Momentos Especiais

Que a vida é feita de momentos especiais, isso é um fato inegável. Mas qual o tipo de momentos especiais nós presenciamos? Bem, pessoas vivem momentos felizes, outras vivem momentos tristes e outras, como eu, vivem momentos estranhos.

Eu sempre tive momentos especiais bem estranhos. Até hoje quando eu paro para pensar eu dou risada de mim mesmo e do momento, ou eu fico com pensando o quanto eu banquei o estúpido. De qualquer maneira, os retratarei nesse pequeno conto, uma vez que o povo adora ler a desgraça dos outros.

Por onde posso começar? Hm… Deixe-me ver… Um momento distante da minha memória… Ah!

Era uma tarde bem ensolarada em Barretos. Em certa parte da cidade tem uma região da cidade onde se têm diversos lagos, um lugar que é chamado pelo estranho nome de “Região dos Lagos”. Não desmerecemos o nome, uma vez que é auto-explicativo. O lago tinha sido drenado para reforma de uma ponte, que havia quebrado numa tempestade. Não sei dizer se a ponte era fraca ou a tempestade forte. E no barraco que formou para o fundo lamacento do lago tinha uma tubulação de esgoto feita de concreto. Eu estava voltando da pista de Skate que fica na Região dos Lagos e eu olhei aquela tubulação, ela gritava: “Ande em mim seu idiota!”. E como sou idiota eu a obedeci, uma vez que eu obedeço até as placas que vejo na rua. Pedi para minha prima gravar-me descer aquela rampa improvisada. Desci ao som de “A Forest” do The Cure. Chegando ao fim da tubulação eu joguei o Skate de lado para por frear. Mas era tarde demais, salvei o skate, mas mergulhei da cintura para baixo em lama pura. Merda! Achei que estava seco! Fiquei atolado. Gritando para minhas primas: “Tirem-me daqui porra! Tirem-me!”, foi aí que eu lembrei que era uma tubulação de esgoto e eu estava preso em frente a ele, o desespero bateu. E todos riam. Depois de algum tempo me tiraram daquele lamaçal. Eu me sentia nojento. Como eu explicaria aquela lama toda aos meus tios que me levaram ao lago? A sorte é que eles estavam do outro lado do lago, que é longe pra cacete. Voltei para pista de Skate e lá tinha uma torneira, lá eu tomei um banho da cintura para baixo. Só que eu fedia e estava molhado. Como explicar? Disse ao meu tio que eu estava com um calor desgraçado e decidi me molhar. O pior de tudo é que essa maldita e furada resposta colou! Nunca me senti tão heróico! Cheguei à minha casa e coloquei minhas roupas e meus tênis para lavar. Eu só tinha aquele tênis. Lavei-o duas vezes. O fedor de esgoto saiu na segunda vez que lavei. Até hoje não o uso mais, fica jogado dentro do guarda-roupa.

Acho que um dos momentos que eu dou mais risada na minha vida foi uma vez que eu fui ao cinema com uma garota que eu estava afim. Ela pagou o ingresso dela e eu paguei o meu e a pipoca. Entramos para assistir o filme, que eu não lembro o nome agora, e no meio do filme eu viro para ela e pergunto: “Quer ficar comigo?”. Ela disse normalmente como se nada tivesse acontecendo: “Não”. Assistimos ao filme até o final, a pipoca ficou no colo dela o tempo todo, e eu não deixei de comer por causa do “não”. Por fim nos despedimos e fomos embora, continuamos amigos, com certa distância, mas ainda amigos. Sei que fiquei um pouco triste nos primeiros dias, logo esqueci. Atualmente, sempre que recordo esse episódio eu dou risadas frenéticas. Foi definitivamente um dos momentos mais estranhos da minha vida.

Um momento que aconteceu há algumas semanas, mas mesmo assim ficará para sempre foi quando eu estava comprando carnes num açougue. Estava comprando carnes minerva, por questões de gosto mesmo. Então eu sinto uma mão fria relar meu ombro e uma voz de Sitcom dizendo: “Essa carne que você está comprando é Friboi?”. Dei um pulo e joguei a carne na prateleira. Olho para trás e vejo quem? Tony Ramos em pessoa. Fiquei sem reação e disse: “Desculpe Tony, mas eu apenas compro carnes Minerva, que são mais bem tratadas no matadouro e tudo o mais”. Ele olhou para mim sem reação e saiu andando. Coloquei a carne na cesta e fui para o caixa, esse encontro tinha me perturbado de tal maneira que decidi ir embora o quanto antes.

Aliás, muitos dos momentos estranhos a pessoa se vira e sai andando, como se tivesse medo de mim. Uma vez um amigo e eu estávamos voltando da escola e andando pelo caminho. Uma mulher parou a gente e nos entregou um folheto e disse: “Vocês conhecem a nova casa de vinhos aqui da Santa Cecília? Ela diversos tipos de vinhos e fica logo ali” – Apontou com o dedo – “Passem lá para fazer uma degustação qualquer hora”.

Curioso eu perguntei: “Vocês vendem para menores?”.

Ela me olhou com aquele olho direito estrábico, deu um tremidinha no olho e disse: “Vocês são menores?”. Nós dissemos que sim e ela saiu andando. Eu e meu amigo rimos por muito tempo.

Minha vida sempre teve esses momentos estranhos que eu fico sem reação. Existem outros, claro, mas não são bem… Digamos… Adequados para se retratar aqui. De qualquer maneira, é a vida e ela continua apesar de todas essas estranhezas e coisas macabras.

Diário de um desenvolvedor – Free Lancer no Baixaki!

Acho que o maior desafio de um desenvolvedor (seja de sistemas, ou jogos) é ter algum reconhecimento. Há algumas semanas eu recebi um notícia que me deixou feliz pra cacete. O um jogo, que eu criei antes do Anarkos, entraria para o Baixaki. Uau! Isso foi uma notícia do caralho! Eu fiquei feliz pra cacete.

Hoje mais cedo, na escola, eu estava olhando para ver se o jogo tinha entrado. E… Puta que me pariu! O jogo estava lá! Eu tive vontade de jogar meu celular no chão e sair gritando. Mas ao invés disso, eu tirei minha roupa e saí gritando pelado pelos corredores da escola. Eu sei, pode parecer estranho está história e tudo mais. Mas sim, eu já estou tendo aula.

Bem, para baixar o jogo clique aqui ou na logo do baixaki abaixo.

Bem, vamos fazer um trato? Se vocês tiverem interesse eu farei um 2.0 do jogo, corrigindo alguns bugs (Já encontrei 3, só que tive preguiça de corrigir), adicionando mais missões, músicas e ajeitar algumas questões gráficas (como a tela principal e o gameover). Quem sabe eu talvez coloque um mapa novo.

Gostaria, por fim, de deixar minha opinião a respeito do Free Lancer. Free Lancer foi um projeto que eu criei para testar a recém lançada engine RPG Maker VxAce. Foi um jogo que eu fiz em um mês e foi o primeiro jogo (que eu vi na época) a ser completado nessa engine. Eu tenho um apego especial pelo personagem principal, Krieg, primeiro pelo seu nome, que teve uma criação engraçada e com colaboração de um amigo. E sim, eu gosto do final que o personagem teve, não sei porque. Não acho que Free Lancer seja um jogo bonito, acho o menu e o fim do jogo bem feios, graficamente falando. Até porque, na época eu não tinha senso de Design. Atualmente eu não tenho senso de Design, mas ao menos tenho mais senso que naquela época. Sempre pensei em fazer um remake, ou um patch de correção ao jogo, mas nunca me movi para fazer, por achar que as pessoas simplesmente não se importavam, mesmo eu tenha recebido diversos Feedbacks dizendo que o projeto era divertido e um excelente passa-tédio.

Bem, entrarei em contato com a SteamBrothers Games e tentarei refazer o Free Lancer com algumas novidades. xD

 

“Gráficos melhores que os do Assassin’s Creed 1” – Matheus Nogueira.

“O autor deveria ter 200% dos pintos da África atolados no seu respectivo orifício anal” – Ítalo Dilma. (Em referência ao fim do personagem).

 

Rock ‘n’ Roll

Rock ‘n’ Roll. Rock Fucking Roll. O melhor estilo de música que existe, em minha singela opinião. Hoje, como alguns sabem é o Dia do Rock. Então decidi fazer um textículo com as minhas bandas favoritas, minha visão e minhas experiência com o Rock And Roll.

Eu conheci o Rock desde cedo, meus pais me criaram ouvindo Rock Nacional, obviamente com músicas mais leves e popzinhas. Até meus 10 anos eu ouvia Rock (e Sertanejo), depois virei rebelde e comecei a ouvir Rap. Mhé, pior época da minha vida, com toda certeza. Quando eu tinha 13 anos eu comecei a voltar um pouco com o Rock ‘n’ Roll, ouvindo System Of A Down e Slipknot. Ugh, segunda pior época da minha vida. Pra compensar eu ouvia ao menos AC/DC.  Quando completei 14 anos eu estava lendo sobre Rock ‘n’ Roll e bancando o Poser pela internet, quando descobri Nirvana e algo chamado Grunge. Baixei todas as bandas de Grunge bem reconhecidas e algumas mantenho na minha lista de favoritas até hoje, como Pearl Jam, Smashing Pumpkins, Soundgarden e Stone Temple Pilots. Puts! Eu começava a conhecer o Rock ‘n’ Roll. Mas eu ainda tinha pouca ideia do quê realmente era Rock. Do quê Rock realmente é. Depois fui explorar o Metal, hoje sou surdo do ouvido direito, sério. No fim dos meus 14 decidi explorar o Punk Rock, fiquei até os 16, quando comecei a ouvir Oi! e outros estilos de Punk. No final dos 16 decidi ouvir Pink Floyd, que era uma banda que eu já tinha um certo apego quando conheci aos 14 anos, decidi ouvir mais Rock Psicodélico, explorei Doors, Animals, Creedence e Cure (embora esse último nem seja tanto Psicodélico). Atualmente estou no final de meus malditos 17 anos e eu ouço Rock Psicodélico e Blues. Rockabilly e rock dos anos 80 é o que eu tenho ouvido bastante. Mantenho bastante bandas favoritas, que peguei ao longo dessas experiências. Pearl Jam, STP, Dead Kennedys, The Clash, The Cure, Pink Floyd, The Doors.

O Rock Nacional de verdade fui conhecer aos 15 anos, quando meus pais me apresentaram Ultrajearigor, Camisa de Vênus, Titãs, Cazuza, Barão e Legião (esses 4 últimos de verdade, as músicas menos pop). Não os julgo. Entendo porque não me apresentaram quando eu era menor e eu totalmente concordo! Imagina uma criança ouvindo ‘Filho da Puta’, ‘Desordem’, ‘Corações Psicodélicos’, ‘Eu não matei Joana D’Arc’ e outras músicas de um gênero mais pesado.

Minha vida com o Rock ‘n’ Roll se resume a Rock Nacional e Psicodélico. E são músicas que me mandam para outras dimensões e me inspiram no meu Hobby, que é a banda. Vai que um dia minha banda dê certo e eu me junte a algumas lendas? Ha, ha. Sonhos são doces camaradas.

O Rock me proporcionou diversas experiências magníficas, como viagens às estrelas, onde eu via o quanto o universo é gigante ao som de Pink Floyd, David Bowie e diversas outras bandas, sendo elas psicodélicas ou não. Bandas que tem músicas que me motivam a escrever poesias. Bandas das quais eu realmente me identifico com as letras.

Rock Fucking Roll. Rock ‘n’ Roll.

Morte.

Que todos enfrentaram a morte ao menos uma vez na vida, é um fato. E sempre tem aqueles caras que enfrentam a morte diversas vezes, eu acho que isso é mentira, porque sempre costuma passar nesses programas da RedeTv. Eu já enfrentei a morte uma vez e relatarei aqui. Recomendo que ouçam “Canto Para Minha Morte” do Raul Seixas, porque vai ficar um ar engraçado com esse texto.

Quando eu a vi era uma noite fria de primavera, lá fora os gatos miavam freneticamente, o que é assustador pra cacete. Suspeito até que eles estavam trepando e o pior embaixo da minha janela! Que inferno. É a coisa mais horripilante do mundo. Gatos trepando. Sério, fazem mais barulho que um dinossauro roncando. O mais horripilante, fora o fato de serem gatos, é que a gata que estava trepando é preta e tinha uma mancha branca no peito, assim como retratado no conto “Gato Preto” do Poe. E o outro era um gato branco com a cauda cinza, cego de um olho e com o rabo curto por ter sido danificado por algo ou alguém.

São definitivamente assustadores. E eu como meu esporte favorito, decidi jogar coisas nos gatos. Peguei uma coleção de pedras que tinha conseguido em algumas viagens e joguei nos gatos. Adivinhem? Errei! Com certeza! Eu sou ruim de mira pra caralho. Mas afastei um dos gatos. O gato branco que tem cara de durão ficou me encarando com a cauda e os pelos eriçados. Caguei na minha calça inteira, sério.

Peguei uma pedra grande e arremessei. Pá! Errei. O quê? Acharam que eu ia matar o gato? Eu sou ruim de mira pra caralho, como eu disse acima. E se eu matasse um gato e relatasse no blog eu poderia ser acusado e maus tratos aos animais e seria preso. E o que me espanta é que no Brasil se você mata um humano você pega 20 anos de cadeia. Ao cumprir um terço da pena eles te liberam. Se você mata um animal, você pega 60 anos de cadeia sem direito de regalias nenhuma. E outra, matar um animal para os presidiários é pior que estuprar velhinhas, então, nunca mate um animal. Primeiro porque não é legal (em todos sentidos da palavra), depois porque eles não perdoarão você e seu anal na cadeia. Bem, o gato saiu correndo e eu fiquei arrepiado de susto, achei que ele pularia dentro da minha janela e me comeria vivo cara. Ele tem uma puta cara de malvado.

Pulei a janela e peguei as pedras de volta e guardei no lugar delas, no chão do meu quarto jogado em qualquer lugar. E antes de falarem que meu quarto é bagunçado eu digo: Ele não é! É um ambiente adaptado para meu Kraken viver.

Fui dormir com o cu na mão, porque não é normal gatos treparem na janela e fazerem suas pedras desviarem deles, como se fossem Jedis. Deitei em minha cama e de repente tudo ficou preto e assustador, porque eu tinha desligado a lâmpada do quarto. O pior foi quando as paredes ficaram vermelhas e o chão virou de lava. Meu irmão sumiu de cima da beliche e eu não sabia para onde ele tinha ido. Começou a tocar “That’s Life” no quarto, o que era assustador, porque sempre imagino pessoas morrendo ao som de Sinatra. E então ela apareceu. Tão linda, branca como a neve, vestindo um vestido de cetim com um decote gigante. Mas vou dizer, não gostei tanto do decote, ela era puro osso.

Ela olhou pra mim com aqueles olhos vermelhos lindos como Rubi e disse:

-Você é o Dias?

-Sim, sou eu. – Repliquei fascinado.

-Uau! Eu esperava mais… Mais…

-Mais?..

-Mais. – Disse ela, retirando um papel do bolso. – De qualquer maneira… Venha comigo.

-Olha, você é linda e tudo mais, mas eu gosto de mulheres com mais… Carne.. Digamos…

Ela levou a mão ao rosto dando um Facepalm e sussurrou consigo mesma:

-Mais… – Olhou para mim e disse em alto tom – Não para isso, idiota… Você morreu cara, morto, você se deitou e puft. Isso que da não limpar a merda depois de dar um cagaço igual você deu com os gatos. Deu uma infecção e aqui está você. No limbo.

-Uau. Sempre achei que ia morrer de uma maneira foda. Ouvindo Sinatra com um charuto na boca e um copo de uísque na mão. Mas morri igual o Parvo do Auto da Barca do Inferno. Que merda, ha, ha. – Eu disse dando uma gargalhada maligna ao fim.

-Nossa, sua piada foi tão infame que eu me mataria.

-Você tá pegando o espírito da coisa! – Disse rolando de dar risada.

-Que espírito?

Não aguentei. Fiquei rindo igual retardado por pelo menos 5 minutos. Quando eu estava parando eu olhava para a cara dela e ela me olhando com uma cara de desprezo mortal. Por fim ela falou, interrompendo minha gargalhada:

– Cara, estou vendo que você vai encher o meu saco a eternidade inteira, então, o quanto mais prolongarmos melhor… Então volte a dormir, você realmente precisa.

E realmente, eu costumo ficar meio idiota de madrugada, rindo de coisas sem noção. O fato é que eu me tornei imortal, eu acho, porque é só ela vir querer me levar e eu contar um dos meus trocadilhos toscos. Bem que meus amigos avisavam que meus trocadilhos eram ruins pra cacete.

Como eu conheci meu Kraken de estimação.

Acho que nos dias de hoje é um luxo se ter um bicho de estimação. Ainda mais se ele for exótico. Algumas pessoas tem iguanas, outras tem papagaios, tem gente que tem araras, ratos, e hienas. O que não faz muito sentido, uma vez que hienas são feias. De qualquer maneira, eu tenho o animal mais exótico que existe. Eu tenho um Kraken. E, bem, as pessoas não costumam acreditar quando eu conto para elas. Eu sei que pode parecer mentira, mas é a mais pura verdade.

A primeira coisa que as pessoas me perguntam quando eu digo que tenho um Kraken é: “O que eu faço se um zumbi vestido de urso andando num monociclo enquanto faz malabarismos com batatas quentes entrar no meu quarto e começar a cantar Lady Gaga?”

Eu sempre respondo que eu não sei, uma vez que é uma pergunta que não faz muito sentido, uma vez que zumbis não gostam de Lady Gaga (Eles não gostam por causa do clipe Bad Romance). Após eu responder eles sempre perguntam: “Como eu faço para depilar o pelo que tem dentro do umbigo”. Bem, eu realmente não sei responder essa pergunta, uma vez que os únicos seres que tem pelo no umbigo são zumbis que se vestem de urso e fazem malabarismo com batatas quentes enquanto canta Lady Gaga e andam em um monociclo. Ou seja, ninguém, já que zumbis não gostam de Lady Gaga. A terceira pergunta é mais fácil de responder, já que eles perguntam: “Como você conseguiu um Kraken?”.

Bem, essa é uma resposta fácil. Eu ganhei ele numa promoção. Num desses concursos culturais da vida. No caso era num concurso cultural do Piratas do Caribe: No Fim do Mundo. Eu tinha que escrever uma frase o porque eu queria um Kraken. Eu escrevi “Porque Krakens são fodas e meu quarto é bagunçado o bastante para criar um Kraken”. No dia que o concurso acabou recebi um e-mail dizendo que eu ganhei. No outro dia bateram à minha porta com o Kraken. Joguei ele embaixo da cama e pronto.

Assim eu conheci meu Kraken.

Depois que eu conto essa história as pessoas geralmente perguntam: “E desde quando Drácula é gay?”. Incrivelmente eu respondo: “Não sei”. Depois da pessoa ficar olhando pra minha cara com cara de idiota ela pergunta. “E como você alimenta seu Kraken?”.

Bom, eu costumo arrancar pedaços das vítimas, digo, visitas! Da visitas que vem em casa. Quando eu costumo ser muito visitado eu arranco um dedo de cada pessoa. Quando é difícil das pessoas irem em casa e vai uma visita por mês eu costumo arrancar a mão da pessoa. Quando eu tenho muitas visitas num mês eu costumo apenas arrancar um pedaço do cabelo da pessoa. E quando eu não tenho nenhuma visita no mês, eu raspo os meus pelos pubianos e dou ao Kraken. Deve ser ruim, sei lá, mas é o que tem pra hoje.

No fim não importa, ter um Kraken é demais, até porque ele é o único que está realmente disposto a ouvir suas poesias e músicas. E caso elas estejam ruins ele simplesmente come elas. E você que diz que é mentira e é impossível eu ter um Kraken no meu quarto. Eu sei que no fundo, lá no fundo desse seu coração tem merda.

Ah! Quase me esqueci! No fundo, lá no fundo do seu coração você sente inveja, porque eu tenho um Kraken e você não.

 

Volta as aulas.

Volta as aulas! Eita, que época mais foda. Fim das férias, todos feliz. Eu sempre amo volta as aulas, ainda mais depois das férias de julho. Quando se volta das férias de julho sempre tem uma provinha esperando você. Sabe, todos costumam estudar nas férias. Ainda mais para uma prova de matemática!

Uau! Matemática é a minha matéria mais favorita para se ter uma prova logo após as férias.

Bem, vou deixar um dos relatos dessas provas pós-férias, no caso de matemática do 8ª série. Ah é, esqueci que eu fiz duas vezes a 8ª. No caso foi na minha segunda oitava.

Eu tava chegando de viagem, eu tinha passado umas férias maneira em Barretos. Tudo estava colorido e o cacete, mas era o primeiro dia de aula e isso não é motivo para um bom dia. Quando eu pisei dentro da escola o céu tornou-se cinza, mais escuro que as grandes sombras do inferno, o tempo tornou-se mais úmido que um pântano assombrado por alma de índios mortos. E então! ENTÃO COMEÇOU A CHUVISCAR. Ui, ui, que chuvisco gosto cara.

Entrei na sala de aula, era uma segunda feira do caralho, como qualquer outra segunda feira. Uma vez que não a primeira aula era dobradinha (duas aulas seguidas, para os não manjões) e o pior: de matemática.

Cumprimentei a galera que não via há tempos, conversei, trocamos uma ideia e tal. Até ouvir os malditos trec-trec do salto alto dele no corredor. Alguns minutos e a porta abre com um baque surdo, fumaça para todo lado, e aquele cheiro infernal daquele Kaiak. E então o Lulu entra pela porta. Com um terno feminino, salto alto, um topete preto à lá Elvis, e seu imponentes chifres. Ele era meio gay e tal. A matemática em si é gay, de qualquer maneira.

Ele disse com sua voz fresca e arranhada:

– Gente, hoje teremos uma prova para começar bem o semestre.

Então asas rasgaram o terno feminino do Lulu e uma cauda pontiaguda surgiu em cima da sua cintura traseira. E ele soltou uma risada maligna.

A prova tava legal e tal. Como eu conheço Lulu, tenho certeza que acertei 10/10 da prova. Uma vez que chutei todas as respostas com 6; 666; 6,66; 0,666; etc.

No final bati nas costas do Lulu e disse.

-Boa prova Sr. Lúficer.

Desde esse dia, eu percebi que a matemática era algo do capeta e desde então eu sempre repito nessa matéria do caralho. Que é um saco do cacete.