deixa confuso. Ele pega essa camada satanista, e coloca ela contra outro grupo satanista, acusando esse grupo de corruptos, enquanto a própria bunda está suja. A verdade é que nenhum demônio dentro do Ambiente, e ambientes similares, é bonzinho. Primeiro porque o objetivo deles – assim como o dos demônios-corporativistas – é foder os humanos. Algo que humanos satanistas (tanto os azuis, quanto vermelhos), não notam. A simples existência do Ambiente e dos demônios é uma forma de coerção à liberdade humana, uma forma de oprimi-los e deles fazer de capacho.

E enquanto eu encarava o gélido e vazio teto, que repousava a alguns palmos de minha cara, eu só consegui pensar na necessidade que os humanos deveriam ter, para abolir os demônios da terra, e coloca-los embaixo da terra, para assim finalmente ser livres. Eu só conseguia pensar no crânio demoníaco de Educador Cunha, preso em uma estaca em frente ao Ambiente. E enquanto eu pensava em diversos meios de emancipação e exorcismo social, para livrar os humanos dos demônios, assim como livrar alguns humanos de seu satanismo-ideológico, o horário passava, e por fim o sol subia tímido no horizonte.

O vazio gélido do teto, e a maneira com a qual os demônios que repousavam solenemente no Ambiente me incomodavam. Minha respiração acelerava, acelerava e acelerava, e eu percebi, eu estava em estado de êxtase e hipnose. De uma forma grotesca, que me punha em reflexões sobre morte, exorcismo e liberdade. E me fez perder o sono por dias e dias consequentes.

O vazio gélido do teto, e a maneira com a qual uma alma solitária em algum lugar lá fora sofria, clamando por amparo e socorro me incomoda. Minha respiração acelera, acelera e acelera, e eu percebo que estou em um estado de êxtase e hipnose. De uma forma sublime, que me põe em reflexões sobre a morte, possessões demoníacas e autoritarismo. E me fará perder o sono por dias e dias subsequentes.

No fim, a forma com a qual os demônios (demônios-corporativistas inclusos) tratam o mundo e os humanos, e a forma como alguns humanos satanistas defendem os demônios, faz com que meu cão interior uive, uive e uive, até que as gargantas sangrem, em busca de amparo, ajuda. Em busca de que apenas seja ouvido. Deveríamos todos usar uma de nossas noites, para ouvir cães a uivar.

Pela liberdade religiosa

O que falta nas famílias e nos círculos sociais brasileiros é tolerância, principalmente tolerância religiosa. Cada um tem a maldita religião que quiser, ou mesmo nenhuma religião, se assim o indivíduo desejar. Estamos em 2015, e ainda existe hipocrisia e intolerância entre as religiões.

Esses dias eu estava vendo um muçulmano dizer, que o grupo Estado Islâmico não são muçulmanos, e apenas terroristas, e que essa comparação do EI com muçulmanos doía em sua alma, principalmente quando dizem que eles são ‘muçulmanos ruins’. Logo vieram dizer ao cara que eles são sim muçulmanos, que seguem à risca o Alcorão (o que é impossível, na minha opinião). Então esse jovem muçulmano diz: “Mas, e as cruzadas? Elas seguiam a bíblia também, porque para vocês eles não são considerados cristãos? “. E é triste pensar que esse ponto relevante foi um tiro dado ao próprio pé, pois aos montes surgiam pessoas vociferando bobagens ao cara. Acho interessante que aos cristãos é permitido negar seu lado extremo, e não aos muçulmanos. Como eu amo a internet.

Aceitem, cristianismo e suas ramificações estão longe de serem a melhor de todas as religiões, ou a mais pacífica e a que ensina melhor o respeito e o amor. Primeiro porque o livro, em um primeiro momento, retrata um Deus de uma forma na qual todos devem temer e, em um segundo momento, ele é o Deus do amor e piedade. Cristãos nunca dão a outra face, eles apenas revidam.

Enquanto eu concordo que existam pessoas que sigam o lado ‘bom’ do livro, são poucas as que fazem. Começando pelo conservadorismo, a maioria dos cristãos conservadores adoram vociferar sobre liberdade e amor, enquanto negam o aborto, pedem a redução da maioridade penal, e pior – pasmem! – pedem a pena de morte. Jesus recebeu pena de morte, e isso foi a 2014 anos atrás. Pai, perdoa-lhes; pois não sabem o que falam fazem. O novo testamento ensina o Amor e o perdão, coisa que é totalmente oposta ao que muitos ‘cristãos’ falam e fazem. Mas existem bons cristãos sim, pessoas como Tolstói, que afirma que não se deve resistir ao mal, usando o próprio mal.

Deve ser bem triste ouvir que um grupo como o EI pega um livro tão bonito, e interpretam de uma forma tão bárbara e escrota, como eles fazem. O Deus retratado no Alcorão é aquele que exige o respeito, mas que também respeita. E ele é o mesmo Deus cristão e mesmo Deus judaico, só muda a forma com a qual seu profeta o retratou. Mas infelizmente, o EI se nomeia muçulmano, assim como os cruzados e os caçadores de bruxa se nomeavam cristãos. E que daqui décadas, pessoas estudem esses grupos, para que isso não ocorra novamente.

Nas camadas mais jovens da sociedade, a religião que reina é a ciência. Os jovens costumeiramente enchem o peito para falar da ciência, falar sobre o mito evolucionista. Falo disso por conhecer diversos amigos e amigas, que assim o fazem – e ter feito isso um dia. Chegamos a um ponto onde a religião é mais científica que a ciência, e ao ponto de a ciência ter os mais fiéis seguidores que as religiões. A ciência provou algumas coisas, mas nunca provou a inexistência, ou existência de Deus, nem mesmo provou como surgiu o universo. Ela é uma manifestação desse belo desejo humano de entender o universo. O problema é que muitas pessoas que se dizem ‘homens da ciência’, não passam de cuzões que seguem uma teoria cegamente, sem questionar nada. Pessoas que acham que Einstein está 100% certo. Como Jane Roberts disse uma vez: “Quando acreditamos que a ciência, ou a religião tem ‘A Verdade’, nós paramos nossas especulações. Enquanto ainda se referindo a teoria da evolução, a ciência aceita o fato, sobre a existência e, portanto, qualquer especulação que ameaça essa teoria, torna-se quase herética”. Não use a ciência para contradizer argumentos religiosos, são duas coisas distintas. Ciência não deve ser religião, nem a religião uma ciência, as duas deveriam cooperar mutuamente, para o bem da humanidade.

A maioria das pessoas que usam argumentos científicos, na maioria das vezes, são ateus. Esses que já sofreram com intolerância, hoje fazem a mesma coisa que alguns religiosos faziam. Eles ainda sofrem alguns preconceitos, principalmente de famílias mais tradicionais/conservadoras. Contudo a maioria dos ateus não respeita outras religiões. São os primeiros a dizerem que os outros estão errados, que os outros são idiotas e cegos, que são levados pelas rédeas como carneirinhos. Se você é esse tipo de pessoa, você é só mais idiota ordinário, que se diz de mente aberta, um estudante das ciências, mas que provavelmente acredita no mito evolucionista, você não é muito diferente dos extremistas religiosos. Mas assim como os cristãos, sei que existem bons ateus, que são indiferentes em relação a fé alheia.

Os budistas em um geral, tentam manter uma relação de respeito e amor com o próximo, embora eu já tenha visto alguns budistas caçoarem de outras religiões. Eles, diferente das outras religiões, percebem que a busca da paz – que todas religiões pregam – depende apenas do indivíduo, que busca a paz em si próprio e consolida a harmonia na sociedade. A problemática é que alguns monges budistas, apenas se lamentavam sobre as injustiças do mundo, assim como alguns também ficavam ao lado de líderes orientais, enquanto eles cometiam graves atrocidades e violência contra a humanidade – algo natural de qualquer tipo de liderança, devo dizer.

No ocidente, essa religião é tratada como uma filosofia, ou estilo de vida. Frases inspiradoras compartilhadas no facebook, yoga, estátuas dum homenzinho careca e gordo, coisas do tipo são um certo sucesso. Budismo é bem difundido entre a elite, e mesmo que os monges não façam uma diferenciação social de seus ‘devotos’, é importante notar isso. Como toda religião, o budismo evoluiu junto a sociedade, e uma das suas ramificações é o zenanarquismo, ou anarcobudismo, que aponta semelhanças nas práticas anarquistas e as práticas budistas – especificamente do zen.

A ideia surgiu com um ensaio de Garry Snyder, onde ele ressalta o fato dos monges não adotarem uma posição contrária aos líderes-genocidas, e onde ele fala da adoção de táticas como desobediência civil, protesto pacífico e poder de voz. Garry faz uma crítica contundente, tanto ao capitalismo, quanto ao comunismo.

O Comunismo foi – e em alguns grupos, ainda é – bem desrespeitoso com a religião alheia. Talvez porque na sociedade deles, a liberdade individual estava fora de questão. Marx dizia que a religião era o ópio do povo, ideia que – espero eu – tenha mudado em diversos círculos marxistas. Os chineses enviavam monges budistas para a guerra. Imagine ser um indivíduo que decide devotar sua vida ao pacifismo e ao dharma, e ser privado dessa sua decisão por algum senhor da guerra. Uma revolução onde não há liberdade religiosa, não é minha revolução. Quando uma pessoa se converte a uma religião, por livre escolha e não tenta força-la as outras pessoas, não há porque priva-lo desse direito. Todas as religiões ensinam respeito e amor, a sociedade ensina exatamente ao contrário. Sempre dizem que a religião não deveria influenciar na política, mas tristemente deixamos a política interferir nas religiões.

E antes que levantem alguma questão sobre a laicidade do Estado, eu sou totalmente contra a proposta do Daciolo, de alterar a proposta da constituição que diz que ‘o poder emana do povo’, para ‘o poder emana de Deus’, pelo simples fato de que a devoção de uma religião vem do indivíduo e não deve, de maneira alguma, ser imposta por outros grupos de indivíduos. Isso é uma decisão individual, e não social. Embora não possamos deixar que essa decisão afete a decisão alheia.

O que infelizmente não é o caso, pois atualmente no Brasil tem surgido uma onda de ódio, contra pessoas de religiões Afro-brasileiras. Até mesmo com declaração de pastores, evangélicos, para que apedrejassem umbandistas. Ou a infeliz declaração do Datena, que disse que ateístas cometem crimes, pois não tem Deus no coração.

Uma pessoa pode ter uma religião, se assim ela quiser, assim como essa mesma pessoa pode muito bem viver sem uma religião, se assim ela desejar. Ninguém está certo ou errado. Isso não é uma questão de competição, isso é uma questão de fé: Ou você tem, ou você não tem.

Nota: Não citei o hinduísmo, por conhecer pouco da religião e do que eles pregam, mas acredito que não seja muito diferente das outras [em relação a pregar amor e paz], uma vez que Gandhi era hinduísta. Além de que não existe tantos hindus aqui no Brasil, como nos EUA e na Inglaterra, onde há um preconceito fodido contra a religião, mas a ideia se mantém a mesma da retratada no texto. Também não citei religiões mortas (os panteões gregos, romanos, nórdicos, célticos, etc), por mais que exista um ‘renascimento’ dessas práticas pagãs, seu impacto social é quase nulo, mas a ideia se mantém a mesma, em relação à tolerância. E não citei freak-religions (discordianismo, pastafarianismo, kopimismo, etc), por questões óbvias, assim como também não citei cientologia, por ser um culto e não uma religião.

Geração Consciente

Sabe, as pessoas costumam falar demais da tal “Geração Saúde”, isso de fato me aborrece. Ora! A Geração Saúde é apenas uma desculpa para imporem uma maneira escrota de se pensar, uma maneira de colocar um padrão de beleza nessa sociedade. Ó! Que coisa monótona! É, esse papo de Geração Saúde já está meio batido, isso foi coisa da década passada e coisa de boyzinho.

O que eu tenho visto atualmente é uma transição, e como qualquer transição é algo que vai demorar bastante para acontecer, mas já é algo notável hoje em dia. A Geração Consciente está ascendo em nossa sociedade.

A Geração Consciente não exige que você compre coisas para se encaixar em um padrão, para se encaixar em um sociedade, para se tornar alguém. Não! Ao contrário, totalmente ao contrário! Você não precisa de nada a não ser você mesmo. A Geração Consciente é constituída de pessoas que constroem a si mesmos a partir de seu próprio intelecto, pessoas que tem consciência que o mundo precisa mudar, que tem consciência que os governantes estão fazendo diversas cagadas com nosso querido planeta, consciência de que estamos destruindo o planeta, consciência de que diversos fatores que nós causamos tornam nosso mundo uma merda, consciência de que o mundo é uma merda e por isso devemos aproveitar o dia!

Conscientes de que devemos aproveitar nosso dia, mas não devemos ser limitados como as pessoas eram durante o Barroco. Devemos viver nossas vidas alegremente, pois temos consciência de que iremos morrer e essa consciência nos mostra que não devemos, por motivo algum, descriminar uma pessoa por qualquer que seja o motivo, pois todos iremos morrer algum dia.

Os Conscientes serão sempre aquelas pessoas que estão lendo ou escrevendo algo, pessoas que buscam um desenvolvimento da própria mente, que não jogam lixo no chão, que não usam um milhão de sacos plásticos para pequenas coisas, pessoas que apagam seus cigarros e os jogam no lixo, que guardam o lixo em seus bolsos(ou bolsas) até alcançarem uma lixeira, pessoas que ajudam os mais necessitados, que evitam o consumismo, pessoas que querem apenas o bem ao próximo e não pedem nada em troca, pessoas que cultivam o Amor e colhem a Paz, que ajudam cegos a entrar nos trens e metrôs, pessoas que fazem intervenções urbanas para deixarem a cidade mais bonita, pessoas que são educadas, pessoas que são pessoas! Pois pessoas não tem de se limitar por uma lei ilegítima, por dinheiro, por opiniões de pessoas alheias que não conhecem o mundo, ou por um emprego que os obriguem a colocar uma forca embaixo do paletó, que não se limitam por um sensacionalismo barato que tenta distorcer a verdade e a legitimidade das coisas.

Buscamos a essência de ser humano, buscamos um mundo melhor para nós mesmos e para todas gerações que estão por vir. Buscamos a validação das pessoas por suas habilidades e não impomos a elas um padrão de inteligência ou beleza. As pessoas demonstram suas habilidades com o tempo.

Façam da Geração Consciente algo real, pois estamos cansados da monotonia do dia a dia, cansados do cotidiano maçante. Estamos cansados de sermos amordaçados por padrões e pensamentos elitistas e fascistas. Seja Consciente de si mesmo e seja consciente do mundo ao seu redor. Nada irá mudar do dia para a noite, você não mudará seus pensamentos do dia para a noite, você não vai perder certos ideais e preconceitos do dia pra noite, mas a consciência é exatamente isso, saber que você está errado, mas sempre buscar a evolução e a sua re-evolução mental. Porque no fundo somos todos humanos, fracos, imperfeitos e idiotas, mas é exatamente isso que faz da vida o que ela é: Maravilhosa, tediosa, infeliz e alegre.