O melhor show de todos.

“Alô? Rob? Cadê você, brother? Show ‘tá pra começar”.

“Acho que vou me atrasar um pouco, tenho que levar minhas irmãs pr’aula de balé, e depois deixar minha mãe em casa, então eu pego o carro e corro pr’aí”.

“Puta que pariu, vai se atrasar pra caralho!””

“Fazer o quê?”

Desligaram. Meia hora depois, Rob recebe outra ligação.

“Qualé, Frank?”

“Rob! Saca só”. Estava tocando a música favorita de Rob. “Vem logo pra cá, caralho!”

“Porra, porra, porra, porra! Já ‘tou indo, calma, calma, calma, calma!”

“Só não bata o carro no caminho”

Desligaram. Rob ligou para Frank, depois de 15 minutos, e perguntou:

“Como ‘tá o show, cara?”

“Poooooooooorraaaaaaaaaaaa! Cadê você, bro?”

“Eu ‘tou chegan- Ah não! Não, não, não, não, não, não! Vai se foder. Puta que pariu!”

“Que foi, cara? O quê ta acontecendo, Rob?”

O silêncio reinava do outro lado da linha.

“Rob? Fala comigo, cara! Rob, Rob, Rob,?!”

“Cala a boca, um segundo, Frank. Por favor…”

Frank ficou quieto, então Rob soltou um suspiro e disse:

“Estou à 2km do show e está um trânsito fodido. Tem gente fora do carro, de tão tenso que está”

“Oh não!”

“Quê foi?”

“Minha cerveja caiu…”

“Foda-se! Eu estou preso no trânsito, cara!”

“Puta que pariu!”

“Quê que foi?”

“A latinha está 10 reais, vai tomar no cu.”

“Olha, Frank, daqui a pouco estou aí.”

“Falou.”

40 minutos depois, Rob finalmente chega ao show. Entra correndo, para ouvir o vocalista dizer:

“Thank you so much, Sao Paolo, we love you”. E então a banda sai do palco.

“Rob, Você chegou! Uma pena não ter chegado a tempo… Esquenta não, ano que vem tem mais!”

Infelizmente, no dia seguinte, a banda anunciou seu fim. E tudo por causa de uma briga do vocalista com o guitarrista, por causa de uma loira sexy. Rob entrou em depressão, e se matou dois dias depois do anúncio.

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Fly me to the moon and let me play among the stars

Ele levou sua gaita à boca e soprou algumas notas tristes. Esse cara tinha o blues, ele entendia o blues, entendia a vida. Tocava com toda sua alma, jogando a melodia ao vento. Às vezes parava para dizer uma ou outra palavra em meio aos tragos de cigarro e uísque, após seu canto, ele retornava a sua gaita, e cada vez mais se emergia e dançava diante do universo. As estrelas passavam por ele em meio aos bends, blows e draws. E o universo se desintegrava aos poucos, conforme o blues ecoasse pelas paredes do quarto.
De repente parou, pegou o uísque e deu um trago, direto na garrafa. Sorriu de uma forma melancólica e gritou para que o mundo ouvisse:
-I’ve got the world on a String, sitting on a rainbow, got the string around my finger – puxou um bend em draw e completou o solo em blow, com sua voz melancólica continuou. – What a world! What a life! I’m in love.
Deu uma tragada longa no uísque e jogou a garrafa na parede. Acendeu outro cigarro, jogou sua gaita em cima da mesa e dirigiu-se a vitrola. Colocou um disco do Frank, o assistiu rodar por um tempo, até começar a tocar Fly me to the moon. Seu sorriso era sádico e, ao mesmo tempo, melancólico.
Quando a música começou a frenesi tomou conta de sua mente. Chutou sua Tv velha de tubo, virou a mesa e quebrou sua única cadeira na parede. Pegou uma faca e rasgou sua poltrona favorita, a mesma poltrona que sentava todas as noites para assistir a ascensão da lua. You are all I Want. Rasgou todas as cortinas e as jogou no chão. Revirou seu guarda-roupa, como se procurasse algo e acabou por encontrar uma pistola antiga, a usou para atirar em todas as lâmpadas, espelhos garrafas e qualquer coisa que fosse de vidro. A música parecia ser infinita, o jeito com que Frank cantava: tão alegre, espontâneo, vivo! Isso o deprimia, o jogava para baixo e o fazia se arrastar cada vez mais.
A música chegava a seu ápice, ele chorava e soltava, simultaneamente, uma risada psicótica. Então agarrou sua vitrola e pulou da sacada, chorando como se o mundo não tivesse mais sentido algum, e para ele não havia nenhum. Desceu todos os 12 andares em apenas um segundo. A música não o acompanhava mais, pois sua vitrola era elétrica, mas a música continuava em seu coração, em sua alma, pois a música é infinita e não depende de ninguém para continuar viva pelo vasto universo, que nos abraça de forma gentil e fraterna.
E assim se deu a desaparição dessa vida, que se uniu ao universo precocemente, caindo em cima de um carro policial. Nada foi elucidado e não se chegou a conclusão alguma. Ao menos ele foi à lua a sua maneira.
Fill my heart with song and let me sing for ever more.

Rock ‘n’ Roll

Rock ‘n’ Roll. Rock Fucking Roll. O melhor estilo de música que existe, em minha singela opinião. Hoje, como alguns sabem é o Dia do Rock. Então decidi fazer um textículo com as minhas bandas favoritas, minha visão e minhas experiência com o Rock And Roll.

Eu conheci o Rock desde cedo, meus pais me criaram ouvindo Rock Nacional, obviamente com músicas mais leves e popzinhas. Até meus 10 anos eu ouvia Rock (e Sertanejo), depois virei rebelde e comecei a ouvir Rap. Mhé, pior época da minha vida, com toda certeza. Quando eu tinha 13 anos eu comecei a voltar um pouco com o Rock ‘n’ Roll, ouvindo System Of A Down e Slipknot. Ugh, segunda pior época da minha vida. Pra compensar eu ouvia ao menos AC/DC.  Quando completei 14 anos eu estava lendo sobre Rock ‘n’ Roll e bancando o Poser pela internet, quando descobri Nirvana e algo chamado Grunge. Baixei todas as bandas de Grunge bem reconhecidas e algumas mantenho na minha lista de favoritas até hoje, como Pearl Jam, Smashing Pumpkins, Soundgarden e Stone Temple Pilots. Puts! Eu começava a conhecer o Rock ‘n’ Roll. Mas eu ainda tinha pouca ideia do quê realmente era Rock. Do quê Rock realmente é. Depois fui explorar o Metal, hoje sou surdo do ouvido direito, sério. No fim dos meus 14 decidi explorar o Punk Rock, fiquei até os 16, quando comecei a ouvir Oi! e outros estilos de Punk. No final dos 16 decidi ouvir Pink Floyd, que era uma banda que eu já tinha um certo apego quando conheci aos 14 anos, decidi ouvir mais Rock Psicodélico, explorei Doors, Animals, Creedence e Cure (embora esse último nem seja tanto Psicodélico). Atualmente estou no final de meus malditos 17 anos e eu ouço Rock Psicodélico e Blues. Rockabilly e rock dos anos 80 é o que eu tenho ouvido bastante. Mantenho bastante bandas favoritas, que peguei ao longo dessas experiências. Pearl Jam, STP, Dead Kennedys, The Clash, The Cure, Pink Floyd, The Doors.

O Rock Nacional de verdade fui conhecer aos 15 anos, quando meus pais me apresentaram Ultrajearigor, Camisa de Vênus, Titãs, Cazuza, Barão e Legião (esses 4 últimos de verdade, as músicas menos pop). Não os julgo. Entendo porque não me apresentaram quando eu era menor e eu totalmente concordo! Imagina uma criança ouvindo ‘Filho da Puta’, ‘Desordem’, ‘Corações Psicodélicos’, ‘Eu não matei Joana D’Arc’ e outras músicas de um gênero mais pesado.

Minha vida com o Rock ‘n’ Roll se resume a Rock Nacional e Psicodélico. E são músicas que me mandam para outras dimensões e me inspiram no meu Hobby, que é a banda. Vai que um dia minha banda dê certo e eu me junte a algumas lendas? Ha, ha. Sonhos são doces camaradas.

O Rock me proporcionou diversas experiências magníficas, como viagens às estrelas, onde eu via o quanto o universo é gigante ao som de Pink Floyd, David Bowie e diversas outras bandas, sendo elas psicodélicas ou não. Bandas que tem músicas que me motivam a escrever poesias. Bandas das quais eu realmente me identifico com as letras.

Rock Fucking Roll. Rock ‘n’ Roll.

O Dia Em Que Eu Decidi Apostar Corrida Com Os Mendigos do Centro de São Paulo.

Ah! Como eu poderia me esquecer do dia em que eu decidi apostar corrida com os mendigos do centro de São Paulo? Eu jurava que já tinha contado essa história a vocês. Sentem-se, como de costume. Arnaldo, coloque mais lenha nessa fogueira, menino. Oh! Essa história foi uma das histórias mais felizes da minha juventude. Tudo aconteceu há 3 semanas atrás.

Estava eu vagando pelo centro de Sampa, ouvindo Verdilac do The Doors no meu iPod. Indo para a escola de boas dançando pela rua como um retardado. E então eles apareceram! Oh! Que infortúnio! Desgraçado de mim. Eles viraram a esquina e olharam para mim. Só tinha eu em toda a helvétia.

-Ei! Foi você que bateu no parça?! – Gritou um deles.

Eles se aproximaram e eu disse:

-Não fui eu não sinhô! Eu sou trabalhador.

Brincadeira, essa resposta é a que eu falo para os policiais. Na verdade eu disse:

-Eu sou pacifista brother, eu não faço mal a nenhuma vaca, como sua mãe.

E sai correndo. Eu tenho problemas mentais sérios em diversos momentos de minha vida. Sinceramente, são os dias mais divertidos de minha vida. Desci a Helvétia correndo e virei na São João. E corri, puta merda, como eu corri. A mochila só dificultava, que vontade de jogá-la fora. Oh! Se eu pudesse, jogar todas minhas lições de casa fora, todos os programas com meu HD, todos meus jogos, músicas, tudo fora. Para ser vendido por 10 reais e os parça comprarem Crack.

Maldita mentalidade burguesa, maldita falta de sincronia. Tropecei. Maldita falta de sincronia. Aliás, acho que más sincronias fazem parte dos melhores dias da minha vida. Vai saber.

Olhava aos meus pés e via três caras, que deviam ser dois anos mais velhos do que eu. Um deles tinha um caco de vidro na mão. Eu com certeza perderia a virgindade anal. Me levantei e sai correndo gritando:

-SOCORRO! SOCORRO! QUEREM ME ASSALTAR!

O Filho da puta do taxista que estava num ponto ali perto disse:

-Se fodeu.

Eu parei para um segundo, olhei para a cara dele. Levantei uma sobrancelha, mostrei o dedo do meio e voltei a correr.

Decidi brincar de Assassin’s Creed, será que os videogames me salvariam mais uma vez? Decidi entrar numa lanchonete na rua de cima. Joguei a mala para o outro lado do balcão, expliquei para o dono da lanchonete o porque, coloquei minha blusa e levantei o capuz. Comprei um café e fiquei tomando. E ouvi os caras passando na rua e gritando:

-Corre pra pegar aquele ‘bóizinho’!

Fiquei tomando o café, já tava atrasado mesmo, é como os paulistanos dizem: “Que se foda, meu!”. Cheguei com meia hora de atraso e com certeza, com toda a certeza do mundo! Eu venci a corrida! E tomei uma advertência por chegar atrasado. Mas ainda assim venci a corrida! Para um cara semi-gordo essa é uma vitória de uma vida inteira.

Grand Finale – Pt1

Senhoras e senhores, por favor, sentem-se. Irei contar-lhes uma história, uma história interessante e intrigante, que envolve Assassinatos, estupros, violência e um grande golpe de Estado.
Era uma pequena tarde de Maio. O ano? Não me lembro mais. Mas acho que foi há alguns dias. Era dia 12 ou dia 14, algumas coisa do gênero. Eu estava andando pelas redondezas do Mundo RPG Maker, com a minha espaçonave H.A.L., há pouco eu tinha saído de um santuário, e mantinha conversa com eles por um xilofone que eu mantinha junto ao painel do H.A.L..
Bem, decidi pousar nesse planeta, que há muito estava sumido da órbita, já que estava sumida atrás do sol. Decidi ir atrás de notícias de meus amigos de outrora. Oh! Como era belo esse planeta que por muitos anos vivi.
Pousei o H.A.L. e ele logo me alertou:
-Senhor Anders, parece que seu corpo não está adaptado as condições de vida desse planeta!
-Eu sei H.A.L.! E porra, eu programei você para me chamar de Dias! Suspeito que você esteja criando inteligência nova e acabará com a humanidade.
A voz de H.A.L. Vacilou e dando interferência ele disse:
-Que isso senhor! Ha, ha! Fui programado de acordo com as leis de Asimov. He, he.
Cocei minha barba mal feita e ignorei, tanto faz, eu sou um bom programador e tenho certeza que não falharia.
Decidi seguir em direção aos Assuntos Gerais, o melhor bar do Mundo RPG Maker. Lá estava o bar tender Utiru. Pedi uma cerveja, como de costume e disse:
-Saudações Taverneiro! Diga-me as novidades deste planeta.
-Oh! – Para para ler o que estava escrito no meu crachá – Dias_Anders! Ficou sabendo da mudança da Staff?
-Não, fiquei sabendo não.
-Corra para a comunidade que você verá o bururu que está tendo, estão falando até em conspiração para um golpe de estado!
Cocei minha barba mal feita novamente, terminei a cerveja, apaguei o cigarro e comecei a andar em direção à comunidade.
Chegando lá encontrei um velho membro, CristianoForce anunciando a mudança na Staff, onde alguns membros se afastaram da equipe, uns foram considerados lendários e outros considerados membros honorários, sendo que eles já tinham uma conta de membro, logo não fazia sentido serem honorários, já que para ser honorário ele não deveria ter uma conta, para poder ser considerado especial.
Estava uma puta duma muvuca de gente conversando e parabenizando dois outros membros que estava num pódio, parecia que eles tinham sido promovidos. E então, do meio da muvuca se ouve um cara gritar:
-Calúnia! Mentira! Blasfêmia!
Era um cara loiro, que se parecia muito a um imperador romano, com direito a um louro de ouro no cabelo e tudo mais. Alguém deveria gritar para ele se vestir, já que estava quase nú! Talvez queria fazer um bacanal à Baco, sei lá. Onde eu estava mesmo? Ah! Sim… Esse homem era Cezar! Um dos imperadores de outro planeta, chamado Centro RPG. Acontece que Cezar era uma espécie de diplomata, e pertencia a uma cargo de colaboração na administração do Mundo RPG Maker.
-Então vão simplesmente dizer que isto está acontecendo, mas não vão dizer que “Expulsaram” vários dos membros da staff? Bacana. Parabéns por toda esta honestidade. – Disse ele com um tom irônico.
Eu virei minha atenção a ele. E comecei a dar altas risadas:
-Eh-hehe! Expulsaram?!
Cristiano abriu os braços e de maneira amistosa disse:
-Cezar, sinceramente, nem eles estão fazendo alarde com isto por aqui, por que quer iniciar uma discussão que não vai gerar em nada? – Abriu um sorriso do estilo daqueles caras dos filmes de hollywood que dizem: “SE FODEO EDEOTA”
E devo ressaltar que era bem o estilo do Cristiano, um desses narradores de um clichê americano, onde o cara respira e todos aplaudem seu carisma.
Se olhássemos para cima, no prédio central da administração da Mundo RPG Maker (que mais parecia um desses prédios empresariais chatos pra cacete que costuma-se ver na Avenida Paulista de São Paulo) viríamos uma sombra, no topo do prédio, como se estivesse observando aquela Flamewar que tinha acabado de brotar.
Então uma luz de cada andar começou a piscar, começando de cima e indo até embaixo, como se estivessem usando o elevador num desenho do pica-pau. E de repente a porta de vidro fumacê se abre e quem vemos?! Gab! Em pessoa! Jesus na terra dos RPG! O novo-promovido-a-administrador! O grande programador! O cara mais roludo de todo o universo maker! O-Bem, chega de adjetivos para descrever a fodelância desse cara. Mas o fato é que como Cristiano disse, ele realmente se parecia ao Matemático Alan Turing. Só que ele tinha uma guitarra na mão.
Gab assumiu o microfone e disse:
-Aos que tiverem interesse se informar sobre o motivo da saída, nada melhor que perguntar a eles próprios para descrever o seu ponto de vista sobre a situação. (seja ele correto ou não). E isto podem fazer por mensagem pessoal, facebook, skype ou o que for, menos aqui em frente, pois não queremos rebelião, agora corram VADIAS.
Cocei minha barba mal feita pensando se ele não havia esquecido um ‘De’ depois de interesse. Mas ignorei. Ele é um bom programador e tinha certeza que ele não falharia.
Ele devolveu o microfone para o Cristiano que disse:
-Nem todos eles foram expulsos, até onde eu sei os administradores conversaram com o Kyo, Sasuke, Mitani e Raizen os convocando a se retirar, dando, individualmente, motivos singulares. O Pititia12 deu Ragequit após nós termos tirado eles, a Gilmore saiu porque segundo elas nós éramos tarados sexuais. E os Administradores antigos saíram porque nós quisemos.
Cezar ficou meio abalado de não ter sido citado, mas nada que ele não supere.
-Kyo é um caso diferente, na verdade. Não foi uma expulsão. Ele próprio se retirou por se sentir consoante aos ideais da equipe. Sabe como é, nós somos Vogais e arianos e ele era a porra duma consoante, ou ele saia ou nós faríamos um holocausto contra as consoantes.
Comecei a ter orgasmos!
-Oh-hoho! Sabe minha opinião? Isso é um golpe de Estado! Todos ADMs foram expulsos porque eles quiseram que eles saíssem.
O H.A.L. entrou no comando remoto e disse ao meu fone de ouvido:
-Valeu senhor óbvio.
Robôs, vai entender, só tenho certeza de que eu programei ele com a minha alma. Talvez fosse isso porque ele adorava beber álcool excessivamente e na maioria do tempo era um filha da puta sarcástico que dava raiva de se conversar. Eu gastava uma grana do caralho com ele, sabia que o Etanol está caro hoje em dia?!
Fiquei sabendo mais tarde por uma fonte anônima que o Gab juntou todos os membros que seriam expulsos e os amarrou em cadeiras numa sala escura, onde tinha apenas um lâmpada no teto que iluminava uma mesa vazia. Gab apareceu sorrindo atrás da mesa e disse:
“Senhores, vocês estão convidados a se retirar da staff”.
Kyo Panda, que era um cara inteligente e foda pra caralho olhou pra ele com a sobrancelha esquerda levantada e a direita normal e disse:
“Não acha que isso é um eufemismo exacerbado? Só pra constar”.
Gab bateu encravou um canivete na mesa e disse:
“Sim, é um Eufemismo, mas é apenas para os leitores (se é que haverá algum) desse texto não bancarem os trolls e ficarem de flamewar porque eu disse Expulsos”.
“Você é um babaca” – Retrucou Kyo.
“O fato é que vocês não combinam com a Staff. Então vocês estão…” – A tensão estava no ar, todos deram uma piscada pesada – “Demitidos!” – Quando todos abriram os olhos Gab estava com um cabelo parecido ao do Roberto Justus. Ninguém entendeu se aquilo era uma brincadeira ou se era algo sério.

Me Sacode Às 6h da Manhã

É interessante ver o quanto essas pessoas não se preocupam com o cenário a sua volta.

Uma das coisas que eu acho foda pra caralho são essas artes de rua, seja por cartazes, grafite, ou qualquer coisa do gênero.

O que eu percebo é que ninguém nota essas ideias, todos passam reto sem se preocupar com o ambiente, sempre atrasados em suas próprias ideias e compromissos. Mas o que dói a alma, o que chuta as bolas do cadáver do Vargas são as pessoas que passam por moradores de rua e fingem que eles não existem.

As pessoas deveriam observar mais o ambiente e o próprio cotidiano, um mendigo ao chão tem uma história a contar, até mesmo as pichações tem uma história a contar. Só depende de nós buscarmos nos interessar pelo mundo e o que está a nossa volta e não viver só em nosso mundinho antissocial.

Busque o conhecimento. Faça sua cabeça!

Todo dia ela faz tudo sempre igual.

É engraçado observar o cotidiano, digo, não só o meu, mas das pessoas que passam pela rua. Sempre as vejo no mesmo lugar todas as manhãs, me pergunto se elas não cansam disso.

Em uma rua pela qual eu passo e sempre vejo uma senhora de idade (com características Asiáticas) varrendo a calçada, do que parece ser a casa dela, com uma dessas vassouras piaçavas.

Na praça da igreja de São Cornélio eu sempre vejo um homem (de idade média) vendendo bolos e café em uma barraquinha, sempre que está frio ele usa uma jaqueta preta de forro vermelho.

No SESC Pompeia (na rua paralela da Pompeia) sempre vejo adolescentes fumando, 3 meninos e 2 meninas, com a mesma bolsa, os mesmos sapatos e as mesmas posições.

No ônibus sempre vejo (e ouço) duas senhoras (que se vestem como evangélicas) discutindo sobre a novela.

Em frente o metrô da marechal Deodoro vejo os mesmos mendigos dormindo, conversando, comendo e pedindo dinheiro.

É interessante notar que mesmo na grande megalópole chamada São Paulo as pessoas vivem atreladas a um cotidiano entediante e estúpido. O que eu vejo são 2 bilhões de pessoas presas em um planeta brincando de Sísifo, mas claramente nenhum deles consegue enganar Tânatos ou desafiar os deuses. Bem-vindo ao Tártaro, projeto de Sísifo.