O Sonho nacionalista

Nacionalistas que comparam o Brasil com um país comunista.

E tudo pelo fato da presidente ser petista.

Tal comparação é tão estúpida,

Que mostra a baixa perspectiva de vida.

Não votarei em nenhum partido,

Pela minha cabeça essa ideia já passa batido.

Deus me livre me submeter a um tirano,

Que tira meu dinheiro de ano em ano.

Desejo um pouco de liberdade,

Mas é óbvio que não tenho idade,

Pois isso é para velhos e experientes,

Que passam os últimos dias de vida sem dentes

Dizendo besteiras sem sentido

Apoiando a porra d’um partido.

Se eu fosse um cara experiente,

Com toda a certeza mataria a presidente.

 

É notável que sou um dissidente

E alguns conservadores me chamam de inconsequente,

O fato é que eu tenho outra visão de mundo,

E não sou nenhum tipo de reacionário imundo.

Eles que se fodam, com suas leis antiterrorismo,

Que colocam a civilização em um ciclo de anomismo.

Surgindo aberrações horrendas,

Que fazem monopólios com suas fazendas.

 

Buscamos uma evolução,

E depois de todo o progresso, queremos fazer uma devolução.

Pois nunca estamos satisfeitos,

E isso é um sentimento perfeito,

Pois mostra que podemos achar erro em nossos progressos

E talvez um dia caminhemos para o sucesso.

Voltar atrás não é pra quem não sabe inovar,

E por fim acaba falando merda sem ao menos pensar.

Não seja um inútil que busca a regressão,

Use sua cabeça e sonhe com as coisas que virão

Dark Sky

In the line of the Horizon, lies nothing.

The Sky is dark, like the night sky without stars.

All quite in the western front,

No war within oneself,

The city seems solid enough, as mass society seems immortal,

Nevertheless, everything dies, does not?

 

I have one last wish, before the end.

That dream of mine will become true,

However, with the end, we begin again,

We do the same mistakes all over again.

Come rain or come shine, only ‘will’ prevail.

An ill will, sick, greedy, fat with hope.

We keep faking until it becomes true.

 

Headache and Eletro music and more headache.

People around me laughing, and screaming, and moving along in the human shore.

There is nothing to mourn today, and nobody shed a tear, no sorrow.

The Sky is dark and no one mind.

 

I walk down the road and in the storm

At the crossroad, there is three paths:

The left one, to a happy life, besides the arduous road;

The right one, to an easy living, tons of money and lots of sorrow;

The middle one is a mixture, arduous road, lots of sorrow.

Nonetheless, the three paths leads to a deep abyss.

So what is the matter? What is the matter at all?

Why have a hard, but happy life, if it will be a waste?

Why have an easy living, with sorrow, if it will be in vain?

Why would I want a hard and sad life? It does not make sense at all!

Three deceiving choices, as far as I can see.

I just sat down, and took a deep breath. It will be over soon.

I will not move. Let the Void come and embrace me.

I do not give a fuck. I. Will. Not. Move.

 

–><–

Eu tava no busão, indo pra faculdade e vi que uma tempestade se aproximava. Então essa coisa aí surgiu na minha cabeça, em inglês. Eu não gosto de escrever em inglês, mas deixei a caneta rolar solta sobre o papel.

Steloj

As civilizações antigas sempre recorreram às estrelas em busca de respostas,

Um rito sagrado há muito perdido, que guiou civilizações a suas ascensões e quedas,

A maneira na qual os deuses se divertem às nossas custas.

Elas viram, veem e verão, sempre com um olhar misto de desdém e compaixão,

Não se importam conosco, pois somos minúsculos; não se sabe porque nos ajudaram.

 

As civilizações modernas querem se vingar das estrelas, porque tudo o que ocorreu,

Um ato científico já muito explorado, que traz a ascensão de nossa civilização, e será nossa queda,

A maneira na qual nós nos divertimos às custas dos deuses.

Nós criamos luzes fortes, fortes, mas tão fortes, que ofuscamos o brilho delas,

Hoje olhamos para cima e vemos o vazio, reflexo de nossa civilização e cultura, chamamos de isso de progresso.

 

O motivo número um: Somos filhos e filhas de Narciso, Elas ofuscavam nosso reflexo;

O segundo motivo: Temos medo do Universo, quem já o viu longe das luzes, sabe que ele é um monstro;

O terceiro: Não gostamos dos deuses, ou de nossa própria existência;

O quarto: Os deuses não sentem dor, mas são narcisistas como nós;

O quinto: Sem as estrelas ou o Universo, o homem fica disponível para se submeter ao progresso.

 

Embora narcisistas, devemos admitir, não somos e nunca seremos poderosos como os deuses,

Na calada da noite, na escuridão e vazio, os astros rebeldes emergem.

Estrelas poderosas o bastante para desafiar o poder e a vontade humana.

Filhos de Vênus, filhas de Vênus, seres tão complexos, que não se encaixam em termos mundanos.

Em toda nossa grandeza, temos que categorizar tudo em nossos termos.

 

As cinco rebeldes: Sirius, a Estrela do Cão, primogênita de Lúcifer.

Canopeia, a Terra Dourada, pirata cósmica, segunda filha de Lúcifer.

Toliman, regente do Centauro, terceira filha de Lúcifer.

Arcturus, a guardiã do Urso, quarta filha de Lúcifer.

Vega, a Princesa, a Águia que mergulha, quinta filha de Lúcifer.

 

O quinteto Luciferiano, as filhas de Vênus, lutando contra o ego narcisista humano,

Lado a lado com Luno, nessa batalha incansável pela iluminação humana,

As únicas coisas que se destacam no céu noturno moderno.

Não mais vazio, mas não mais completo, uma mudança no paradigma social.

E quando a Aurora chega, com a alvorada, os rebeldes dormem e Lúcifer sorri.

 

Nós humanos não tememos os deuses diurnos, pois eles nos protegem dos outros.

Suno, a Eternidade Dourada, em sua arrogância, brilha ocultando o Universo.

Brilha de forma intensa, assim os humanos não o encaram abertamente,

Dessa forma não o temem, ou levantam bandeiras contra. A humanidade teme o que desconhece.

A escuridão é a pureza da vida, e o crepúsculo sempre vem, independe da vontade humana.

 

No escuro, ao ar livre, aos olhares dos deuses, com medo, intrigados, contemplando-os,

O homem primitivo assim nasceu, no útero da Tero, fecundado pelo pênis do Universo,

Mas não apenas os deuses, outras coisas espreitam a noite primitiva.

Milhares de anos, escondidos, acovardados na noite, apenas o dia salva.

Então veio a civilização e o progresso, o começo de tudo o que temos hoje.

 

Tivemos fome, estávamos fracos, viramos nossos olhos e mãos ao céu,

“Ajudai-nos”, entoamos em coro, e assim eles fizeram. Bênção ou maldição.

Surgiram assim as primeiras civilizações, todas com os olhos ao céu noturno.

Todas agradecendo pela maldição que nos fora rogada, nossa queda.

O jogo sem fim, e quando entendemos, decidimos nos vingar, e assim fizemos

 

O que falhamos em entender, em toda nossa insignificância, é que nós perderemos.

Não temos força para competir com os deuses, com a natureza.

Civilizações virão e irão, poderemos construir mais luzes brilhantes

Poderemos ignorar os deuses ao nosso redor, mas nunca venceremos essa guerra.

Levante sua cabeça e olhe para o alto: steloj ne mortas.

Aliança Global (de masturbação Anal)

Já sentiu o silêncio dessa noite?

É claro que não.

Já ouviu todas essas cores, que ofuscam as estrelas?

Já cheirou os sabores desta cidade maldita?

Já degustou o odor fétido de toda essa sociedade podre?

É claro que não.

Go Johnny, go, go, go.

Terminaram de construir o muro semana passada.

Desenharam um pinto, de fora a fora no muro.

A verdade é que a vida é algo pornográfico.

Tiro do meu rabo, pra colocar no seu,

E assim sucessivamente,

Até formarmos um círculo global

De masturbação Anal.

Regicídio Mental

Regicídio Mental é algo que todos deveriam enfrentar, um dia ou outro. Em nossas mentes existe um rei, ele governa ela como um tirano-caracinza. Esse dito rei, traz ordem para sua mente, uma coisa totalmente contrária as leis do universo e natureza.

Por muitos anos, mestres zen e intelectuais espirituais diziam (e ainda dizem!), que é importante colocar sua mente em ordem. Uma mente em ordem é uma mente inquieta, e não pacífica. É uma mente vazia e conformada, e não pacífica. Coisa que foi até mesmo consenso entre zenanarquistas, o que hoje já é debatido, na minha cabeça, ao menos.

Quando os Celtas geomantes diziam, que era necessário entrar em comunhão com a natureza, eles não necessariamente queriam dizer que deveríamos nos ordenar de acordo com a natureza, sendo um sentido totalmente contrário. Devemos extrapor nosso sentido animal e caótico, nosso sentido erisiano mais puro.

Esses dias eu cometi Regicídio Mental, e descobri a resposta do universo, e para minha surpresa não era 42. Subi uma grande montanha, e lá encontrei o buda sentado em uma pilha de 5 toneladas de linho, ele mexia as mãos com tanta graciosidade, que fazia o mundo a sua a volta tremer e vibrar, e tudo dançar em bela harmonia anerística. Esse era meu tirano-caracinza interior, e eu sabia disso. Tudo estava em plena ordem, e eu mesmo não aguentava essa pressão.

Não pude resistir à profecia, mas ante roguei nele a maldição-do-peru, quebrando todo seu aspecto anerístico, fazendo-o tremer em convulsões e risadas, e então cumpri a profecia, e matei o maldito do Buda.

Com o Buda morto, vi que nada ali era o que parecia, nada era verdade e tudo era permitido. Eu voava em um infinito Kosmos com cangurus, gansos, ornitorrincos e dodôs. Era o fim da Babilônia mental, tudo ia ao chão, e ao mesmo tempo tudo emergia, numa orgia mental que trazia brilho e uma nova perspectiva de vida.

Regicídio Mental é deixar sua mente engatilhada, pronta para atirar diversas ideias. Regicídio Mental é ver o mundo como ele é, um caos, onde todos fingem ter domínio sobre si e sobre os outros, quando na verdade é totalmente ao contrário. Regicídio Mental é perceber que ninguém sabe o que está fazendo. Regicídio Mental é matar seu senso de organização e destruir toda ordem. Regicídio Mental é desorganizar a organização desnatural anerística da sociedade regida por carascinzas.

A revolução começa com um regicídio, um Regicídio mental que apenas o próprio indivíduo pode fazer, apenas o próprio indivíduo pode mudar a si e assim mudar e não mudar o mundo simultaneamente.

Dos bloqueios criativos, se extrai a merda

Todo bloqueio criativo acaba da mesma maneira.

Fico umas 3 semanas, ou 1 mês parado.

Olho pra parede, pro chão e pra cadeira.

Com caneta na mão e papel no chão, toda criatividade parece ter se esgotado.

 

Não adianta, não adianta, não adianta.

Pareço uma anta, não deveria nem tentar.

Olhe pra mim, encarando este papel biodegradável, neste mesmo momento.

Em minha mente apenas: “O que diabos fazer?”

 

Na estação lapa-diamante tem um grafite escrito “PELA PⒶZ”.

“Mas quem se importa?”

“Eu me importo, eu me importo, pela paz, pela paz, pela paz em todo mundo”.

 

Bloqueio criativo é de fato um inferno.

Escrevemos de qualquer jeito,

Para dizer que escrevemos.

Um amigo meu escreveu um livro surrealista,

Era o Naked Lunch de um adolescente com bloqueio criativo.

 

A estação Palmeiras-Barra Funda transbordava gente,

E tinha uns trens que iam direto para Itaquera,

Claustrofobia me matava no meio daquela galera.

Suava, suava e suava, e ao meu lado tinha uma crente.

Ela me encarava como se eu fosse filho de Satã.

Sex pistols fervia nas minhas orelhas,

E eu sou um anarquista, anticristo de mente sã.

 

O sol se abaixava na linha do horizonte,

Não há ponto de fuga, estou preso ali.

Toda aquela gente se empurrando violentamente.

O país da educação, eles dizem.

Fui enlatado, já era. Por mágica estava sentado,

Enquanto as pessoas que estavam de pé se gladiavam por um lugar vago.

How cute.

O governo tem essas tendências de aumentar o que está superlotado.

Aumenta a passagem e deixam ônibus e trens se degradarem com o tempo,

Diminuem a maioridade penal, para aumentar a população carcerária.

Presídios privas ganham por cabeça,

Bilhete único mensal vale a pena com a passagem a $3,50.

Não tenho um dólar para pegar o Busão. Isso me deixa triste.

 

Puta merda, saco cheio, nada pra fazer.

Aula de gerenciamento é assim,

Escopo, EAP, PMBOK, PQP.

Quatro horas de falação estúpida.

 

O box do banheiro da faculdade estava trancado por fora.

Alguém tinha sido morto lá dentro, o cara devia se chamar Lacerda.

Decidi abrir a porta, pois devemos viver o momento, o agora.

E quando abri aquela porta, eu entendi: Dos bloqueios criativos, se extrai a merda.

O Homem que tentou voar

Uma vez um homem tentou voar. Um homem. Tentou voar.
Todos sabem que humanos não podem voar, está em sua natureza.
Ele subiu no alto da torre mais alta da cidade de São Paulo, deixou seus pés bem fixos ao chão, abriu suas pernas e abriu suas mãos.
Levantou seus braços ao céu, como se pedisse clemência, ou como se glorificasse o sol. All praise the sun.
Então abaixou seus braços na altura de seus ombros, mantendo-os retos.
Fechou os olhos e mentalizou que poderia voar. Ele queria voar.
Flexionou suas pernas e saltou, fechou seus olhos e estava mergulhando no vácuo.
O vácuo estava em sua mente, ele voava e voava e voava, mas sem ao menos sair do lugar.
Um canguru veio saltando em sua direção, o homem voava e o canguru saltava graciosamente em sua direção. O canguru olhou para o homem e o homem para o canguru, ambos piscaram rapidamente e respiraram fundo. O homem tentou dizer algo, mas o canguru mantida seu indicador diante a boca, como se o mandasse calar a boca.
E assim fez o homem, que continuou a voar e voar e voar, por todo aquele vácuo que o abraçava.
Ele conseguia ouvir ao fundo o canguru mandando-o calar a boca, mas o homem balançava freneticamente a cabeça, se recusando a ouvir o canguru, mas ele gritava e gritava e o homem gritava em retorno.
A NÉVOA EMBAIXO DE MINHA SOBRANCELHAS É FRUTO DA DEUSA GREGORIANA PERSÉFONE, ELA DITA A VIDA DE TODOS PERANTE A ESSE VÁCUO, E APENAS ESTOU VOANDO PELO MEU DESEJO E PLENA LIBERDADE DE VOAR, SE SOU LIVRE PARA FAZER O QUE QUERO, ENTÃO IREI VOAR COMO UMA BELA BORBOLETA EM UMA PRIMAVERA RUSSA.
E que assim seja. Que  liberdade individual das pessoas sejam respeitadas, mesmo que respeitar essas liberdades signifique ignorar todas leis, mesmo as leis da física. Empurrar a capacidade humana além de seu limite, amém, amém, amém.