Questionamento da sanidade.

Acho que a pior coisa que há no mundo são paradoxos. O pior deles são paradoxos impostos por outras pessoas que acabam afetando nossa sanidade mental. Escrevo este relato com intenção de que seja póstumo, uma vez que me levarão à cadeira elétrica está noite. Belo dia para morrer, não? Sexta 13. Às 7 horas deste dia maldito, não participarei mais desse mundo maldito. Morrerei por um motivo que eu, o lunático que os escreve, considere fútil e tosco. Morrerei por outra coisa senão o fato de não concordar com o que todas as pessoas dizem.

Tudo começou há duas semanas eu estava em um bar, bebendo de discutindo coisas sobre política e sobre acontecimentos gerais de nossa sociedade atual. Estávamos conversando sobre a possível guerra na Síria. Apresentei meu ponto de vista, apontando no que seria benéfico e o que seria maléfico ao mundo. A minha conclusão foi de que nada seria benéfico, apenas traria morte e desgraça ao mundo.  Eles me declararam como louco. “A guerra levaria a Democracia ao país”, alguns alegaram. Outros disseram que a guerra ajudaria a economia mundial.

Falaram para toda minha família que eu comecei a delirar e de uns tempos pra cá eu apresentava ideias anti-ortodoxas. Chamaram o alienista para uma consulta em minha casa. E aí minha vida virou um inferno.

-Qual o problema senhor Dias?

-Não a problema algum senhor.

O médico virou-se e conversou com seu assistente. Eles cochichavam, pareciam conspirar contra mim. Seria isso? Ou estaria eu louco?

Seria eu arrastado para o manicômio? Seria louco?

-Sabe senhora Dias – Disse o médico dirigindo-se a minha mulher – é comum dos comportamentos dos loucos negarem estar loucos. Afirmam com todas as palavras que estão sóbrios e sãos. E o olhar de seu marido… – Olhou para mim com ar de hesitação e rapidamente desviou o olhar para minha mulher – O olhar dele é misterioso, estranho. As mesmas características atribuídas aos loucos.

Eu sabia. Eles definitivamente estavam conspirando contra mim. Eu não estava louco, não é mesmo? Ou estaria? Será? Eu?! Digo… Logo eu? O cara mais lúcido de toda a Terra… Por que havia de ser eu o louco?!

Não! Definitivamente não! Eu não estou louco! Não, eu não estou! Eles estão! Não eu! Como eu poderia estar louco? Eu estava lúcido de todas as faculdades do conhecimento da qual fazia parte. Eu conseguia muito bem raciocinar, filosofar, sabia até mesmo dizer o nome de todos os mortos da segunda guerra, uma vez que dediquei anos de minha vida estudando sobre esse grande infortúnio que o mundo se emergiu há diversos anos atrás.

-Doutor – Eu disse – Posso lhe provar que estou totalmente lúcido e que mantenho um raciocínio e uma lógica incríveis.

O Doutor bateu palmas de felicidade e com um sorriso que a primeira vista parecia inocente e feliz, mas misteriosamente macabro, ele disse:

-Muito bem então! Façamos o teste, Sr. Dias.

Ele abriu uma pasta preta, velha e surrada. Abriu-a e retirou diversos papéis. Os estendeu diante de mim e me entregou um lápis e uma borracha.

-Pode começar. – Abrindo um sorriso extremamente macabro e arregalando seus olhos até quase saltar das órbitas.

Diante de mim, nos papéis estava uma bateria de testes. Todos eram testes matemáticos.

-Caro doutor, eu sinto em lhe dizer que você está sendo preconceituoso. A matemática não é a única faculdade do saber que traz um raciocínio lógico. – Disse eu ajeitando os óculos ao rosto. – Julgar a sanidade de uma pessoa pelo uso da matemática é no mínimo insano.

-Não disse?! Ele está fora de controle! Ele está fora de si! Não consegue segurar seus próprios impulsos e vontades.

-Doutor não seja preconceituoso, o que quero dizer é que a matemática se demonstra a coisa mais insana possível, uma vez que ela inventa regras para que certas coisas deem certo. Seria a mesma coisa de eu criar uma regra para desligar a gravidade quando eu disse uma certa palavra apenas porque eu quero voar.

Mas falhou toda essa minha argumentação falhou e por isso, caros leitores, estou aqui hoje esperando a morte vir e me dar um beijo.

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Sexta 13.

Oh! Quanto tempo meus colegas. Havia prometido que voltaria. Toda sexta 13 eu sempre volto. E trago a vocês algumas histórias macabras de minha vida. Agora, quando o sol está totalmente baixo e se encontra do outro lado de nosso planeta. Quando as almas levantam de seus túmulos para atordoarem os vivos que os desertaram.

Que tipo de histórias macabras aguardam esse dia? Que tipo de gore e violência eu trarei? Eu, seu narrador que nesse momento se encontra morto.

Todos tenham uma boa noite! Ah-hahahaha.

 

/*Lembrando que toda Sexta 13 é uma maratona de histórias, onde eu tentarei postá-las até a meia-noite do dia 14, quando os mortos voltam aos seus túmulos. Espero que gostem */

O Manicômio.

Na pequena cidade de Fleshfield na Inglaterra havia um pequeno manicômio. Fleshfield foi uma das cidades mais hostis que eu já vivi e eram ainda mais hostis no começo do século passado. Em 1950, estava em Fleshfield fazia uma semana e meia, e um fato repugnante ocorreu no pequeno manicômio.

O Manicômio se chamava “Todesurteile” e havia sido fundado em novembro de 1945 por um homem chamado Todesengel Mengele. Muitas pessoas eram arrastadas ao manicômio acusadas de loucura. Mas não havia como comprovar que a pessoa era lúcida. As pessoas eram levadas para fazerem testes psicológicos e sempre eram loucas, não havia uma única pessoa se quer que fora taxada de lúcida. Loucos sempre negam ser loucos.

Nunca a pequena cidade tinha sido tão assustadora e maligna. Algumas pessoas diziam que Todesengel fazia experiências com os loucas do manicômio. E podiam afirmar isso pois ouviam gritos vindos do manicômio. E ninguém podia fazer nada, pois Todesengel era amigo íntimo do prefeito da cidade, havia um pacto de lobby entre a prefeitura da cidade e o Manicômio Todesurteile. As pessoas não poderiam fazer nada.

A ponte de hidrogênio se estourou quando a última gota caiu. Em 1950 corpos de alguns cidadãos que estavam internados apareceram boiando pelo rio Maeria. A população ficou revoltada e decidiram invadir o pequeno manicômio. Eles invadiram Todesurteile e encontraram um pequeno salão branco com algumas celas. Das pequenas janelas das celas se viam alguns internos sentados, sempre repetindo a mesma ação. Balançando para frente e para traz ou balança a cabeça para os lados. Ninguém fazia nada além disso. Em uma certa parte do salão havia uma porta dupla, com uma placa escrita: “Administração. Proibida a entrada de pessoas não autorizadas.”

É irrelevante dizer que os revoltosos não obedeceram, não?

Eles abriram a porta dupla e se deparam com uma escada. A escada tinha um aspecto de calabouço medieval. E ao final dela de fato se encontrava um calabouço medieval. Era úmido, escuro, sujo e cheio de musgos. E dentro das celas haviam algumas pessoas. Estavam magras, com aspecto esquelético. Algumas estavam cegas, outras estavam grudadas a outras pessoas por meio de cirurgias. Era um calabouço de aberrações. No final do calabouço havia dois portões medievais de madeira, com detalhes em ouro. Os revoltosos abriram o que se localizava a direita, esteve era o portão para a sala do Dr. Mengele. E estava cheia de livros e fotos bizarras, de Mengele com um cara de cabelo preto com uma franja penteada à direita, Mengele segurando gêmeos, Mengele fazendo diversos experimentos repugnantes e a pior decoração que havia dentro do escritório: Uma bandeira vermelha com uma cruz inclinada com as pontas estranhas, para alguns ali aquela cruz era estranha. Fleshfield estava perdida no tempo em relação ao mundo, não sabia dos acontecimentos políticos que ocorrem. Não haviam presenciado a guerra.

O povo sentiu-se enojado com as fotos dos experimentos de Todesengel. E voltaram-se com mais ódio à segunda porta. Estava trancada. Forçaram a porta até ela romper e lá encontraram Todesengel, fazendo experimentos em um paciente. O paciente estava horrível. Seu braço esquerdo era gigantesco e com músculos mais desenvolvidos do que o comum. E ele babava. Dr. Mengele abriu um sorriso de escárnio para o povo e soltou a criatura. Ela pisou no chão e seus pés se sujaram de sangue. A criatura olhou para seus pés, olhos para suas mãos e notou a diferença entre as duas. Virou-se para o doutor e disse com uma voz fraca:

-You evil.

Ao que parece a criatura havia desaprendido o inglês e em algum lugar da fila dos revoltosos uma mulher chorava. A criatura devia ser o filho dela. A criatura correu até Todesengel e o segurou no alto, arrancou sua perna fora com as mãos e o bateu diversas vezes no chão. A cabeça de Mengele batia e ele gritava em agonia, gritava repetidamente “Erleichterung”, às vezes gritava “mir helfen” e diversas vezes implorava para que a aberração parasse. E ele começou a sangrar e então sua alma saiu de seu corpo. Seus olhos fecharam-se para sempre assim que a criatura bateu ele e sua cabeça rompeu, jogando cérebro e sangue por todo o sangue. O sangue dele era igual ao sangue que estava no chão, igual a das aberrações e de um ou outro judeu que também eram usados nos experimentos, não havia nada de especial no sangue de Todesengel.

A criatura soltou um grito que assustou todos os revoltosos, fazendo-os correr para fora do manicômio. Alguns minutos depois o manicômio se encontrava em chamas. Com todos os funcionários e aberrações. Pessoas que eram normais. O Manicômio se encontra abandonado até hoje. Ninguém nunca mais ousou chegar perto daquele lugar, uma vez que o espírito dos mutantes assombrava o lugar.

Um louco sempre nega ser louco. Você tem algum distúrbio? Você é louco?

Dramatização de eventos insignificantes do cotidiano

Simplesmente amo receber Feedbacks de meus textos. Eu realmente amo, mesmo que seja algo insignificante como: “lgl champz”.

Eu realmente leio todo o tipo de feedback, seja no meu e-mail ou por meio de mensagens em redes sociais e, até mesmo, pessoalmente.

Em uma bela tarde estava eu a mostrar um texto a umas amigas e elas olharam para mim com uma cara de desaprovação. Eu sinceramente me desanimei de postar o texto, mas elas disseram que o texto ficou bem construído, o meu problema era: eu sou “muito dramático”.

Vocês partiram meu coração. Antes tivessem enfiado a faca! Não doeria tanto. Eu dramático?! Oh Deus, por quê eu?

Elas disseram que meus textos só são engraçados porque eu sou excessivamente dramático. Eu realmente fiquei ofendido. Eu nem sou tão dramático assim! Tudo bem, eu considero os leitores do Desventuras do Cotidiano como sádicos, que amam ver as pessoas sofrer, no caso eu, amam me ver sofrer. Até porque o nome já diz tudo: “Desventuras”.

Eu passei muito tempo estudando para fazer um seminário sobre tragédia grega e devo ter lido uns 4 ou 5 livros. É por isso que tento causar Catarse nos leitores. Embora eu esteja misturando com Comédia, que é uma forma pobre de se fazer teatro. Sou apaixonado por Shakespeare, li diversas obras dele e a minha favorita foi sua última obra, a qual eu li em inglês a primeira vez. Tudo isso em minha mente, ao mesmo tempo. Drama, Tragédia, fatos irrelevantes do meu cotidiano e estava feito…

O quê eu poderia fazer contra? O quê alguém poderia fazer contra? Nada. Absolutamente nada! Estava tudo fodido. E eu sempre fui apaixonado para a escrita. E aí então eis que surge isso: Um monte de textos estúpidos falando merdas e mais merdas.

O povo ri de Pânico na Band(Tv) é claro que vão rir dos meus textos. E sinceramente, até o Marcelo Rezende é mais engraçado que eu. E olha que ele fala mal dos jogos!

Sinceramente, vou tentar evitar de escrever textos dramáticos. Mas a maneira como eu vejo as coisas é totalmente distorcida por causa dos livros que eu leio. Esses dias eu jurava ter visto um cartaz da Ingsoc.

Contos sombrios de uma mente perturbada.

Contos sombrios de uma mente perturbada é uma série de contos que traz por si só contos com alto teor violento e macabro. Ficcionais? O quê é ficcional hoje em dia? Tudo tem um toque de realidade. Esses contos trarão histórias de caráter perturbador, onde tudo de macabro pode acontecer. O mais assustador é que esses contos talvez se tornem realidade, em realidades paralelas, ou até mesmo na nossa realidade. Nunca se sabe. Nunca…

O fato é que o escritor, talvez, tem uma mente perturbada. O autor, que lhes escreve agora, sofre de distúrbios mentais e tem alucinações psicóticas, podendo ocasionar cenas inimagináveis e perturbadoras. Não é recomendado caso a leitura, caso não seja um adepto da violência ou tenha algum tipo de aversão a crueldade que a humanidade é capaz de cometer. Tenham cuidado ao lerem e tenha um senso aguçado ao máximo de crimes abomináveis que você pode aguentar.

Você foi avisado. Daqui em diante não serei responsável por traumas e danos causados a sua mente.