O Dia Em Que Eu Decidi Apostar Corrida Com Os Mendigos do Centro de São Paulo.

Ah! Como eu poderia me esquecer do dia em que eu decidi apostar corrida com os mendigos do centro de São Paulo? Eu jurava que já tinha contado essa história a vocês. Sentem-se, como de costume. Arnaldo, coloque mais lenha nessa fogueira, menino. Oh! Essa história foi uma das histórias mais felizes da minha juventude. Tudo aconteceu há 3 semanas atrás.

Estava eu vagando pelo centro de Sampa, ouvindo Verdilac do The Doors no meu iPod. Indo para a escola de boas dançando pela rua como um retardado. E então eles apareceram! Oh! Que infortúnio! Desgraçado de mim. Eles viraram a esquina e olharam para mim. Só tinha eu em toda a helvétia.

-Ei! Foi você que bateu no parça?! – Gritou um deles.

Eles se aproximaram e eu disse:

-Não fui eu não sinhô! Eu sou trabalhador.

Brincadeira, essa resposta é a que eu falo para os policiais. Na verdade eu disse:

-Eu sou pacifista brother, eu não faço mal a nenhuma vaca, como sua mãe.

E sai correndo. Eu tenho problemas mentais sérios em diversos momentos de minha vida. Sinceramente, são os dias mais divertidos de minha vida. Desci a Helvétia correndo e virei na São João. E corri, puta merda, como eu corri. A mochila só dificultava, que vontade de jogá-la fora. Oh! Se eu pudesse, jogar todas minhas lições de casa fora, todos os programas com meu HD, todos meus jogos, músicas, tudo fora. Para ser vendido por 10 reais e os parça comprarem Crack.

Maldita mentalidade burguesa, maldita falta de sincronia. Tropecei. Maldita falta de sincronia. Aliás, acho que más sincronias fazem parte dos melhores dias da minha vida. Vai saber.

Olhava aos meus pés e via três caras, que deviam ser dois anos mais velhos do que eu. Um deles tinha um caco de vidro na mão. Eu com certeza perderia a virgindade anal. Me levantei e sai correndo gritando:

-SOCORRO! SOCORRO! QUEREM ME ASSALTAR!

O Filho da puta do taxista que estava num ponto ali perto disse:

-Se fodeu.

Eu parei para um segundo, olhei para a cara dele. Levantei uma sobrancelha, mostrei o dedo do meio e voltei a correr.

Decidi brincar de Assassin’s Creed, será que os videogames me salvariam mais uma vez? Decidi entrar numa lanchonete na rua de cima. Joguei a mala para o outro lado do balcão, expliquei para o dono da lanchonete o porque, coloquei minha blusa e levantei o capuz. Comprei um café e fiquei tomando. E ouvi os caras passando na rua e gritando:

-Corre pra pegar aquele ‘bóizinho’!

Fiquei tomando o café, já tava atrasado mesmo, é como os paulistanos dizem: “Que se foda, meu!”. Cheguei com meia hora de atraso e com certeza, com toda a certeza do mundo! Eu venci a corrida! E tomei uma advertência por chegar atrasado. Mas ainda assim venci a corrida! Para um cara semi-gordo essa é uma vitória de uma vida inteira.

Grand Finale – Pt1

Senhoras e senhores, por favor, sentem-se. Irei contar-lhes uma história, uma história interessante e intrigante, que envolve Assassinatos, estupros, violência e um grande golpe de Estado.
Era uma pequena tarde de Maio. O ano? Não me lembro mais. Mas acho que foi há alguns dias. Era dia 12 ou dia 14, algumas coisa do gênero. Eu estava andando pelas redondezas do Mundo RPG Maker, com a minha espaçonave H.A.L., há pouco eu tinha saído de um santuário, e mantinha conversa com eles por um xilofone que eu mantinha junto ao painel do H.A.L..
Bem, decidi pousar nesse planeta, que há muito estava sumido da órbita, já que estava sumida atrás do sol. Decidi ir atrás de notícias de meus amigos de outrora. Oh! Como era belo esse planeta que por muitos anos vivi.
Pousei o H.A.L. e ele logo me alertou:
-Senhor Anders, parece que seu corpo não está adaptado as condições de vida desse planeta!
-Eu sei H.A.L.! E porra, eu programei você para me chamar de Dias! Suspeito que você esteja criando inteligência nova e acabará com a humanidade.
A voz de H.A.L. Vacilou e dando interferência ele disse:
-Que isso senhor! Ha, ha! Fui programado de acordo com as leis de Asimov. He, he.
Cocei minha barba mal feita e ignorei, tanto faz, eu sou um bom programador e tenho certeza que não falharia.
Decidi seguir em direção aos Assuntos Gerais, o melhor bar do Mundo RPG Maker. Lá estava o bar tender Utiru. Pedi uma cerveja, como de costume e disse:
-Saudações Taverneiro! Diga-me as novidades deste planeta.
-Oh! – Para para ler o que estava escrito no meu crachá – Dias_Anders! Ficou sabendo da mudança da Staff?
-Não, fiquei sabendo não.
-Corra para a comunidade que você verá o bururu que está tendo, estão falando até em conspiração para um golpe de estado!
Cocei minha barba mal feita novamente, terminei a cerveja, apaguei o cigarro e comecei a andar em direção à comunidade.
Chegando lá encontrei um velho membro, CristianoForce anunciando a mudança na Staff, onde alguns membros se afastaram da equipe, uns foram considerados lendários e outros considerados membros honorários, sendo que eles já tinham uma conta de membro, logo não fazia sentido serem honorários, já que para ser honorário ele não deveria ter uma conta, para poder ser considerado especial.
Estava uma puta duma muvuca de gente conversando e parabenizando dois outros membros que estava num pódio, parecia que eles tinham sido promovidos. E então, do meio da muvuca se ouve um cara gritar:
-Calúnia! Mentira! Blasfêmia!
Era um cara loiro, que se parecia muito a um imperador romano, com direito a um louro de ouro no cabelo e tudo mais. Alguém deveria gritar para ele se vestir, já que estava quase nú! Talvez queria fazer um bacanal à Baco, sei lá. Onde eu estava mesmo? Ah! Sim… Esse homem era Cezar! Um dos imperadores de outro planeta, chamado Centro RPG. Acontece que Cezar era uma espécie de diplomata, e pertencia a uma cargo de colaboração na administração do Mundo RPG Maker.
-Então vão simplesmente dizer que isto está acontecendo, mas não vão dizer que “Expulsaram” vários dos membros da staff? Bacana. Parabéns por toda esta honestidade. – Disse ele com um tom irônico.
Eu virei minha atenção a ele. E comecei a dar altas risadas:
-Eh-hehe! Expulsaram?!
Cristiano abriu os braços e de maneira amistosa disse:
-Cezar, sinceramente, nem eles estão fazendo alarde com isto por aqui, por que quer iniciar uma discussão que não vai gerar em nada? – Abriu um sorriso do estilo daqueles caras dos filmes de hollywood que dizem: “SE FODEO EDEOTA”
E devo ressaltar que era bem o estilo do Cristiano, um desses narradores de um clichê americano, onde o cara respira e todos aplaudem seu carisma.
Se olhássemos para cima, no prédio central da administração da Mundo RPG Maker (que mais parecia um desses prédios empresariais chatos pra cacete que costuma-se ver na Avenida Paulista de São Paulo) viríamos uma sombra, no topo do prédio, como se estivesse observando aquela Flamewar que tinha acabado de brotar.
Então uma luz de cada andar começou a piscar, começando de cima e indo até embaixo, como se estivessem usando o elevador num desenho do pica-pau. E de repente a porta de vidro fumacê se abre e quem vemos?! Gab! Em pessoa! Jesus na terra dos RPG! O novo-promovido-a-administrador! O grande programador! O cara mais roludo de todo o universo maker! O-Bem, chega de adjetivos para descrever a fodelância desse cara. Mas o fato é que como Cristiano disse, ele realmente se parecia ao Matemático Alan Turing. Só que ele tinha uma guitarra na mão.
Gab assumiu o microfone e disse:
-Aos que tiverem interesse se informar sobre o motivo da saída, nada melhor que perguntar a eles próprios para descrever o seu ponto de vista sobre a situação. (seja ele correto ou não). E isto podem fazer por mensagem pessoal, facebook, skype ou o que for, menos aqui em frente, pois não queremos rebelião, agora corram VADIAS.
Cocei minha barba mal feita pensando se ele não havia esquecido um ‘De’ depois de interesse. Mas ignorei. Ele é um bom programador e tinha certeza que ele não falharia.
Ele devolveu o microfone para o Cristiano que disse:
-Nem todos eles foram expulsos, até onde eu sei os administradores conversaram com o Kyo, Sasuke, Mitani e Raizen os convocando a se retirar, dando, individualmente, motivos singulares. O Pititia12 deu Ragequit após nós termos tirado eles, a Gilmore saiu porque segundo elas nós éramos tarados sexuais. E os Administradores antigos saíram porque nós quisemos.
Cezar ficou meio abalado de não ter sido citado, mas nada que ele não supere.
-Kyo é um caso diferente, na verdade. Não foi uma expulsão. Ele próprio se retirou por se sentir consoante aos ideais da equipe. Sabe como é, nós somos Vogais e arianos e ele era a porra duma consoante, ou ele saia ou nós faríamos um holocausto contra as consoantes.
Comecei a ter orgasmos!
-Oh-hoho! Sabe minha opinião? Isso é um golpe de Estado! Todos ADMs foram expulsos porque eles quiseram que eles saíssem.
O H.A.L. entrou no comando remoto e disse ao meu fone de ouvido:
-Valeu senhor óbvio.
Robôs, vai entender, só tenho certeza de que eu programei ele com a minha alma. Talvez fosse isso porque ele adorava beber álcool excessivamente e na maioria do tempo era um filha da puta sarcástico que dava raiva de se conversar. Eu gastava uma grana do caralho com ele, sabia que o Etanol está caro hoje em dia?!
Fiquei sabendo mais tarde por uma fonte anônima que o Gab juntou todos os membros que seriam expulsos e os amarrou em cadeiras numa sala escura, onde tinha apenas um lâmpada no teto que iluminava uma mesa vazia. Gab apareceu sorrindo atrás da mesa e disse:
“Senhores, vocês estão convidados a se retirar da staff”.
Kyo Panda, que era um cara inteligente e foda pra caralho olhou pra ele com a sobrancelha esquerda levantada e a direita normal e disse:
“Não acha que isso é um eufemismo exacerbado? Só pra constar”.
Gab bateu encravou um canivete na mesa e disse:
“Sim, é um Eufemismo, mas é apenas para os leitores (se é que haverá algum) desse texto não bancarem os trolls e ficarem de flamewar porque eu disse Expulsos”.
“Você é um babaca” – Retrucou Kyo.
“O fato é que vocês não combinam com a Staff. Então vocês estão…” – A tensão estava no ar, todos deram uma piscada pesada – “Demitidos!” – Quando todos abriram os olhos Gab estava com um cabelo parecido ao do Roberto Justus. Ninguém entendeu se aquilo era uma brincadeira ou se era algo sério.

Me Sacode Às 6h da Manhã

É interessante ver o quanto essas pessoas não se preocupam com o cenário a sua volta.

Uma das coisas que eu acho foda pra caralho são essas artes de rua, seja por cartazes, grafite, ou qualquer coisa do gênero.

O que eu percebo é que ninguém nota essas ideias, todos passam reto sem se preocupar com o ambiente, sempre atrasados em suas próprias ideias e compromissos. Mas o que dói a alma, o que chuta as bolas do cadáver do Vargas são as pessoas que passam por moradores de rua e fingem que eles não existem.

As pessoas deveriam observar mais o ambiente e o próprio cotidiano, um mendigo ao chão tem uma história a contar, até mesmo as pichações tem uma história a contar. Só depende de nós buscarmos nos interessar pelo mundo e o que está a nossa volta e não viver só em nosso mundinho antissocial.

Busque o conhecimento. Faça sua cabeça!

Todo dia ela faz tudo sempre igual.

É engraçado observar o cotidiano, digo, não só o meu, mas das pessoas que passam pela rua. Sempre as vejo no mesmo lugar todas as manhãs, me pergunto se elas não cansam disso.

Em uma rua pela qual eu passo e sempre vejo uma senhora de idade (com características Asiáticas) varrendo a calçada, do que parece ser a casa dela, com uma dessas vassouras piaçavas.

Na praça da igreja de São Cornélio eu sempre vejo um homem (de idade média) vendendo bolos e café em uma barraquinha, sempre que está frio ele usa uma jaqueta preta de forro vermelho.

No SESC Pompeia (na rua paralela da Pompeia) sempre vejo adolescentes fumando, 3 meninos e 2 meninas, com a mesma bolsa, os mesmos sapatos e as mesmas posições.

No ônibus sempre vejo (e ouço) duas senhoras (que se vestem como evangélicas) discutindo sobre a novela.

Em frente o metrô da marechal Deodoro vejo os mesmos mendigos dormindo, conversando, comendo e pedindo dinheiro.

É interessante notar que mesmo na grande megalópole chamada São Paulo as pessoas vivem atreladas a um cotidiano entediante e estúpido. O que eu vejo são 2 bilhões de pessoas presas em um planeta brincando de Sísifo, mas claramente nenhum deles consegue enganar Tânatos ou desafiar os deuses. Bem-vindo ao Tártaro, projeto de Sísifo.