Footbridge over the train tracks

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I took the Picture on the 7th edition of the anarchist bookfair of São Paulo, of a footbridge over the train tracks. The place where the bookfair took place – a cultural space in São Paulo – is near the train tracks, only separated by a metal fence.

Eu tirei essa foto na 7ª edição da feira do livro anarquista de São Paulo, de uma passarela em cima dos trilhos do trem. O lugar onde a feira do livro aconteceu – espaço cultural de São Paulo – é próximo aos trilhos do trem, apenas separados por uma cerca de metal.

I converted the photo on a .tif with pixel order per channel, imported as raw with encode set to U-LAW. I think I applied echo, don’t remember the specs of it.

Eu converti a imagem em um .tif com ordem de pixel por canal, importada como raw e codificação U-Law no Audacity. Acho que apliquei Echo, mas não lembro os specs dele.

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I like the urban scenario here, the electrical wires of the metropolitan train, and the light poles on the footbridge and the cargo trains on the background. Also, the graffiti on the wall and on the cargo train.

Eu gosto do cenário urbano aqui, os fios elétricos do trem metropolitano, e os postes de iluminação na passarela, e os trens de carga no background. Além do grafite na parede e no trem de carga.

I like the effect of the echo on the image, a lot. It was one of the best glitches I did. Published as TimóTae PinTeh.

Eu gosto do efeito do eco nessa imagem, bastante. Foi um dos melhores glitchs que eu fiz. Publicado como TimóTae PinTeh.

Perceba Ivair, a petulância do discordiano

Também conhecido como “Como o Dias ficou puto para caralho com a burrice de outros discordianos”.

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Eu não ia escrever nada, mas o bagulho agora vai ficar estranho.

Eu não iria escrever nada sobre o assunto, sabe como é? Porque se eu escrevesse qualquer merda, iriam (e vão) me chamar de ideologista. Mas como já escreveram um texto – escroto para caralho – e totalmente ideologista se disfarçando de não ideologista, vejam isso como uma resposta.

Fui acusado, por um (pseudo) discordiano, de usar o discordianismo para fins meramente políticos. E enquanto eu nunca escondi minhas preferências políticas e inclinações anárquicas, eu nunca forcei isso em cima de ninguém. E se perguntarem a qualquer uma de minhas amigas, ou amigos anarquistas, perceberão que é exatamente ao contrário: Eu sempre usei o anarquismo para promover o discordianismo.

O texto todo foi justificado, porque alinhar à esquerda, ou à direita é estúpido – quiçá centralizar.

Por que socialismo?

Roubo esse subtítulo de um texto escrito por Einstein, acerca do socialismo, para também incitar um debate maior entre nosso círculo. Usarei textos e artigos de fontes confiáveis, não algum vídeo idiota do youtube, com uma montagem de imagens no Windows movie maker, que traz informações um tanto quanto duvidosas. E me sinto compelido a falar – uma última vez – acerca do socialismo num geral. Primeiro porque, apesar de eu apresentar as ideias acerca do socialismo – e por consequência o comunismo – as mesmas estupidezes são repetidas, mais e mais. Eu tenho meus próprios grilos com o comunismo e com o socialismo num geral – merda, tenho até meus grilos com o anarquismo! – e irei apresenta-los nesse texto também, porque percebo que eu me abstendo de mostrar meus pontos de vista, é fácil alguém apontar e me taxar de qualquer outra coisa que eu não sou.

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Não compreende o capitalismo? Nos culpe em vídeos do youtube feitos no moviemaker.

Não devemos confundir Socialismo com Comunismo. Exista, talvez, essa confusão porque muitos socialistas utilizam da obra de Marx em seus estudos. O que não é de todo ruim, diga-se de passagem, mas que sempre cai na mesmice. Simplificando: Comunismo é uma forma de socialismo. Socialismo Científico, como foi chamado por um de seus fundadores Marx. Científico, pelo fato de se basear em dados empíricos e fazer uma análise materialista acerca da nossa sociedade e de sua história. Chamando assim os outros socialistas de utópicos – que desagradável, Marx!

A teoria Marxista, resumindo, se resume em descentralizar os meios de produção e colocar o poder de decisão nas mãos dos trabalhadores. Uma fábrica sem patrão, basicamente. Quem dizer que nunca pensou em chutar a bunda do próprio chefe, estaria mentindo. O Socialismo, nesse sentido, vai além de simplesmente pensar: Ele apresenta todo um método de como os trabalhadores podem se organizar, e trabalharem sem serem subjugados.

“Estou convencido de que há somente uma forma de eliminar estes graves malefícios: através do estabelecimento de uma economia socialista, acompanhada por um sistema educacional que seja orientado para fins sociais. Em tal economia, os meios de produção são propriedade da própria sociedade e utilizados de maneira planejada. Uma economia planejada, que ajuste a produção às necessidades da comunidade, distribuiria o trabalho entre todos aptos a trabalhar e garantiria os meios de vida a todos, homem, mulher e criança. A educação do indivíduo, além de promover suas próprias habilidades inatas, intentaria desenvolver em um sentido de responsabilidade por seu próximo, em lugar da glorificação do poder e do êxito em nossa sociedade atual” – Albert Einstein.

Contextualizando essa citação do Einstein – para não só parecer que eu removi de contexto – ele traz uma análise da economia capitalista, e como ela causava sofrimento para uma massa de indivíduos, enquanto poucos indivíduos vivem bem (seja ele Estado ou Capital). Recomendo a leitura do texto do Einstein.

O Socialismo é comumente divido – embora haja divergências – entre estadistas e não-estadistas. Mas nenhum socialismo se resume a Estado. O Estado, para os socialistas estadistas, é meramente um instrumento para descentralizar os meios de produção, e após atingirmos o socialismo – teoricamente falando – o Estado sumiria. Já os anarquistas e outros socialistas não-estadistas, reconhecem que a utilização do estado subjuga o indivíduo, não resolvendo o problema. O Estado, no caso dos Estadistas, é um meio para atingir o fim (fins justificam os meios, na lógica maquiavélica). Para os não-estadistas, os meios são os próprios fins. O que isso quer dizer, você se pergunta? Ao invés de o Estado assumir os meios e depois passar esse domínio aos trabalhadores, os trabalhadores vão lá e assumem o poder, sem depender de ninguém.

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Sobre Socialistas Estadistas (clique pra ampliar)

Os Estadistas têm diversas táticas para assumir o poder. Um comunista, por exemplo, nunca assumiria o poder do Estado ganhando uma eleição. Quem ganha eleição é socialdemocrata. E por mais que o PCdoB, se diga comunista, eles nunca serão comunistas fazendo o mesmo jogo da ordem burguesa e alimentando a máquina – tanto estatal quanto capital. Um comunista pega em armas e assume o poder. A infame – e mal compreendida – dita dura do proletariado. Proletariado somos todos nós, que não temos meios de produção. Não somos donos de fábricas, de TVs, ou grandes redes de supermercados. A nossa dita dura é o Estado transitório do qual falei anteriormente, a grosso modo. O meu grilo com a dita dura do proletariado, é que para descentralizar o poder, ela centraliza em uma vanguarda primeiro, até poder garantir que a burguesia não vá desmoralizar o movimento. Isso nós mesmo façamos, é o povo pelo povo, não o Estado pelo povo. Já os Estadistas que jogam pela ordem burguesa, é de se esperar que com o impeachment eles vejam que não se joga pelas regras da burguesia, porque as mesmas empresas e bancos que foram favorecidas pela socialdemocracia petista, cuspiram de volta e estão depondo a presidente do poder. Mais do que justo, devo dizer, para aprender que socialismo se faz com armas e com poder ao povo, e não favorecendo a burguesia.

Com essas explicações na cabeça, vem a hora de eu responder à pergunta do subtítulo: Porque socialismo? Pelo fim do Caracinza, seus seguidores e sua maldição! No ano de 0 YOLD, o Caracinza decidiu que todos deveriam ser chatos e sem humor, como ele era. Ora essa, que pretencioso, não é mesmo? E qual é a Ordem mundial atualmente? Ponto para aquele que disse Democracia Burguesa e imperialismo mercadológico! Se você perceber, o Estado e o Capital são constituídos por seguidores do Caracinza: caras engravatados, que passam o dia reclamando e falando sobre contas e impostos e ganhar dinheiro. Ou que passam o dia todo votando algumas leis para impor sobre nós, espíritos livres – ou as vezes nem vão votar, como é o caso do Bolsonaro.

A Maldição do Caracinza divide o mundo entre Ordem e Desordem. Desordem, no seu sentido político, é a subversão da Ordem atual. Os anarquistas, nesse sentido, buscam a subversão da ordem, buscam a desordem, o caos. A POEE, que a Deusa os tenha, propôs um novo modelo para subverter a maldição do Caracinza, que dividiria ordem e desordem em duas categorias: Destrutiva e Criativa. Nesse contexto, a Ordem destrutiva seria o capitalismo, como é hoje, o antro de caracinzas. A Ordem criativa seria quando um caracinza coloca um sorriso na cara, e finge não ser um caracinza, como a Economia compartilhada – que é defendida tanto pela esquerda, quanto pela direita, mas que tem um monte de grilos sim. A Desordem Destrutiva, seriam os socialistas estadistas, que iriam repetir o mais do mesmo com o Estado – a caracinzação do movimento socialista, se você me perguntar. E a Desordem Criativa, seriam os anarquistas e socialistas libertários, que buscam uma maneira divertida – tipo pegar em armas e matar a burguesia e os políticos, a violência é divertida, qualé! – subverter a ordem social e econômica, e acabar com o caracinzismo!

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Não é só porque um caracinza sorri, que ele deixa de ser um caracinza!

Aquele artigo postado na tudismocroned, foi desonesto, mas para não ser tão cruel, vou fingir que foi apenas inocente, e foi escrito por um cara que tem aproximadamente a minha idade, mas que nunca foi ativo – ou pensou em ser – politicamente antes de 2013, e que após de dois mil e treze, apenas viu alguns vídeos idiotas no youtube, ou leu umas bostas sem fundamento do Olavo de Carvalho, e tomou aquilo como verdade absoluta para ele. A VIDA É ABSURDA, CAMARADA!

Acho bem bosta quando me chama de ideologista. Primeiro porque eu já fui de tudo – até mesmo “anarco”-capitalista! – e eu sempre busco entender melhor um ponto de vista, antes de qualquer coisa. Motivo número um, pelo qual sempre que me envolvem em uma treta da qual não tenho domínio, eu geralmente me esquivo, leio sobre o assunto e tiro as minhas próprias conclusões baseadas no que eu estudei. Mas quem sou eu para mudar a realidade de alguém, não é mesmo? Se elx prefere acreditar que eu sou um ideologista, então eu sou um ideologista.

Pelo fim do dogmatismo discordiano

A vida é irônica, não é mesmo? O discordianismo foi feito para ser uma religião que zoasse outras religiões e zoasse a dogmatização delas. O Discordianismo traz ensinamentos budistas, de uma forma libertária, sem uma autoridade ou dogma. O que é bom, todos nós concordamos com isso. O problema é quando esse anti-dogmatismo vira dogma. Mas não é um dogma contra um dogma – o que seria um dilema um tanto quanto engraçado – mas sim um dogma onde o discordianismo se tornou apenas ha-ha. Todas as críticas sociais e toda a filosofia absurdista, que relativiza a moralidade, se tornou apenas ha-ha. Ora essa, sigam esse conselho:

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Página 00075, Principia Discordia

De tempos em tempos, eu olho os textos discordianos e fico “mano, que merda, não estou entendo mais nada”, e após ler o PD novamente – numa cagada – tudo volta ao normal e tudo faz – mais – sentido. Não é uma imposição, onde você tem que ler o PD sempre para ser discordiano, é uma recomendação, para que não se caia em uma punhetice glorificando o poder – conceito caracinza – ou um seguidor do caracinza por si só!

E veja: não estou – em nenhum momento – criticando a SFD por aderir novos conceitos ao discordianismo, longe disso. Incentivo e muito a inclusão de novos conceitos, você pode ver isso no manifesto da F.O.D.A.-S.E., e por mais que o fato dos annunakis serem um conceito bem bosta, onde eles controlam tudo – e controle ser coisa de Caracinza – não tem problema algum. Mesmo que a SFD confunda – diversas vezes, aliás – os discordianos com os illuminatis da Bavária. RAW uma vez disse que a inclusão dos illuminatis da Bavária foi feita para serem os inimigos dos discordianos. A questão é: De que lado está a SFD? No estado atual, não do meu lado, isso é com toda certeza.

E eu não quero que vocês, sejam anarquistas ou discordianos, se tornem discordianos e anarquista (respectivamente). É uma mistura interessante, alguns conceitos se batem, mas outros caem perfeitamente. Mas dá muito bem para viver sem um ou outro, da mesma forma que dá para viver sem Caos Magick ou qualquer outro tipo de ocultismo, sem ser discordiano. Nós queremos é dar risada do Caracinza e seus seguidores, mas sem cair no discordianismo há-há!

Eu quero que vocês fiquem loucos, que fiquem pirados, que vocês olhem as injustiças e a coerção no mundo e veja que ali reside a ordem, e que nós temos que trazer o caos para sociedade. Eu não quero você adote uma ideologia política, eu não quero que você vire

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Caos é só o começo!

ativista, eu não quero que você distribua comida aos pobres, – embora isso seja bem legal da sua parte – eu não quero que você que você pegue em armas e destrua a máquina. Eu quero que você entenda que a Máquina é obra do Caracinza, e que ela subjuga, fere e transforma outros em caracinzas. Eu quero que isso te deixe louco, te deixe puto, te deixe cagando na própria calça de raiva. Eu. Quero. Que. Você. Traga. O. Caos.

Finalizando

Quando trabalhamos com o discordianismo, nós trabalhamos com a liberdade. Não vivemos num mundo livre, nem espiritual, nem materialmente falando. Informação tem para dar com pau, você pega, você lê, você interpreta. Tanto se fala nas grades, mas ficamos presos a elas e tentando comparar umas com as outras – eu faço isso também – o problema é você ficar agarrado a uma grade, sem ao menos ver a outra grade sozinha. Ver uma grade pela outra é ridícula. Que leiam a oposição, que leia o seu lado, e tomem as decisões, mas não leia o seu lado falando sobre a oposição, é a pior merda que você pode fazer. Ainda mais quando são vídeos do youtube que são montagens feito no movie maker. POR ÉRIS, COMO ALGUÉM CONSEGUE LEVAR A SÉRIO UMA MONTAGEM NO MOVIE MAKER?!

Relativizem mais, abaixo aos torturadores, abaixo a toda ordem, abaixo ao Estado, abaixo ao Capital, abaixo ao Caracinza e seus seguidores.

Leitura CRUA (recomendado, ein)

Pela liberdade religiosa

O que falta nas famílias e nos círculos sociais brasileiros é tolerância, principalmente tolerância religiosa. Cada um tem a maldita religião que quiser, ou mesmo nenhuma religião, se assim o indivíduo desejar. Estamos em 2015, e ainda existe hipocrisia e intolerância entre as religiões.

Esses dias eu estava vendo um muçulmano dizer, que o grupo Estado Islâmico não são muçulmanos, e apenas terroristas, e que essa comparação do EI com muçulmanos doía em sua alma, principalmente quando dizem que eles são ‘muçulmanos ruins’. Logo vieram dizer ao cara que eles são sim muçulmanos, que seguem à risca o Alcorão (o que é impossível, na minha opinião). Então esse jovem muçulmano diz: “Mas, e as cruzadas? Elas seguiam a bíblia também, porque para vocês eles não são considerados cristãos? “. E é triste pensar que esse ponto relevante foi um tiro dado ao próprio pé, pois aos montes surgiam pessoas vociferando bobagens ao cara. Acho interessante que aos cristãos é permitido negar seu lado extremo, e não aos muçulmanos. Como eu amo a internet.

Aceitem, cristianismo e suas ramificações estão longe de serem a melhor de todas as religiões, ou a mais pacífica e a que ensina melhor o respeito e o amor. Primeiro porque o livro, em um primeiro momento, retrata um Deus de uma forma na qual todos devem temer e, em um segundo momento, ele é o Deus do amor e piedade. Cristãos nunca dão a outra face, eles apenas revidam.

Enquanto eu concordo que existam pessoas que sigam o lado ‘bom’ do livro, são poucas as que fazem. Começando pelo conservadorismo, a maioria dos cristãos conservadores adoram vociferar sobre liberdade e amor, enquanto negam o aborto, pedem a redução da maioridade penal, e pior – pasmem! – pedem a pena de morte. Jesus recebeu pena de morte, e isso foi a 2014 anos atrás. Pai, perdoa-lhes; pois não sabem o que falam fazem. O novo testamento ensina o Amor e o perdão, coisa que é totalmente oposta ao que muitos ‘cristãos’ falam e fazem. Mas existem bons cristãos sim, pessoas como Tolstói, que afirma que não se deve resistir ao mal, usando o próprio mal.

Deve ser bem triste ouvir que um grupo como o EI pega um livro tão bonito, e interpretam de uma forma tão bárbara e escrota, como eles fazem. O Deus retratado no Alcorão é aquele que exige o respeito, mas que também respeita. E ele é o mesmo Deus cristão e mesmo Deus judaico, só muda a forma com a qual seu profeta o retratou. Mas infelizmente, o EI se nomeia muçulmano, assim como os cruzados e os caçadores de bruxa se nomeavam cristãos. E que daqui décadas, pessoas estudem esses grupos, para que isso não ocorra novamente.

Nas camadas mais jovens da sociedade, a religião que reina é a ciência. Os jovens costumeiramente enchem o peito para falar da ciência, falar sobre o mito evolucionista. Falo disso por conhecer diversos amigos e amigas, que assim o fazem – e ter feito isso um dia. Chegamos a um ponto onde a religião é mais científica que a ciência, e ao ponto de a ciência ter os mais fiéis seguidores que as religiões. A ciência provou algumas coisas, mas nunca provou a inexistência, ou existência de Deus, nem mesmo provou como surgiu o universo. Ela é uma manifestação desse belo desejo humano de entender o universo. O problema é que muitas pessoas que se dizem ‘homens da ciência’, não passam de cuzões que seguem uma teoria cegamente, sem questionar nada. Pessoas que acham que Einstein está 100% certo. Como Jane Roberts disse uma vez: “Quando acreditamos que a ciência, ou a religião tem ‘A Verdade’, nós paramos nossas especulações. Enquanto ainda se referindo a teoria da evolução, a ciência aceita o fato, sobre a existência e, portanto, qualquer especulação que ameaça essa teoria, torna-se quase herética”. Não use a ciência para contradizer argumentos religiosos, são duas coisas distintas. Ciência não deve ser religião, nem a religião uma ciência, as duas deveriam cooperar mutuamente, para o bem da humanidade.

A maioria das pessoas que usam argumentos científicos, na maioria das vezes, são ateus. Esses que já sofreram com intolerância, hoje fazem a mesma coisa que alguns religiosos faziam. Eles ainda sofrem alguns preconceitos, principalmente de famílias mais tradicionais/conservadoras. Contudo a maioria dos ateus não respeita outras religiões. São os primeiros a dizerem que os outros estão errados, que os outros são idiotas e cegos, que são levados pelas rédeas como carneirinhos. Se você é esse tipo de pessoa, você é só mais idiota ordinário, que se diz de mente aberta, um estudante das ciências, mas que provavelmente acredita no mito evolucionista, você não é muito diferente dos extremistas religiosos. Mas assim como os cristãos, sei que existem bons ateus, que são indiferentes em relação a fé alheia.

Os budistas em um geral, tentam manter uma relação de respeito e amor com o próximo, embora eu já tenha visto alguns budistas caçoarem de outras religiões. Eles, diferente das outras religiões, percebem que a busca da paz – que todas religiões pregam – depende apenas do indivíduo, que busca a paz em si próprio e consolida a harmonia na sociedade. A problemática é que alguns monges budistas, apenas se lamentavam sobre as injustiças do mundo, assim como alguns também ficavam ao lado de líderes orientais, enquanto eles cometiam graves atrocidades e violência contra a humanidade – algo natural de qualquer tipo de liderança, devo dizer.

No ocidente, essa religião é tratada como uma filosofia, ou estilo de vida. Frases inspiradoras compartilhadas no facebook, yoga, estátuas dum homenzinho careca e gordo, coisas do tipo são um certo sucesso. Budismo é bem difundido entre a elite, e mesmo que os monges não façam uma diferenciação social de seus ‘devotos’, é importante notar isso. Como toda religião, o budismo evoluiu junto a sociedade, e uma das suas ramificações é o zenanarquismo, ou anarcobudismo, que aponta semelhanças nas práticas anarquistas e as práticas budistas – especificamente do zen.

A ideia surgiu com um ensaio de Garry Snyder, onde ele ressalta o fato dos monges não adotarem uma posição contrária aos líderes-genocidas, e onde ele fala da adoção de táticas como desobediência civil, protesto pacífico e poder de voz. Garry faz uma crítica contundente, tanto ao capitalismo, quanto ao comunismo.

O Comunismo foi – e em alguns grupos, ainda é – bem desrespeitoso com a religião alheia. Talvez porque na sociedade deles, a liberdade individual estava fora de questão. Marx dizia que a religião era o ópio do povo, ideia que – espero eu – tenha mudado em diversos círculos marxistas. Os chineses enviavam monges budistas para a guerra. Imagine ser um indivíduo que decide devotar sua vida ao pacifismo e ao dharma, e ser privado dessa sua decisão por algum senhor da guerra. Uma revolução onde não há liberdade religiosa, não é minha revolução. Quando uma pessoa se converte a uma religião, por livre escolha e não tenta força-la as outras pessoas, não há porque priva-lo desse direito. Todas as religiões ensinam respeito e amor, a sociedade ensina exatamente ao contrário. Sempre dizem que a religião não deveria influenciar na política, mas tristemente deixamos a política interferir nas religiões.

E antes que levantem alguma questão sobre a laicidade do Estado, eu sou totalmente contra a proposta do Daciolo, de alterar a proposta da constituição que diz que ‘o poder emana do povo’, para ‘o poder emana de Deus’, pelo simples fato de que a devoção de uma religião vem do indivíduo e não deve, de maneira alguma, ser imposta por outros grupos de indivíduos. Isso é uma decisão individual, e não social. Embora não possamos deixar que essa decisão afete a decisão alheia.

O que infelizmente não é o caso, pois atualmente no Brasil tem surgido uma onda de ódio, contra pessoas de religiões Afro-brasileiras. Até mesmo com declaração de pastores, evangélicos, para que apedrejassem umbandistas. Ou a infeliz declaração do Datena, que disse que ateístas cometem crimes, pois não tem Deus no coração.

Uma pessoa pode ter uma religião, se assim ela quiser, assim como essa mesma pessoa pode muito bem viver sem uma religião, se assim ela desejar. Ninguém está certo ou errado. Isso não é uma questão de competição, isso é uma questão de fé: Ou você tem, ou você não tem.

Nota: Não citei o hinduísmo, por conhecer pouco da religião e do que eles pregam, mas acredito que não seja muito diferente das outras [em relação a pregar amor e paz], uma vez que Gandhi era hinduísta. Além de que não existe tantos hindus aqui no Brasil, como nos EUA e na Inglaterra, onde há um preconceito fodido contra a religião, mas a ideia se mantém a mesma da retratada no texto. Também não citei religiões mortas (os panteões gregos, romanos, nórdicos, célticos, etc), por mais que exista um ‘renascimento’ dessas práticas pagãs, seu impacto social é quase nulo, mas a ideia se mantém a mesma, em relação à tolerância. E não citei freak-religions (discordianismo, pastafarianismo, kopimismo, etc), por questões óbvias, assim como também não citei cientologia, por ser um culto e não uma religião.

Regicídio Mental

Regicídio Mental é algo que todos deveriam enfrentar, um dia ou outro. Em nossas mentes existe um rei, ele governa ela como um tirano-caracinza. Esse dito rei, traz ordem para sua mente, uma coisa totalmente contrária as leis do universo e natureza.

Por muitos anos, mestres zen e intelectuais espirituais diziam (e ainda dizem!), que é importante colocar sua mente em ordem. Uma mente em ordem é uma mente inquieta, e não pacífica. É uma mente vazia e conformada, e não pacífica. Coisa que foi até mesmo consenso entre zenanarquistas, o que hoje já é debatido, na minha cabeça, ao menos.

Quando os Celtas geomantes diziam, que era necessário entrar em comunhão com a natureza, eles não necessariamente queriam dizer que deveríamos nos ordenar de acordo com a natureza, sendo um sentido totalmente contrário. Devemos extrapor nosso sentido animal e caótico, nosso sentido erisiano mais puro.

Esses dias eu cometi Regicídio Mental, e descobri a resposta do universo, e para minha surpresa não era 42. Subi uma grande montanha, e lá encontrei o buda sentado em uma pilha de 5 toneladas de linho, ele mexia as mãos com tanta graciosidade, que fazia o mundo a sua a volta tremer e vibrar, e tudo dançar em bela harmonia anerística. Esse era meu tirano-caracinza interior, e eu sabia disso. Tudo estava em plena ordem, e eu mesmo não aguentava essa pressão.

Não pude resistir à profecia, mas ante roguei nele a maldição-do-peru, quebrando todo seu aspecto anerístico, fazendo-o tremer em convulsões e risadas, e então cumpri a profecia, e matei o maldito do Buda.

Com o Buda morto, vi que nada ali era o que parecia, nada era verdade e tudo era permitido. Eu voava em um infinito Kosmos com cangurus, gansos, ornitorrincos e dodôs. Era o fim da Babilônia mental, tudo ia ao chão, e ao mesmo tempo tudo emergia, numa orgia mental que trazia brilho e uma nova perspectiva de vida.

Regicídio Mental é deixar sua mente engatilhada, pronta para atirar diversas ideias. Regicídio Mental é ver o mundo como ele é, um caos, onde todos fingem ter domínio sobre si e sobre os outros, quando na verdade é totalmente ao contrário. Regicídio Mental é perceber que ninguém sabe o que está fazendo. Regicídio Mental é matar seu senso de organização e destruir toda ordem. Regicídio Mental é desorganizar a organização desnatural anerística da sociedade regida por carascinzas.

A revolução começa com um regicídio, um Regicídio mental que apenas o próprio indivíduo pode fazer, apenas o próprio indivíduo pode mudar a si e assim mudar e não mudar o mundo simultaneamente.

Filhos de Lothur

Filhos de Lothur.

O som incessante do relógio – Tic e Tac, Tic e Tac, Tic e Tac – ecoava pelo hall daquele grande prédio empresarial. Algumas pessoas estavam sentadas por ali, lendo jornais e revistas, até mesmo mexendo em seus celulares, ou qualquer coisa que evitasse o mais estranho dos contatos visuais. Tossidas, olhadas no relógio, aquele ambiente hostil e detestável do mundo corporativo. Tic e Tac. Eram Quase três horas da tarde, lá fora o sol escaldava de maneira cruel o concreto, um dia que poderia ser considerado bonito, se estivesse a brilhar em qualquer outro lugar, que não fosse ali. Tic e Tac, e interrompendo o silêncio, se ouve um baque. Na rua jazia um corpo, com a parte de cima do terno, a camisa semiaberta e a gravata solta, o que chamava mais atenção, era o fato do corpo estar sem calça, com a cueca na altura dos joelhos e a rola semiereta. Embora o índice de suicídios no mundo corporativo seja alto, e quase natural, é bem incomum ver um defunto sem calças. Sua cabeça estava totalmente destruída, índice de que havia mergulhado lá de cima. Tic e Tac. A polícia chega ao local, evacua o prédio e impede que qualquer pessoa chegue próximo ao local do crime. Todos estão horrorizados.

Ela sabia o que tinha acabado de fazer, e o ambiente não tinha uma câmera sequer, ninguém mais saberia. O silêncio residia em sua alma. Pegou o elevador e então estava no meio de todas aquelas pessoas assustadas. A polícia havia investigado cada alma miserável presente naquele prédio, mesmo ela e era impossível descobrirem, e nunca chegariam a descobrir. Tic e Tac, fez o relógio pela última vez.

Aquele homem era Alexandro De Lambda, dono da grandiosa multinacional OutCarnage, os maiores produtores e distribuidores de carne do planeta. Aquele tipo de cara ricaço, já na meia idade, ostentando até o cu virar do avesso. O tipo de cara que ganha milhões, enquanto fica deitado na própria cama. Que vai para o escritório, para ficar sentado o dia todo fumando, enquanto lê Ayn Rand. Em outras palavras: O tipo de cara que não faria falta alguma no mundo. Sua morte virou manchete em diversos jornais e revistas, um dia depois ninguém não estava nem aí para ele, até mesmo a polícia. O caso foi fechado como suicídio, e por diversos motivos, o jornal não costuma noticiar esse tipo de incidente.

Ela bateu suavemente à porta, e ouviu alguém perguntar “Qual é a senha?”. E respondeu “É Pau no seu cu, Richard” dando um chute forte, que jogou Richard no chão. Ele caiu na risada, literalmente. Ela o ajudou a levantar e o abraçou forte, com um suave “Como vai Richard?”. Ele retribuiu o abraço de forma igualmente carinhosa, dizendo: “Vou indo, querida Daniela, e aí?”. “Vamos entrando, trago as notícias”. E andaram para o cômodo ao lado, onde estavam sentados outras duas mulheres e outros três homens. Estavam todos envolta de uma fogueira, sentados em latas de tinta, ou qualquer outra coisa que servisse para sentar. Era uma cabana velha, no meio do nada, há cento e tantos quilômetros da cidade. Os carros ficavam embaixo das árvores, escondidos. Mas eles não seriam incomodados por ninguém, não ali. Richard entrou na frente e disse com uma voz escrachada: “Senhoras e senhores, Daniela, a dançarina louca do swing frenético, que toca nesse inferno de cidade”. Todos se levantaram e reverenciaram-na. Daniela, de uma maneira tímida, com um sorriso bobo diz: “Está feito. A Ovelhinha filhote da Ayn Rand está morta”, Eduardo andou em direção a ela, pegou em sua mão e a trouxe para perto do fogo enquanto dizia: “E o meu chefe, lá do jornal, disse que não era mais tocar no assunto, pois o caso foi fechado como Assassinato, sabe aquele lance conservador da mídia e tal? Então, não temos que nos preocupar com nada”. Marcelo soltou um uivo, como se o grande Fenrir tivesse encarnado em si. E todos começaram a uivar, enquanto pulavam envolta da fogueira.

Estavam felizes por terem passado meses planejando tudo, desde o momento em que Daniela se infiltra, até a morte do fundador e CEO da OutCarnage. Ana pegou o violão e começou a tocar algumas músicas junto com Marcelo, enquanto Alessa preparava uns drinks e dava risada junto a Richard e Daniela. Eduardo estava afastado, sentado na janela, fumando e olhando para lua, de forma pensativa. Ana começou a tocar “Because you’re Young”, e Marcelo a acompanhava enquanto batia em umas latas quaisquer, no ritmo da música. You never listen to anyone, because you’re Young. Alessa distribuiu os drinks e ficaram dançando por ali. Eduardo permanecia na janela, mas dessa vez olhava para aqueles loucos, filhos de Lothur e espalhadores do caos. No fim acabaram dormindo todos no chão. Quando acordaram no outro dia, Eduardo fazia café na fogueira. “Rise and shine, rise and shine, meus queridos”, disse com um sorriso na cara. Serviu a todos em canecas grandes, sentaram-se em roda e começaram a debater sobre os próximos planos do grupo, Richard havia sugerido matar o chefe de Eduardo, e a ideia era tentadora, mas ele replicou afirmando que “Ele não fez nada demais ainda, apenas distorce uma ou outra coisa, geralmente irrelevante”. Ana acendeu um cigarro e disse: “O prefeito? Ele tem sido um grande dum filho da puta. Mandando a polícia agredir qualquer um que discorde dele, não duvido que ele tenha uma suástica tatuada ao lado do cu”, “O problema é o Vice. Ele assumirá assim que declararam a morte do prefeito”, replicou Marcelo dando um longo trago no café. Eduardo mencionou dizer algo, mas foi interrompido pela Alessa que disse: “O vice tem proposto a abertura de diversos parques em lugares abandonados, e tenho certeza que ele não tem uma suástica tatuada na bunda. Até me assusta o fato dele fazer parte desse partido”. Eduardo estralou os dedos e disse: “Era isso que eu ia dizer. O vice tem uma pegada mais sustentável, mas ele talvez tenha uma suástica tatuada na rola dele”. O silêncio tomou o lugar, todos tomando longas goladas daquele delicioso café. “Daniela, quer dizer algo?”. Meio embaraçada, retirada de seus pensamentos ela diz: “Talvez… Sei lá, não sei… Tanto faz”, bebeu um gole do café, “Não gosto muito do prefeito mesmo, então pra mim está ok”. Marcelo tossiu. Richard virou-se para todos e perguntou: “Então ‘tá ok pra todo mundo?”. Todos replicaram com um uníssono “ok”. Marcelo correu no carro e pegou um modem e o notebook. Ana tocava de maneira suave a melodia de “Take ‘em All”, Alessa e Eduardo começaram a debater o que eles iriam fazer com o maldito do prefeito. Eles chegaram à conclusão de que era interessante ter uma conversa com o prefeito antes. Algo num estilo terrorista islâmico, e todos concordaram. Daniela foi no porão da cabana e separou dois rifles e algumas pistolas, e Richard ficou separando o Figurino e pensando nas pequenas falhas estéticas, para evitar o rastreamento.

Marcelo gritou “Bingo!”, e todos pararam suas tarefas para ouvir o que ele tinha a dizer. “O prefeito costuma tomar café no mesmo lugar, todos os dias às 16h30”. Richard levantou a mão e disse “As pessoas que frequentam esse lugar costumam se vestir de que maneira?”, Marcelo virou o computador mostrando uma imagem do local “Geralmente usam roupas mais sociais, mas também é cheio de hipsters, então fique tranquilo que você não precisar cortar sua barba, Richard”, ele replicou com um sorriso e um dedo do meio.

Às Quatro horas em ponto o grupo parou uma van em um beco a duas quadras do Café. Marcelo e Alessa ficaram lá, se comunicando por Skype com os outros membros. Ana e Eduardo foram rumo ao café de mãos dadas, conversando e dando beijos, como se fossem um casal. Daniela saiu alguns minutos depois deles e foi sozinha. Richard ficou encostado na esquina, fumando e esperando tudo acontecer.

Daniela viu o prefeito, andou em sua direção e pediu o isqueiro emprestado ao prefeito, então começou a puxar conversa: “O senhor vem sempre aqui, prefeito?”, “Todo o santo dia”, “Ó, mas que agradável, acho que virei mais aqui para ficar na presença de um homem tão imponente quanto o senhor”, “A senhorita tem namorado?”, “Sou viúva, meu marido morreu no final do ano passado, aquele bastardo filho de uma cachorra”, “Perdão”, “Não sinto falta dele, Prefeito, era violento e muitas vezes me batia, hoje tenho uma vida melhor” e abriu um sorriso sedutor. “Vai fazer alguma coisa agora, minha jovem”, “Eu provavelmente irei para casa”. E assim Jorgunmund jogava seu veneno. O prefeito acompanhou a bela Daniela até sua casa, bem, esse era o plano dele, mas levou uma porrada na cabeça e foi arrastado para a traseira da van.

Todos se vestiram de preto e começaram a gravação do vídeo. No vídeo eles torturavam o prefeito e mostraram a todos uma tatuagem peculiar que o prefeito tinha no peito esquerdo: Uma suástica. Eles diziam que um prefeito que compactuava com tal regime não era digno de reger a cidade, muito menos de viver. Batiam nele e o prefeito não chorava, era um quarentão linha dura. Bateram e bateram e bateram nele, até o homem chorar e implorar por sua própria vida. E quando ele pediu clemência, colocaram-no encostado na parede e dispararam. O vídeo foi parar na internet, como uma ameaça a todos fascistas. O corpo de Odimar, descansava em paz no chão. E assim os filhos de Lothur caminhavam para a destruição do mundo sujo e a construção de um mundo melhor.

2015 – O ano do Avesso

Não consigo entender os eleitores do Aécio, principalmente meus familiares, que são os principais exemplos que eu tenho de Eleitores-do-Aécio. Então esse texto eu direciono aos meus familiares Eleitores-do-Aécio, e para os propriamente ditos Eleitores-do-Aécio, que estão sendo incoerentes e levianos.

*Atenção: Não fiquem de butt-hurt, se se ofenderem, sentem e chorem*

Nessas últimas semanas tenho tentado entender a Dilma, e ainda por cima os PSDBistas de plantão. A V.S.ª Presidenta Dilma De La Merda, tem adotado políticas totalmente opostas das quais ela havia proposto. Ficou falando de esquerdismo[sic], e agora lambe as bolas dos direitistas[sic] e grandes corporações – Que novidade! –. O que mais me confunde e me dá um nó na cabeça, são os PSDBistas, que são de direita e agora ficam chorando pelas medidas adotadas pela Dilma.

Achei que todos – lê-se todos aqueles que deixaram de votar no Aécio, ou pessoas de direita – tinham consciência de que o Aécio aumentaria os impostos, reduziria os direitos trabalhistas – esse em especial, já que um dos miguxos e possível ministro do Aécio, tinha declarado que o Salário mínimo está bem alto – e qualquer coisa do gênero que foda a população num geral.

Se a Dilma fez o que fez, é porque ela também ama vocês, Eleitores-do-Aécio. Ela queria agradá-los. Não é uma fofa? É claro que não. Se ela adotou políticas duras, ela está tentando consertar a cagada econômica que ela e os outros políticos fizeram – PMDB, PSDB, PP, todos incluídos –, todo cidadão tem consciência dos salários altos vereadores, deputados, governadores, todo cidadão tem plena consciência de que são os próprios políticos que aumentam seus salários, todo cidadão tem consciência de que os políticos recebiam até o 15º salário há 2 anos atrás – coisa que acabou após um projeto de lei da Ex-Ministra da Casa Civil em 2013 –. Bem, eu pelo menos considero que essas pessoas saibam disso, e tenham plena consciência de que seus partidos também usufruem dessa putaria. Sim até o seu querido Senador Aécio Neves.

O que mais me espanta é o Eleitor-do-Aécio estar preocupado com o preço da gasolina. Amigo, chega aqui. Vem. Isso. Mais perto, deixa eu falar um negocinho no seu ouvido, chapa: Que se foda a porra da gasolina! O estado de São Paulo está ficando sem água, amigo! O querido governador decidiu aumentar o preço da água também, e sabe de uma coisa? Você só tem uma culpa parcial na falta de água. Os maiores culpados são as grandes empresas, elas gastam litros e litros para fazer roupas, tintas carne, para regar plantinhas pra você colocar na sua salada. Existem mulheres que tem bolsas em excesso, homens com roupas em excesso. E você consome excessivamente esses produtos. Você tem uma parcela de culpa aí, chapa. Mas cobrar mais de você e deixar as empresas impunes, ora, ora, é bem típico do Dom Geraldinho Alckmin Rola-Bosta.

Mas foi como um amigo meu disse, 2015 é o ano do avesso, Dilma fazendo coisas de direitista e Alckmin fazendo coisas de esquerdista. Um sobe os impostos, o outro libera mais cotas – esse escritor tem uma perspectiva positiva em relação as cotas -. O que sobra é a pergunta: Aonde vamos parar? Oras, como todo poeta tem um caráter profético, eu me sinto tentado a fazer algumas previsões sobre o que vem por aí em 2015. É claro que são coisas óbvias, e baseada em estudos de especialistas, mas que parecem bem reais.

Temos dois/três meses de água, que pode se estender mais alguns dias, ou meses, caso chova. Se a água de fato acabar, muitas pessoas serão demitidas, principalmente essas pessoas que trabalham [Os proletários, não os patrões] em agronegócios, indústria alimentícia, indústria de roupas e acessórios, até mesmo a indústria dos eletrônicos. O custo de produção envolve muita água, e para uma empresa é preferível trabalhar em ritmo mais lento, do que não trabalhar – importar grandes quantidades de água e trabalhar com poucas pessoas na linha de produção –, logo elas [As empresas] precisariam retirar dinheiro de algum lugar para comprar água, causando diversas demissões. O preço desses produtos estará superfaturado – sem somar o aumento dos impostos –, muitas pessoas sairão do estado, haverá pouca água para beber, para nós pobres e classe média, enquanto os ricos estarão tranquilos – E mais ricos! –.

E a culpa disso tudo não está só na Dilminha, ou só no Alckminho, a culpa está com você também, que votou neles, que acha que partidos fazem a diferença, que consome como uma vaca louca. Você deve se perguntar até quando você vai continuar a fazer cagadas, e deixar eles fazerem cagadas? Até quando você continuará a se portar de forma tão leviana?

O quê? Espera. Quer dizer que a maioria dos Eleitores-do-Aécio eram pessoas de Classe Média? Ué, achei que as pessoas que votavam no PSDB eram ricas, e tinham consciência de que a maioria das medidas adotadas pelo PSDB – até hoje –, sempre favoreceram os ricos e foderam com os pobres e a classe média. É, parece que o povo simplesmente é idiota, e esse texto gigantesco que você leu não teve propósito algum. Apenas o apague de sua mente.

Um apelo à razão: Motivos pelos quais os Separatistas são burros, mimados e não sabem do que estão falando.

Aah a democracia, ou ditadura da maioria, como preferir. Desde o começo dessa onda revolucionária,  vejo as pessoas citar essa bendita (ou maldita?) palavra: democracia. Se perguntar a um partidário do PT, o que é democracia, ele dirá: “Oras, democracia é o poder na mão do povo”. Caso você dirija essa pergunta a um partidário do PSDB, terá como resposta: “Essa é uma pergunta fácil, a democracia é uma forma de governo onde as pessoas elegem seus representantes, que te dão escolhas, que você tem a obrigação de seguir”. Parabéns, você é bom em memorizar o que as pessoas dizem, logo: já pode se formar no ensino médio (A.K.A. se formar em enchimento de linguiça), ou se eleger presidente, deputado e qualquer outro cargo na política governamental. Se perguntar a qualquer um deles, se o partido adversário exerce a democracia, a resposta de ambos é “Não” (O PSDBista eventualmente encheria a linguiça, mas no fim ele só queria dizer não. Tudo bem, nós eu consigo te entender, não fique chateado).

A Democracia talvez nunca tenha saído do papel. Mesmo na Grécia antiga já havia corrupção. Não no sentido monetário, como hoje. Mas nas Ágoras existia um grande jogo de influência, onde um grande grupo seguia as ideias de um único home, ou de um grupo menor de homens, fazendo aquilo ser o “desejo da maioria”. E é daí que vem o sofismo de nossos queridos políticos. E claro, embora Democracia signifique algo como “O poder do povo”, apenas homens, que fossem livres, poderiam participar. Algo que, de certa forma, ainda ocorre hoje, uma vez que dificilmente se vê pessoas pobres, negros ou mulheres se elegendo.

Mas o que me chamou a atenção nas últimas semanas, não é as atitudes de baixaria da revista ‘Veja’, ou o racismo nas redes sociais, pois é algo que, com um leve aperto no coração, eu já esperava. O que me chamou atenção foi o senso democrático, por parte dos partidários do PSDB, ou pessoas Pró-Aécio. Vi diversos vídeos de pessoas, que diziam que vivemos em uma ditadura, e que o PT (referido, muitas vezes, como uma entidade, uma pessoa, na maioria das vezes maligna) não respeita a liberdade dos cidadãos. Alguns diziam em um leve tom de desespero, quase que suplicante. O que eu não esperava era a reação da maioria dessas pessoas, frente a vitória da Dilma. A maioria delas aclamou por separatismo, alguns falaram em intervenção militar e uma minoria pedia o impeachment. Eu sinceramente achei cômico, em um primeiro momento, mas enquanto conversava com meu camarada Luyz, percebi o quanto a situação era séria: Essas pessoas se demonstraram filhinhos de papai mimados. ‘Pera aí… É exatamente isso que eles são! Pessoas que a família tem dinheiro há, pelo menos, quatro gerações, estudam em escolas particulares, fazem cursinho de inglês e se acham no direito de falar mal do Bolsa Família.

Então quando o PT está no poder, ele não respeita a democracia, mas quando seu candidato perde, você não aceita isso e quer separar o sul, sudeste e centro oeste? Achei que éramos uma única nação e deveríamos lutar Brasil, como diziam há um tempo atrás. Por isso digo que as pessoas que pedem separação são burras e não sabem da grande merda que estão falando. E não apenas pelo senso democrático: o buraco é mais fundo.

Os Separatistas ignoram o fato de que o maior índice de abstenção de votos, votos nulos e brancos, como forma de protesto, foi no sudeste. Essas pessoas não queriam nem Aécio e nem Dilma, essas pessoas não queria nenhum desses merdinhas. E se separarem esses estados, e torná-los um país, dominado pelo PSDB, saibam que haverá guerra civil, isso partindo da concepção de que essas pessoas são anarquistas, mas claro que isso é apenas uma aproximação, uma vez que algumas pessoas nessa lista apenas não se importam com a política.

Outra coisa que eles [os Separatistas], se esquecem é que grande parte da cultura brasileira, assim como museus e diversos pontos turísticos (não tão lindos como os da Bahia, mas aceitáveis), estão localizado no Sudeste e no Sul. Privar as outras pessoas do Brasil de acessarem essas coisas, é algo totalmente elitista. Se bem que isso não é um problema, para essas pessoas…

Além do fato da maioria dessas pessoas se esquecerem que somos uma única nação, e que o Brasil não ficou nas mãos do nordeste, e que os nordestinos não atrasam os Brasileiros, porque o Brasil ficou nas mãos dos brasileiros, e se eles escolheram a Dilma, os outros devem calar a boca e respeitar a decisão da maioria. E não agir igual putinhas mimadas, que ficam chorando, porque o papai disse não.

As pessoas se esquecem de que o Aécio não é nenhum salvador da pátria, ele mesmo disse que manteria relações com Cuba, disse que manteria o Bolsa Família. No fim, o que falta as pessoas é senso, nenhum político quer ser seu amiguinho, eles visam algo chamado progresso, que nem eles sabem ao certo o quê é, exigem sacrifícios e pedem para você pular da ponte, e ao votar neles, você pergunta: “Qual ponte?”