Aos loucos cafeínados

Dedico essa poesia aos meus amigos programadores e escritores e artistas, que são viciados em cafeína.

/*Aos loucos cafeínados*/

Ele injetou mil litros de cafeína em suas veias
E se manteve acordado por 365 dias,
Falando palavras desconexas,
Pulando como um lunático,
Tendo surtos esquizofrênicos durante a noite,
E assim escrevendo infinitas poesias na parede.
Mil vozes em sua cabeça
Se fundiam ao silêncio efêmero da casa.
Isso o deixava desconfortável
E por isso bloqueou a entrada de visitas desejadas,
Não desejava seu inferno a mais ninguém

 

No 366° dia dormiu.
Há 247 dias, aguardamos seu despertar.
Acorda, acorda e vem trabalhar.

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Estereótipos televisionados

Cá estou eu, em frente a essa coisa reta de plástico, silício e vidro. Me pergunto o que diabos estou fazendo, ora, nunca fui de assistir TV, digo, já fui, mas com o tempo perdi o gosto pela coisa. Hoje tenho apenas um gosto sádico, quase masoquista, de assistir coisas que não fazem sentido: Estereótipos e Sensacionalismo. Puta que pariu, só de ligar a TV você encontra Estereótipos e Sensacionalismo.

Ligue a TV, você verá filmes estereotipados e uma porrada de telejornais sensacionalistas. E esse é meu prazer sádico, assistir essas duas coisas demoníacas (Estereótipo e Sensacionalismo). Minhas madrugadas se resumem à estereótipos e minhas tardes à sensacionalismo. Estereótipos e Sensacionalismos.

Já escrevi três textos sobre o Sensacionalismo, logo acho desnecessário reforçar esse meu sadismo (talvez eu escreva um livro sobre isso… Hm… Quem sabe… vou chamá-lo de Estereótipos e Sensacionalismo). Falta reforçar meu sadismo pelos estereótipos, porque escrevi apenas um texto sobre.

São uma hora da matina, e cá estou eu, em frente a essa coisa reta de plástico, silício e vidro. Nela eu vejo uns caras americanos, um deles é aquele cara de pedra, que usava sunga e ficava agarrando homens no outro canal. E o outro é aquele cara, que tem cara de retardado, nunca lembro o nome dele. Tem aquela mina com feições latinas, que faz papel de latina em todo filme que envolva latinos, e aquele cara que fez o Vilão do primeiro filme do homem-aranha, fazendo um papel de vilão, porque ele tem um puta cara de mau. Ah! Como me esqueci deles? Um monte, e quando eu digo um monte, eu digo uma porrada, um exército, uma caralhada de pessoas com feições indígenas.

Bom, não é difícil de se imaginar que o filme se passa no Brasil, não é? Os nativos falam espanhol, tem feições indígenas e tem aquela mina latina. Fora isso, as cidades tem ruas de terra e casas são de tijolos expostos, os únicos carros são fuscas e eles vendem bavaria! Nhá, talvez não esteja retratando o Brasil, sabe por quê? Não tem samba! Logo, não é o Brasil. Todas as pessoas estão sujas, com cabelos bagunçados e fumam cigarros de palha. Mas tem uma bandeira do Brasil tremulando, o que me deixa refletindo: “Por que diabos não colocaram samba?!”

‘Tá, esse filme é cômico, não deve ser considerado de ação e sim comédia. O cara de pedra conseguiu derrubar uma casa, apenas socando seus pilares. Tudo bem, tudo bem, nada demais, as casas são mal feitas, ué.

Sempre que me deparo com algum tipo de estereótipo, eu me lembro das pessoas que descobrem que eu nasci em Barretos. São sempre coisas como: “Orra, você sabe andar de cavalo?”, ou senão: “Os caras na cidade andam de perna aberta, coçando o saco, de tanto andar à cavalo”. E posso afirmar, as únicas vacas que você vai encontrar por lá, são aquelas mulheres que vão em festas e dizem curtir sertanejo e talvez, caso você vá com sua família pra lá, sua mãe. Sério, não é só porque a cidade é uma cidade do interior, que tem de ter cavalos e vacas e pessoas fumando cigarros de palha. A nossa sociedade vive de estereótipos. Tipo aquele estereótipo de que toda feminista luta pra mandar nos homens, mas isso é algo polêmico demais e não sou nenhum sensacionalista. Já basta minhas madrugadas e tardes que são estereotipadas e sensacionalistas, não quero me tornar um cara de estereótipos e sensacionalista. Chega de tanto Estereótipo e Sensacionalismo.

Quem é morto sempre aparece

“O quê? Acharam que eu estava morto? Hahaha. Quem é morto sempre aparece, vocês deveriam saber, afinal, vocês começaram esse inferno!”.

Eles estavam brancos, sem reação, como poderia ele estar ali, vivo? Isso é totalmente insano e impossível. Mas ele estava ali! Digo, estava, não estava? Era algo extremamente bizarro. Ficaram ali, o observando. Ele continuou:

“Sabe, tenho um amigo que dizia que o inferno era os outros. Hm… Era profundo. Hm… Mas ele está morto agora e, com alguma certeza, eu acho que ele tinha tirado a frase de algum lugar. Hm… Digam alguma coisa, até parece que viram um fantasma. Hahahah”.

Sua risada ecoava por todo o local, trazia calafrios e fazia todos morrerem por dentro. William tentou se pronunciar, afinal, ele havia pedido isso. E foi interrompido por um:

“Cale a boca! Todos vocês! Não foram vocês, que quiseram isso? Que desejaram isso, agora sofram com as consequências”. Ele abriu a porta atrás dele e de lá saíram 3 pitbulls, monstruosos. Todos ficaram apreensivos e trocaram olhares, então ele disse: “Pra cima deles, garotos, vai, vai!”.

E os pitbulls pularam nos outros 4 e começaram a lamber eles, de maneira amável e com ternura incrível. Então ele gritou: “Hora da festa!”. Todos comemoraram, eles comeram nachos e beberam refrigerante de uva, ao som de uma boa música disco. ESSE DIA FOI LOUCO.